Washington (EUA) – Bernard Tomic e Zachary Svajda reacenderam o debate sobre o regulamento dos lucky-losers nos torneios da ATP. Mesmo sem concluir a participação no qualificatório de Los Cabos e Washington, respectivamente, ambos foram beneficiados por desistências e disputarão os torneios desta semana.
Em Los Cabos, da série 250, o australiano Tomic entrou como quinto pré-classificado e venceu Miguel Tobon na primeira rodada do qualificatório, mas desistiu antes mesmo da partida decisiva diante do norte-americano Tristan Boyer.
Ainda assim, o experiente ex-número 17 do mundo herdou uma vaga na chave principal como lucky-loser e fará sua estreia diante do mexicano Alex Hernandez, que precisou disputar duas partidas no qualificatório.
Já em Washington, Svajda era o principal cabeça de chave do qualificatório e enfrentava o australiano Cruz Hewitt na rodada decisiva por uma vaga na chave principal. O tenista da casa vencia por 5/3 no segundo set, permitiu a reação do adversário e resolveu abandonar a partida no terceiro set, quando perdia por 2/0, alegando problemas físicos.
No entanto, pouco depois, Svajda também recebeu uma vaga na chave principal do ATP 500 de Washington, após seu compatriota Ethan Quinn desistir por uma lesão no metatarso do pé direito. Na estreia, ele enfrentará o australiano Aleksandar Vukic.
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Ambos os casos provocaram questionamentos sobre o atual sistema adotado pela ATP. Embora o regulamento não tenha sido descumprido, houve críticas às situações envolvendo Tomic e Svajda, que, por motivos distintos, permaneceram elegíveis como lucky-losers. Os dois estreiam ainda nesta segunda-feira.
O episódio ganhou destaque pelo fato de os dois atletas terem poupado energia em relação aos tenistas que disputaram integralmente a rodada decisiva do qualificatório. Além disso, as chaves principais de Washington e Los Cabos precisaram ser reordenadas às vésperas do início dos torneios.
Washington e Los Cabos abrem nesta semana o verão norte-americano em quadras sintéticas, etapa que antecede os Masters 1000 de Montréal e Cincinnati e culmina com a disputa do US Open.












Isso ae é ridículo e acontece há bastante tempo, a solução é simples: desistiu do jogo, está fora do torneio definitivamente
Uma regra que tenta reduzir esse tipo de desistência conveniente, quando a vaga na chave principal abre antes do fim da disputa do qualifying, é o sorteio da vaga entre os candidatos mais bem ranqueados.
Parece que esse não foi o caso do Zachary Svajda, tendo aberto a vaga após o final do qualifying, favorecendo automaticamente o perdedor da rodada final do qualifying mais bem ranqueado. Ora, o que impede o Ethan Quinn de fornecer informação antecipada privilegiada para o Svajda de que desistiria? A propósito, ambos são californianos com idades próximas (sem querer insinuar nada).
é anti-ético, o anti-esportista, ou anti-bom-senso… como queiram. Mas… está na regra a permissão (ou falta de banimento), então não há o que fazer. complicado.
A regra deveria conter: “Quem desiste da partida do qualificatório, está desistindo do torneio”, simples assim…
Se houvesse essa regra, o tenista que estivesse seguro do benefício de lucky looser não desistiria, mas também não se esforçaria e faria corpo mole até o fim do jogo.
Já existe no regulamento a previsão de punição por “falta de combatividade”, seria só aplicar a regra..
Eu tb acho ,isso deveria estar implícito mesmo