Milão (Itália) – Treinador de Jannik Sinner ao lado de Darren Cahill, Simone Vagnozzi comentou os bastidores do trabalho com o número 1 do mundo. O técnico italiano explicou os episódios de queda física enfrentados pelo pupilo e destacou a mentalidade que considera decisiva para o sucesso.
Em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, Vagnozzi assegurou que um dos maiores diferenciais de Sinner é justamente a forma como lida com as adversidades, aberto a ouvir conselhos, lidar com críticas e sempre em busca de evolução.
“Talvez, em cinco anos, eu tenha precisado motivá-lo apenas duas ou três vezes. Ele é sempre o primeiro a se sacrificar para melhorar e sabe ouvir. Sua maior qualidade é gostar de ter ao lado pessoas que lhe dizem aquilo que ele não quer ouvir”, garantiu.
O treinador também relembrou a suspensão de três meses decorrente do caso de contaminação por clostebol e disse que a equipe aproveitou o período de afastamento para trabalhar e evoluir. “Quando entra em quadra, apaga completamente tudo o que acontece fora dela”, destacou.
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Ao examinar os episódios de queda física apresentados pelo atleta de 24 anos em partidas importantes, Vagnozzi descartou uma causa específica para os colapsos. Em Roland Garros, Sinner caiu na segunda rodada após levar incrível virada do argentino Juan Manuel Cerúndolo, quando liderava por 6/3, 6/2 e 5/1.
“Esses jogadores não são robôs. Calor, fadiga e tensão podem se combinar. Em Paris, a temperatura era insuportável e ele chegou ao torneio com considerável desgaste físico e mental. Precisamos conviver com essas situações e trabalhar para evitá-las”, ponderou.
Vagnozzi disse que percebeu a ambição de Sinner logo na primeira conversa entre os dois. O treinador contou que o então número 10 do mundo deixou claro que seu objetivo era chegar ao topo do ranking. “Ele queria ser o número 1. Já era incrivelmente forte, mas precisávamos desenvolver o físico, a musculatura e trabalhar o aspecto mental. Quando comparo o Jannik de cinco anos atrás com o de hoje, vejo um jogador completamente diferente”, avaliou o técnico.
Vagnozzi ainda exaltou a parceria com o prestigiado Darren Cahill. Segundo o italiano, o australiano ajudou Sinner a ganhar mais flexibilidade tática e ampliar seu repertório dentro de quadra. “Com Cahill, sabíamos que poderíamos dar mais flexibilidade ao jogo dele. Jannik evoluiu muito nesse aspecto”, concluiu.











