Noskova projeta duelo contra Kostyuk: “Ela é muito agressiva”

Linda Noskova (Foto: (Foto: AELTC)

Londres (Inglaterra) – Logo após confirmar vaga inédita nas semifinais em Wimbledon, Linda Noskova prevê um confronto bastante duro diante da ucraniana Marta Kostyuk. A tcheca considera realizar alguns ajustes em seu jogo para o próximo desafio.

A jovem de 21 anos eliminou a experiente belga Elise Mertens com autoridade e já celebra sua melhor campanha em um evento de Grand Slam. Campeã em simples e duplas do WTA 500 de Berlim, Noskova espera manter a boa forma na grama para barrar a ucraniana. O duelo acontece nesta quinta-feira, no segundo jogo da Quadra Central, por volta de 11h30 (horário de Brasília).

“Ela é uma adversária muito dura. Não desiste nunca, tenta jogar o mais rápido e agressivamente possível. Tivemos um jogo em Madri que não foi nada bom para mim, eu não me senti confortável em quadra, então desta vez certamente vou tentar mudar algumas coisas”, ponderou. No único encontro entre elas, Kostyuk venceu por 7/6 (7-1) e 6/0 no saibro da Caixa Mágica.

A tcheca está confiante de que possa equilibrar melhor as ações desta vez. “Às vezes, Marta também procura ser criativa. Nosso jogo em Madri aconteceu no saibro, que é uma superfície completamente diferente, então acredito que desta vez será uma partida bem diferente”, pontuou.

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Noskova ainda destacou o grande momento da próxima adversária, atual 13ª colocada do ranking, exatamente uma posição atrás dela. “Ela vem de uma sequência muito boa de partidas, então vai ser um confronto bem complicado”, admitiu. O embate, inclusive, representa confronto direto por um lugar no top 10.

A tcheca tem se mostrado confortável na grama e quer prosseguir evoluindo na superfície. “Sinto que consigo usar muitos aspectos do meu tênis neste piso. Posso variar com dropshots, slices, subidas à rede e também apostar bastante no saque”, analisou.

“Acho que meu estilo de jogo me ajuda muito nos momentos difíceis. Comecei a me sentir confortável na grama no ano passado e agora é uma superfície para a qual eu realmente fico ansiosa para voltar”, prosseguiu.

Kvitova como inspiração e pés no chão após novo feito

Questionada sobre quem inspirou seus primeiros passos, Noskova exaltou a figura da compatriota Petra Kvitova, ex-número 2 do mundo e bicampeã de Wimbledon, com títulos em 2011 e 2014.

“Quando eu era criança, ela era o rosto do tênis tcheco. Eu sempre a admirei e, quando ela ganhou Wimbledon, foi algo que eu realmente acompanhei. Talvez ela até tenha me ajudado a entrar um pouco mais no tênis”, enalteceu.

“Eu adoraria seguir os passos dela. E, se o desfecho for o mesmo, eu não poderia querer nada mais. As tenistas tchecas sempre foram incríveis. Se você olhar há 10, 20 ou 30 anos, sempre houve alguém em destaque. É muito legal ver que um país tão pequeno continua produzindo grandes jogadoras”, exaltou.

Ainda ao comentar sobre os talentos oriundos da escola tcheca, Noskova relembrou de Barbora Krejcikova, campeã no All England Club em 2024. “Acho que foi em 2023 que tive meu primeiro contato de fato com a grama. Lembro do meu primeiro treino, com a Barbora, em Nottingham. Eu ainda estava completamente perdida sobre como jogar”, brincou a número 12 do ranking.

Após bater Mertens, a tcheca mantém a cautela antes de pensar em conquistar o primeiro Grand Slam. “Na verdade, eu nem sei muito bem como comemorar. Nunca sei o que fazer. Para mim, foi com um pouco de incredulidade, sim, porque continuo com os pés no chão”, afirmou.

“Eu não espero vencer toda partida que jogo. Mesmo quando estou me sentindo muito bem em quadra, isso não significa automaticamente que eu vá ganhar. Por isso, é preciso valorizar muito esses momentos em que consigo vencer”, encerrou Noskova.

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Carlos Alberto Ribeiro da Silv
Carlos Alberto Ribeiro da Silv
18 dias atrás

Karolina Muchova, n° 9; Linda Noskova, n° 12; Marie Bouzkova, n° 23; Katerina Siniakova, n° 36;
Barbora Krejcikova, n° 38; Sara Bejlek, n° 45; e, Nikola Bartunkova, n° 48. Sete jogadoras no top 50, sem contar o ranking de duplas. Como disse a Noskova, um país tão pequeno produzindo muitas jogadoras de qualidade. Será que algum dia o Brasil vai ter pelo menos 5 jogadoras no top 50?

Sergio
Sergio
18 dias atrás

Mais uma para a – já grande – esquadra tcheca. E joga muito a Noskova. Apenas 21 anos e já é semifinalista em Wimbledon.

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