Nova York (EUA) – Durante uma coletiva de imprensa na segunda-feira, véspera de sua exibição nas quadras do US Open, o suíço Roger Federer comentou sobre o duelo entre Frances Tiafoe e Arthur Fils no Masters 1000 de Cincinnati e o que isso poderia significar para uma legião de jovens fãs que esperam que haja um futuro no tênis.
“É muito importante. Acho ótimo ver isso e é, digamos, um farol de esperança para muita gente. Sei que o circuito de tênis é muito focado na Europa e nos Estados Unidos, mas adoramos ver a África, a Ásia e a América do Sul se fortalecerem ainda mais”, ponderou Federer sobre a partida do último domingo.
“Temos um circuito muito global e o tênis, eu acho, está realmente fazendo um ótimo trabalho tentando ser o mais global possível”, acrescentou o suíço, filho de mãe sul-africana, destacando a importância de dar mais espaço a grupos sub-representados e localizados fora dos centros tradicionais.
Federer sabe que aquela partida tem o potencial de significar muito mais do que apenas um fato curioso. “Ter um momento como este, em um torneio importante, não apenas na segunda rodada, mas na final, acho que é um bom sinal. É um sinal incrível e espero que aconteça com mais frequência. Espero que vejamos isso também em outros grandes eventos no futuro”.
Dono de 89 vitórias e 14 derrotas no US Open, incluindo cinco títulos e mais duas duas, o tenista da Basileia disse que suas provações e tribulações nas quadras duras do USTA Billie Jean King National Tennis Center foram experiências que o moldaram como jogador e como pessoa que ele é hoje.
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“Quando você chega à final de um torneio desta magnitude, aprende muito, percebe o quanto evoluiu e guarda para sempre na memória aquele momento. É simplesmente incrível que, quando olho para trás e vejo o US Open, por exemplo, sinto tanto orgulho de tudo o que vivi aqui”, afirmou o ex-número 1 do mundo.











Craque nas quadras e fora delas! Faz até filantropia!
Por que “farol de esperança”? Se fosse entre brancos seria pior?
Que comentário raso.
para essa turma “politicamente correta”, parece que sim…
Você desconhece história. Simples assim. Deve estudar apenas terraplanismo.
Daqui a pouco aparecerão os espíritos-de-porco criticando o Federer pelo discurso “politicamente correto”, por defender a igualdade racial e maior diversidade no circuito (de tenistas e de torneios). Sempre tem a turminha do orgulho imoral.
Em competições, o que importa é o talento, o preparo físico e psicológico… Ou vc vai querer “quotas” para por tenistas em finais por “cor de pele”, sem ter conquistado sua vaga dentro de quadra??? Fala sério, se Fils e Tiafoe chegaram à final é porque são tenistas muito talentosos e tiveram muito merecimento e não foi por causa da “cor de pele” sem precisar “quotas”!!!
Pra começar, poderíamos popularizar o tênis, Sandro. Por que temos poucos negros no circuito? Porque na maior parte das sociedades os negros têm pior condição financeira e o tênis é um esporte elitista, que corta na raíz aqueles que não têm condições de bancar o desenvolvimento do cara no esporte. Veja que em esportes mais populares, como futebol, basquete, atletismo e tantos outros, a presença de atletas negros é muito maior. Até esportes como a ginástica, a natação têm mudado sua cara.
Que tal tomarmos medidas para popularizar o esporte? Mais quadra públicas, incentivos das associações locais para projetos sociais, mais torneios em países fora do eixo Europa-EUA (pois sim, tenistas locais costumam melhorar o desempenho quando disputam torneios em sua casa). Tudo aquilo que o Federer colocou, mas você se recusou a ler e intepretar. Prefere ficar na defensiva, fechado em suas próprias certezas.
É fácil falar em meritocracia quando ignoramos as desigualdades na origem, na base do esporte e na sociedade como um todo. Tem gente que simplesmente não quer ver negros em determinados lugares mesmo.
Acho que o foco deveria ser introduzir mais o esporte nas escolas como política pública, como ocorre nos EUA. O objetivo seria formar cidadãos – o esporte ensina disciplina, responsabilidade, hábitos saudáveis e é um dos principais formadores de caráter. Isso beneficiaria especialmente os indivíduos de baixa renda, pois a escola é justamente o lugar onde o Estado consegue oferecer acesso universal, independentemente da cor.
Ampliar a prática esportiva escolar costuma ter um impacto social muito amplo. Isso não é uma narrativa simplista; é respaldado por evidências. Há um grupo que parece mais preocupado em encaixar os fatos em uma narrativa ideológica do que seguir o que os dados indicam. Menos “cherry-picking” e mais decisões baseadas em evidências.
O Rio de Janeiro teve um governador que procurou introduzir esportes e artes nas escolas. Ele se chamou Leonel Brizola. Os governadores, de direita, que vieram depois dele é que foram destruindo este projeto. Isso também é uma evidência, porque fazer com que só as escolas dos bairros mais ricos (também os com maior presença de pessoas brancas) é que tenham acesso aos esportes, é outra forma de discriminação.
Concordo com tudo que disse, mas quem foi que falou de cotas ?
Quem falou em cotas, cara pálida? Federer apenas celebrou o fato de dois negros, que historicamente têm menos condições de disputar um esporte caro e elitista como o tênis, terem chegado à final de um dos maiores torneios do circuito. Interpretação de texto faz muito bem. Não leia apenas as mensagens do grupo político do WhatsApp. Isso torna as pessoas muito obtusas.
Perfeito!
Quando li o escrito, reproduzindo o que disse Roger Federer, pensei: mas, Fils e Tiafoe chegaram à final como?
Uma obra global para que tivessem essa oportunidade ou por que foram os dois melhores tenistas do torneio?
O que ele de fato disse, segundo a matéria, foi: “…mas adoramos ver a África, a Ásia e a América do Sul se fortalecerem ainda mais.”
A final foi disputada entre um francês e um americano.
Verdade… O Freguêser, suíço, se enrolou totalmente, falou adoramos ver a África, a Ásia e a América do Sul se fortalecerem ainda mais, porém, a final foi entre um negro da Europa versus um negro dos EUA… Não teve tenistas de adoramos ver a África, a Ásia e a América do Sul na Final de Cincinnati…
Acho que ele estava falando em etnias, no caso da final, um negro europeu e outro estadunidense. Além disso, ele também disse que seria interessante ver o tênis se fortalecendo em outras regiões do mundo. São duas questões diferentes, não consigo ver nenhuma contradição nisso.
Blá Blá Blá, não importa “cor de pele” e nem a região de onde vem o tenista, o que importa é o talento, e neste quesito, tanto Fils quanto Tiafoe têm talento de sobre, o resto é papo furado tipo Mi Mi Mi, Blá Blá Blá…
Provavelmente o seu “talento” só te levou até poder escrever aqui e chorar sobre o fato de que, felizmente, o mundo está cada vez mais atento em relação às desigualdades.
Quem diz que não importa cor de pele é porque não sentiu na pele. Simples assim.