Londres (Inglaterra) – Faltou um ponto para que Coco Gauff estivesse na final de Wimbledon pela primeira vez na carreira. Campeã do US Open em 2023 e de Roland Garros no ano passado, a norte-americana teve um match-point para superar Karolina Muchova nesta quinta-feira, mas errou um drop-shot e deixou a oportunidade escapar. Eliminada na semifinal, ela reconheceu que a chance perdida ainda vai ficar em sua cabeça, mas preferiu valorizar sua melhor campanha na competição.
“Vou pensar nisso esta noite. Não sei se alguma vez perdi um jogo depois de ter um match-point. Se aconteceu, não me lembro da última vez”, disse Gauff após a derrota por 2/6, 6/1 e 7/6 (12-10), apenas seu segundo revés em oito confrontos contra a tcheca.
“Também não acho que isso vai durar tanto tempo. Basta olhar para o Roger Federer, que perdeu match-points aqui em 2019, ou para o Jannik Sinner em Roland Garros no ano passado. Todo grande campeão passa por isso em algum momento da carreira. Talvez eu também precise passar por isso para chegar a esse nível”, acrescenta a atual número 7 do mundo.
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A jovem norte-americana de 22 anos também explicou a opção pelo drop-shot no ponto decisivo. “Quem não acompanha tênis vai perguntar: ‘Por que você fez isso?’. No fim das contas, foi a escolha que fiz. Talvez não tenha sido a melhor naquele momento, mas, se a bola entra, todo mundo estaria dizendo que foi uma jogada decisiva”, afirmou. “Isso só mostra que preciso tomar decisões melhores. É assim que se aprende e se torna uma jogadora melhor.”
Apesar da decepção, Gauff evitou tratar a derrota como um grande trauma e destacou a evolução apresentada ao longo da campanha em Londres. “Não é uma história trágica. Milhares de pessoas adorariam perder uma semifinal de Wimbledon tendo um match-point. Claro que não quero passar por isso de novo, mas acho que a próxima vez que eu vencer uma partida assim será ainda mais especial”.
“Vai levar um tempo para abandonar alguns hábitos e criar outros. Gostem de mim ou não, não dá para negar o progresso que fiz neste torneio. Há muitos pontos positivos, e isso me deixa muito animada para o futuro”.











