Londres (Inglaterra) – Depois de duas viradas seguidas, Coco Gauff tentou buscar nova reação nesta quinta-feira para cima da tcheca Karolina Muchova, que fez valer o fato de ser a mais experiente das semifinalistas e assim evitou a recuperação da norte-americana, vencendo a primeira semifinal de Wimbledon com o placar final de 6/2, 1/6 e 7/6 (12-10)
Esta foi a décima vitória seguida de Muchova, que chegou para a disputa no All England Club embalada após a conquista em Bad Homburg e tem a maior sequência vitoriosa da carreira. Sua adversária na decisão de sábado, marcada para não antes das 12h (horário de Brasília), sairá da partida entre a tcheca Linda Noskova e a ucraniana Marta Kostyuk.
Passando das quartas em Wimbledon pela primeira vez, após cair nesta fase em 2019 e 2021, a tcheca vai para sua primeira final no torneio e a segunda de Grand Slam. Vice-campeã de Roland Garros em 2023, ela segue em busca de uma conquista inédita na carreira.
Muchova chegou para o confronto com Gauff ostentando um retrospecto bastante negativo, com seis derrotas e apenas uma vitória. Porém, o resultado positivo veio justamente no encontro mais recente, semanas atrás em Stuttgart, onde também havia conquistado seu último triunfo sobre uma top 10, ganhando agora a 21 vitórias contra rivais deste nível.
Dois sets de oscilações
Variando bastante os golpes, Muchova deu bastante trabalho no primeiro set para Gauff, que não conseguiu encontrar soluções. Além disso, a tcheca foi bem nos momentos importantes, aproveitou os break-points que teve no terceiro e quinto games e salvou dois no quarto e mais três no sexto, marcando 6/2 para largar na frente.
Na virada dos sets, Gauff saiu de quadra e fez uma longa pausa, que acabou dando certo. Ela voltou bem mais concentrada e afiada com o saque, elevando o aproveitamento de 52% para 81%, perdendo apenas quatro pontos em seus games de serviço. Isso a deu mais espaço para atacar Muchova quando estava devolvendo e o resultado não poderia ser melhor.
Mais calibrada, a norte-americana dominou as ações, não enfrentou um break-point sequer e conseguiu seis oportunidades de quebra contra Muchova, convertendo uma no quarto game e outra no sexto. Guff marcou 6/1 na parcial, se manteve viva na disputa e levou a definição para o terceiro set.
Decisão equilibrada e nervosa
A parcial decisiva foi a mais equilibrada de todas, com as duas cuidando bem dos serviços. Gauff salvou dois break-points no quarto game e no nono foi a vez de Muchova fazer exatamente o mesmo. Sem quebras, a definição da primeira finalista veio no tiebreak, em que Muchova conseguiu errar menos e assim garantiu a vitória.
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Os dois primeiros match-points, um para cada lado, foram definidos de maneira surreal. No primeiro deles, Gauff tinha o ponto controlado e arriscou uma deixadinha no meio da rede. Em seguida, foi a vez de Muchova encurralar a rival e escorregar na hora de volear junto à rede, levando a passada. Mas no fim, a tcheca teve nova oportunidade e desta vez aproveitou.











Parabéns para a Muchova pela vitória e classificação para a final, muito merecido. Vou torcer para ela conseguir dar o último passo e conquistar o título. Continua sendo muito bom ver a Muchova jogando uma sequência de jogos sem lesão. Que continue assim até o fim da sua carreira. A Muchova, nascida em agosto/1996, derrotou a Gauff, nascida em março/2004, diferença de 7 anos e 6 meses, e mostrou que quando a mais velha joga melhor, ganha da mais nova sem precisar dar desculpas. Dias atrás a Mertens, nascida em nov/1995, eliminou a Eala de maio/2005 e foi mais uma a mostrar que uma diferença de 10/12 ou até 15 anos, quando o(a) jogador(a) mais velho(a) tem até 35 anos e está saudável e em boa forma, não é fator impeditivo para que o(a) mais velho(a) conquiste a vitória. Na verdade, para ser justo, nunca vi um jogador mais velho, de até 35 anos, e com diferença de até 15 anos para o seu adversário, usar a descculpa da diferença de idade para justificar a derrota. Quem usa a desculpa da diferença de idade para justificar derrota geralmente são alguns fanáticos torcedores.
O talento de Muchova casa muito bem com a grama. Merece o título
Muchova é o Federer de saias , o jogo dela é de uma elegancia e com varios golpes, estarei torcendo para ela na final.
Bom jogo, mas no final estavam ambas loucas pra entregar o jogo, ainda bem que a Gauff entregou primeiro.
Ainda bem que a Murrova ganhou, Wimbledon é a cara dela e de seu vistoso tenis.
O tênis feminino agradece.
Também vou torcer pela Muchova, baita de um talento, joga com variação, não é só porrada… Chegou a vez dela e tomara que vença seu primeiro Grand Slam.
Muito bom o jogo. Um dos melhores do ano.
Lindo de ver… perfeito será, se Noskova também passar.
Passou
Muchova é muito talentosa. Se não fosse os constantes problemas físicos , seria uma top 3 por muito tempo, com certeza.
Vou torcer MT pra ela ganhar esse slam, joga bonito demais, merece muito
Melhor jogo do tênis feminino de Wimbledon até agora, parabenizo as duas.
Coom certeza, e melhor, sem pancadaria.
É cara, então foi bonito o jogo das duas e a Gauff (que tem o melhor preparo físico do atual tênis feminino ao lado da Iga) apresentou uma evolução técnica muito boa nesse slam, ou seja, se evoluir mais vai ser uma futura número 1 porque é nova e ainda não atingiu o ápice, sobre a Muchova já sabemos da sua excelente qualidade técnica, mas também esta melhorando o seu mental e seu lado físico que era tão defasado nos últimos anos, ainda bem que os deuses do tênis estão colaborando com a sua carreira, pois final de Wimbledon merece ter uma finalista como Muchova.
Verdade, essa final quem sabe oxigena um pouco o circuito wta com mais técnica e menos pancadaria. A Gauff, ainda tem uns pontos para lapidar, mas vai ser gigante com certeza. Mas minha torcida é para a Muchova na final.
Que jogo, coco defende todas
Muchova é espetacular. Que jogo incrível. Méritos também para a americana Gauff que jogou muito também. Quando tudo parecia encaminhar para a vitória da Gauff no último set, eis que a Muchova “achou” forças para segurar o ímpeto da forte Gauff. Jogaço. Poderia ter sido a final. Mas agora penso que a Noskova irá passar e teremos uma final tcheca em Wimbledon.
Que vitória da Muchova, achei que ela iria amarelar no 8 X 8 perdendo o set point, no fim grande conquista de um tênis refinado, elegante e vistoso. Espero que vença a final, merece muito!!!
Grande partida. Estava torcendo pela jogadora mais talentosa, a Muchova, estilo Federer, o tênis elegante, pura técnica. É buscar o título.
Metade do meu sonho se realizou! Agora só falta a Noskova fazer a boa!
Tá vendo aí amigo, então foi um jogo muito bacana de assistir entre ambas, imagina se fosse o jogo medíocre e brucutu da Osaka nessa fase ficaria desmotivante, então temos que parabenizas as duas que entregaram um jogo de valores ótimos que a grama sagrada de Wimbledon merecia, agora vamos ter uma final tcheca e sabemos que a escola tcheca tem recurso técnico apurado, por isso espero que tenha uma boa final esse ano que infelizmente em 2025 não teve final porque a Anisimova não teve condições psicológicas naquela final.
E fez.