Paris (França) – Com as boas campanhas das ucranianas Elina Svitolina e Marta Kostyuk nesta edição de Roland Garros, a guerra entre Rússia e Ucrânia voltou aos holofotes do circuito. Campeã no sábado, a russa Mirra Andreeva falou sobre a situação e o fato de não poder ver os símbolos de seu país em quadra em sua primeira conquista de Grand Slam.
“É claro que todos queremos que a guerra termine. Acho que ninguém quer uma guerra neste mundo. O que posso dizer é que, quando jogo tênis, a única coisa em que penso é em como jogar, como vencer, como competir para conseguir a vitória. Não penso em todas essas outras coisas, porque tenho muitas coisas na cabeça em que preciso me concentrar”, disse.
Derrotada por Kostyuk na final de Madri, ela se vingou da ucraniana na semi de Paris. “Eu não diria que houve uma grande mudança, não diria que abordei as partidas de forma completamente diferente”, falou Andreeva, ao comparar os dois duelos com a rival ucraniana.
Andreeva contou que se inspirou no suíço Roger Federer para entrar focada. “Como diz minha psicóloga, você sempre pode escolher como vai se comportar na quadra, como vai jogar e como vai agir como pessoa. Decidi ser uma lutadora. Também assisti a muitas partidas do Roger aqui”, falou a campeã de Roland Garros.
“Sei que nunca terei a aura dele, ninguém terá, mas queria me comportar na quadra da mesma forma que ele, porque adorava vê-lo jogar”, acrescentou a tenista de apenas 19 anos, que começou a despontar no circuito já com seus 15 anos e desde então veio crescendo até enfim faturar seu primeiro título de Grand Slam.
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Cada vez mais conhecida do público, a russa contou que adora receber a atenção, mas que em certos momentos isso acabou incomodando um pouco. “Houve um momento na minha carreira em que eu senti que não queria mais que as pessoas falassem de mim, mas, no geral, eu diria que nunca me incomodou”.
Andreeva: “Olhar para o troféu e ver que é real, é uma sensação incrível”










Ela tem bom gosto nunca vai existir outro Roger Federer ele tornou o tenis um esporte global com seu talento, elegância e respeito… um verdadeiro cavalheiro.
https://www.youtube.com/shorts/uV9H2qntiSc A sugerança proibió abrir bandeiras da pátria da Mirra
Apesar das amenidades de lado a lado, a vdd é que a organização de Rolang Garros e a dos demais Slam têm lado e é oposto ao da Mirra, que deveria poder representar seu país com liberdade, já que os demais nacionais podem.
Muitas vezes, os que posam de moços são mais barulhentos e radicalizados ainda. As “bases” estão radicalizadas. Políticos civis e militares são meros reflexos delas. Então, primeiro cada um precisará baixar sua arma, para haver paz.
Não esperar pelo outro.
Essa veio para ganhar. Toppppp
Ao meu ver a russa está certíssima. Ela é uma excelente atleta e excelente pessoa. Não consigo entender misturar uma guerra – absurda, diga-se de passagem – com o esporte.
Se a Rússia tivesse invadido o Brasil, estivesse ocupando um quinto do território brasileiro, cometendo crimes de guerra (soldados fuzilando civis desarmados, estuprando mulheres, saqueando casas, abduzindo dezenas de milhares de crianças, lançando drones e mísseis contra alvos civis – casas, hospitais, shoppings, rede elétrica e até procissão funerária – todo dia), sob a justificativa tosca de estar combatendo nazistas… talvez vc tivesse uma opinião diferente.
Interessante esse apontamento da russa de que nunca ninguém terá a aura do suíço.
Ela não quis dizer que ninguém nunca será melhor que Roger. Ela quis dizer que ninguém será igual a ele. Como diz aquela música do Cidade Negra, “os homens não são iguais, não são. Não são iguais e fim”.