Como Fonseca pode dar outro passo histórico em Paris

Depois de eliminar Novak Djokovic em virada espetacular de dois sets abaixo, João Fonseca mais do que nunca terá todos os olhos sobre si quando retornar ao estádio Philippe Chatrier às 15h15 deste domingo para outro jogo potencialmente duro contra o experiente e saibrista Casper Ruud. Agora, João vai encarar a noite local, onde tudo fico mais lento, sem falar na drástica queda de temperatura prevista.

O norueguês exibe currículo de peso. Já foi número 2 do mundo cerca de três anos e meio atrás e mesmo hoje, sem brilhar como antes, ainda ocupa o 16º posto do ranking, tendo ido à recente final de Roma, onde só parou em Jannik Sinner, depois de tirar gente grande como Lorenzo Musetti, Karen Khachanov e Luciano Darderi.

No seu currículo, estão 320 vitórias e 14 títulos de ATP, dos quais 175 e 12 vieram sobre o saibro, com destaque para Madri e Barcelona. Mas talvez nada pese tanto do que os dois vices em Roland Garros, em 2022 e 2023, tendo sido parado apenas por Rafael Nadal e Novak Djokovic. Nessa grande fase, fez finais no US Open e no Finals, superado por Carlos Alcaraz e novamente por Djokovic.

Mas o norueguês tem buracos no seu jogo, o que sempre foi bem explorado por seus mais fortes adversários. O primeiro saque melhorou nos últimos tempos, porém está longe de ser uma arma. Ele tem buscado ajustes e o principal tem sido golpes mais ofensivos, mas ele próprio já admitiu que ainda não se sente confortável e por vezes perde a confiança. Nesta temporada, sua média de primeiro saque é de 67% e de pontos vencidos com ele, 71%, o que gerou 65% de break-points evitados. Ele é bem mais perigoso lá de trás e os 52% de pontos vencidos diante do segundo saque do oponente deixam claro isso.

Na análise das estatísticas desde janeiro, Fonseca é superior em quase tudo. Tem média de 72% de pontos vencidos com o primeiro serviço e 64% de break-points salvos, o que ainda é um ponto que precisa evoluir. Jannik Sinner e Ben Shelton, por exemplo, estão acima dos 74%. Faturou ainda 57% de lances com o segundo serviço, algo que pode explorar muito neste domingo, usando o efeito alto no backhand. Importante observar que estes dados não computam o atual Roland Garros.

Se imaginarmos que é uma partida para ir novamente ao quinto set – cada um deles já fez isso duas vezes nesta semana -, Ruud também é sólido mental e fisicamente, tendo 12-7 na carreira contra 2-1 do carioca. Declarou na quarta-feira que se sente exausto, lembrando que por muito pouco não abandonou na estreia, quando o forte calor de Paris diminuiu sua energia.

A grosso modo, Fonseca precisará se concentrar muito no seu saque para ter pontos e games mais curtos e estar preparado para trabalhar os pontos no serviço do norueguês, que joga geralmente recuado e gosta de aproveitar o peso da bola que vem em sua direção. A mescla de bolas altas e curtinhas parece boa receita.

Conforme salientado em TenisBrasil, João tenta ser apenas o 10º brasileiro em todos os tempos a atingir as quartas de simples de um Grand Slam. Mas não será o mais jovem, uma vez que tal honraria ainda pertence aos 18 anos e seis meses de Thomaz Koch, nos EUA de 1963. Desses nove verdadeiros heróis, seis foram no saibro de Paris: Maria Esther Bueno, Lelé Fernandes, Koch, Guga Kuerten, Fernando Meligeni e Bia Haddad.

Em dia de emoções, cai a campeã Gauff

As surpresas seguem abalando Paris e a chave feminina não tem escapado. Depois de Elena Rybakina e Jessica Pegula, a atual campeã Coco Gauff também está fora antes das oitavas de final, superada em virada de alto gabarito de Anastasia Potapova, que já havia vencido a norte-americana em dois de quatro duelos. Partida foi equilibradíssima e a austríaca, nascida russa, ganhou meros cinco pontos a mais.

A rodada só teve dois de seus oito jogos decididos em sets diretos e um deles foi de Aryna Sabalenka, agora com 100 vitórias como número 1 do circuito. Os demais foram batalhas novamente sobre calor forte e algumas bem especiais, como a vitória de Naomi Osaka sobre a garota Iva Jovic, a da francesa Diana Parry em cima de Amanda Anisimova no “tiebreakão’ e da experiente Madison Keys sobre Victoria Mboko.

Sabalenka segue como grande favorita para sua segunda final consecutiva. Pega Osaka e, quem vencer, Keys ou Diana Shnaider. O outro quadrante terá Potapova contra Anna Kalinskaya e Parry diante de Maja Schwalinska, 114º do ranking que veio do quali e tirou na chave Qinwen Zheng, Elise Mertens e Maria Sakkari do alto de seus 1,65m. Olho nela.

Rodada maluca entre os homens

O masculino, com poucos favoritos sobreviventes, viu cinco jogos irem ao quinto set, dos quais três precisaram do supertiebreak e superaram as 5 horas de esforço. Juan Manuel Cerúndolo, o homem que tirou Jannik Sinner, jogou quatro desempates para tirar Martin Landaluce, numa maratona de 5h58. Matteo Berrettini, seu próximo adversário, demorou 5h16 e salvou dois match-ponts contra Francisco Comesana. E tudo isso sem perderem qualidade.

E vieram vitórias norte-americanas. Zachaary Svajda, de 23 anos, barrou no quinto set o cabeça 25 Francisco Cerúndolo e Frances Tiafoe, um dos dois cabeças que restam no setor, saiu de dois sets atrás contra o português Jaime Faria. Agora, encaram italianos. Tiafoe pega Matteo Arnaldi, mais um a ganhar no “tiebreakão”, e Svajda desafia Flavio Cobolli, único a ter vida fácil neste sábado mesmo encarando o 18º do mundo Learner Tien. No saibro, Cobolli é muito mais jogador.

Não faltaram tensão e correria entre Alejandro Tabilo e Moise Kouame, a jovem sensação francesa de 17 anos, que por muito pouco não esticou ao quinto set. O canhoto chileno conseguiu ser ofensivo em momentos delicados e aguentou o caldeirão provocado pela torcida. Curiosamente, enfrentará outro canadense – Tabilo nasceu em Toronto e só pisou em Santiago pela primeira vez aos 18 anos -, o quarto favorito Félix Auger-Aliassime. Longe dos holofotes, ele chega pela terceira vez nas oitavas.

E tem mais Brasil

Além de Fonseca, o Brasil tem quatro duplistas vivos de Paris, depois que a aniversariante Beatriz Haddad Maia e sua parceira russa Liudmila Samsonova tiveram boa vitória na segunda rodada. Ela se junta a Luísa Stefani, uma das grandes candidatas ao título ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, e ao gaúcho Marcelo Demoliner e o indiano N Sriram Balaji, enquanto Rafael Matos já está nas quartas de mistas junto à espanhola Cristina Bucsa.

E as chaves juvenis começam com três jogadores muito bem cotados: Guto Miguel é o cabeça 1, Victoria Barros entrou como terceira favorita e Naná Silva, a quinta melhor inscrita. Promessas grandes.

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Paulo Almeida
Paulo Almeida
1 dia atrás

Mais uma vitória maiúscula em cima do “bagre” Ruud. Bora, João! Você ganhou do maior atleta da história, mas a torcida é pra você agora!

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
22 horas atrás
Responder para  Paulo Almeida

Cara não entendes nada de Tênis e muito menos do Esporte rs . Depois deste jogo tens a cara de pau de chamar Casper Ruud de ” bagre ” ???. De uma vez por todas , Pelé foi eleito Atleta do Século pelo Comitê Olímpico Internacional e depois pela FIFA . Um legado incomparável e eterno. Se liga !!! Rsrsrs, Abs !

Paulo Almeida
Paulo Almeida
21 horas atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

Você não viu as aspas indicando ironia? Além de não entender de tênis e esportes em geral, ainda não percebeu o óbvio.

Veja o vídeo no Nadal no TikTok e se delicie! Maior dos esportes, bem acima do Pelé de esporte coletivo!

Rsrsrs, abs!

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
11 horas atrás
Responder para  Paulo Almeida

Até Nadal sem critério algum . Se o mesmo foi apenas números, justifica a presença de Djokovic. Ridículo Maradona em vez de Messi , e Schumacher em vez de Hamilton. Se foi as 10 maiores Lendas : Federer, Messi e Senna obviamente ocupam o Posto . PS: Em nenhum momento ele põe ” goat ” a frente de quem quer que seja , Sr fanático Piloto… Rsrsrs ,Abs !

Maurício Sabbag
Maurício Sabbag
1 dia atrás

Andei pesquisando sobre como estava a situação nas casas de apostas antes do jogo Nole x Fonseca.
O sérvio aparecia com 65% de chances. Mais ou menos o que eu também achava.

Carlos Guilherme Rheingantz
Carlos Guilherme Rheingantz
1 dia atrás

Excelente avaliação de RG e do momento tenístico internacional.

Rafael
Rafael
1 dia atrás

Olá a todos e grande abraço! Estou afastado há tempos mas continuo acompanhando o Dalcim e vcs. Achei um vídeo curioso hoje no tiktok e vou deixar o link aqui só pra por gasolina no fogo de um certo debate, rs. Não sei se o link vai entrar então está no tiktok, na conta netflixsports. https://www.tiktok.com/@netflixsports/video/7645438403814771988?q=netflixsports&t=1780242847048. Dalcim, acho que estou destinado a acompanhar você até morrer, não tem jeito! Bons debates a todos e parabéns ao Fonseca pela vitória maiúscula contra Djokovic!

Jonas
Jonas
1 dia atrás
Responder para  Rafael

Caraca meu, nem sabia dessa lista do Nadal, sensacional. Abs Rafa!

Paulo Almeida
Paulo Almeida
1 dia atrás
Responder para  Rafael

Fala, Rafa!

Nadal sabe das coisas e nessa lista Djokovic bate todos!

evaldo moreira
evaldo moreira
1 dia atrás

O que joga esse Rafael Jodar , hein ?
0x2, abaixo, e o cara de um jeito de virar…virar e virou…

Embora Carreno tenha pedido atendimento médico, e ainda sim, deu trabalho ao Jodar.

O cara é diferenciado mesmo, joga muito tenis, e o mental forte pra chuchu

evaldo moreira
evaldo moreira
1 dia atrás

Boa tarde,

Como o mestre já atualizou o post, então vou dizer o que acho , e ainda mais nos últimos embates de Nole no circuito.

Está claro que, o fisico não é como antes, e está claro que o mental de Nole, já não é o mesmo de antes, antes que falem lorotas sobre o mental, então vou esclarecer.

Novak Djokovic, sempre foi forte mentalmente na conjuntura de seus jogos, resiliência pura, mas nos últimos tenho observado Nole aquem mentalmente, esse lado que me refiro é sobre escolhas….

Muitas escolhas que ele fez no jogo contra JF foram ruins, algumas precipitadas, e algumas em que subiu errado, mérito de quem aproveita.

Se olharmos o jogo como um todo, Nole ainda é competitivo, embora tenha ido ao 5 set, mostra que o fisico ainda está no limite.

Talvez o cansaço mental seja por querer atingir os objetivos ?
Pensar demais adiante, será que consigo, como vou fazer as coisas que quero ?

Não sei defnir a palavra correta, mas ései muito neste tipo de mental, e quem puder opniar e ajudar, agradeço, mas é o que vejo no momento.

Idemo Nole, bamossss para gira da relva, quem sabe ele atinja o 25 ?

Edu Martins
Edu Martins
1 dia atrás

João mantendo a calma e lembrando que são 5 sets, chances são altíssimas, mesmo sabendo da qualidade do Ruud!

Sergio Maggessi
Sergio Maggessi
1 dia atrás

Fico assustado vendo um monte de adultos (ou deveriam ser) discutindo tênis como se fosse futebol, ou pior, política. Respeito é uma palavra que tá perdendo o significado no Brasil, infelizmente. Polarização boba e infantil.

Sobre o jogo de logo mais, mestre Dalcim como sempre já esmiuçou o que pode acontecer. Acho que vai ser um jogo decidido no mental, no físico e no técnico, nessa ordem. Ganhar jogos como o João ganhou do Djoko podem moldar o mental levando o garoto a acreditar que pode sempre. Pra cima dele, João!!!

SANDRA
SANDRA
1 dia atrás

Guga é um pé frio Dalcim ! Vi que ele está em Paris p ver o Fonseca rssss

SANDRO
SANDRO
1 dia atrás
Responder para  SANDRA

Mais respeito com nosso único Tricampeão de Roland Garros, o excelentíssimo Senhor Gustavo Kuerten…

Maurício Sabbag
Maurício Sabbag
23 horas atrás
Responder para  SANDRA

Mas antes do jogo o Guga mergulhou os pés numa bacia de água quente. Deu certo!

Paulo F.
Paulo F.
1 dia atrás

Kostyuk eliminou a Iga.
Dia triste para o tênis!
kkkkk
Vamos Sabalenka!

Jonas
Jonas
1 dia atrás

Interessante o comentário do colega Leo Gavio no post anterior, de fato nosso João Fonseca é 5 anos mais novo que Sinner/Alcaraz, um cenário bem parecido com o de Djokovic e Federer.

Djoko e Nadal são da mesma geração, ele começou a dominar o tênis aos 23 anos, Federer tinha 29. Na época ele começou a quebrar os dois: 21 x 10 contra Federer e 24 x 13 contra Nadal desde o Australian Open 2011.

A pergunta é: alguém fará isso contra Sinner e Alcaraz? Pra mim a resposta é não, ninguém na minha opinião será capaz de “quebrar” a dupla como Djokovic fez com o Fedal e o restante do circuito de 2011 a 2023, com pouco altos e baixos nesses 13 anos.

No entanto, vendo o Fonseca jogar fica claro para mim que ele tem todos os recursos para bater de frente com os caras, o que é diferente dele enfiar um 21 x 10 no Alcaraz, como Djoko fez com Federer, isso aqui é uma surra.

O Fonseca tem um saque absurdo, a direita dele é melhor que a do Sinner sem exagero, mas ele está naquela fase inicial da carreira em que vai oscilar (19 anos). Essa era é a idade do Djoko em 2007, a critério de comparação. Eu acho que o João vai receber muito hate de brasileiro ainda, porque a maioria vem do futebol em que só a vitória interessa.

Estou torcendo para ele amadurecer o mais rápido possível, mas cada um tem seu processo. Isso vale para a geração dele: Jodar/Landaluce/Tien/Mensik, embora ele pareça de fato o mais talentoso deles.

Paulo F.
Paulo F.
1 dia atrás
Responder para  Jonas

Djokovic quebrou a alentada duplinha Fedal por ser simplesmente o GOAT, Mestre Jonas.
E acabou formando com o outro titã e seu arquirrival, Rafael Nadal, uma dupla muito melhor: o Big-2.

Jonas
Jonas
1 dia atrás
Responder para  Paulo F.

Esse é o ponto, caro Paulo. O brazuca é um fenômeno, completamente diferenciado. Desde o Guga nós não víamos um brasileiro como potencial top 5 e vencedor de Slams.

Eu espero que ele faça o que Djokovic fez, mas se fizer próximo disso pra mim já está perfeito, abs!

Rodrigo S. Cruz
Rodrigo S. Cruz
18 horas atrás
Responder para  Paulo F.

Hahahaha

Nem você acredita numa farofa dessas!

O Fedal era uma atração emocionante, cheia de variáveis. Um confronto de estilos como nunca mais haverá no tênis.

Quem viu, viu.

Essa necessidade de afirmação que você e o Jonas têm em diminuir o Federer, até nas pequenas coisas, só serve pra acusar que vocês são ressentidos com o protagonismo do suíço face ao Djoko.

Jonas
Jonas
10 horas atrás
Responder para  Rodrigo S. Cruz

Onde eu diminui o Federer, colega? 21 x 10 em 10 anos é sim um domínio bastante expressivo. Se o João Fonseca fizer isso um dia contra um Sinner, os brasileiros dirão o mesmo, até porque é verdade.

Rafael
Rafael
1 dia atrás
Responder para  Jonas

Jodar é o novo Malvadão, se ele confirmar a vitória agora contra o Carreno e o Zé confirmar a dele, teremos um jogo interessante.
E já estou nervoso aqui aguardando o jogo do Fonseca, acho que João ainda vai me fazer infartar, rsrs.

Jonas
Jonas
1 dia atrás
Responder para  Rafael

Pode ser que o Jodar perca hoje, o que pra mim seria ruim, gostaria de ver ele se testando contra o Zverev.

Jonas
Jonas
1 dia atrás
Responder para  Rafael

E confirmou rs, a não ser que o Zverev tome uma virada histórica teremos quartas entre ele e Jodar, que jogo hein.

Ronildo
Ronildo
1 dia atrás
Responder para  Jonas

Houve um pequeno exagero em seu comentário Jonas. Djokovic não quebrou nada. Ele apenas nivelou o jogo contra Nadal e Federer e à partir daí continuou vencendo e perdendo, dependendo das condições.

Jonas
Jonas
1 dia atrás
Responder para  Ronildo

Claro que quebrou, entre 2011-2020 Djokovic teve 24 vitórias e 10 derrotas contra Federer, optei por nem citar recordes e títulos porque esse não é o foco.

Vamos imaginar um cenário: em 2029/2030 Fonseca começa a dominar o tênis, ele passa a varrer Sinner/Alcaraz, marcando 25 vitórias e apenas 10 derrotas contra um deles. No tênis brasileiro nem o Guga foi capaz de fazer isso contra Agassi/Sampras. Seria um feito sem precedentes.

O ponto é que acho isso muito difícil de acontecer, porque assim o Fonseca praticamente se tornaria forte candidato a um dos maiores da história, rsrs.

Sendo realista, o brasileiro reúne condições técnicas de rivalizar com eles, o que já seria um feito e tanto, não acha? Abs.

Jonas
Jonas
1 dia atrás
Responder para  Jonas

ops: 21 vitórias***

Realista
Realista
1 dia atrás
Responder para  Jonas

Entre 2011 e 2020 era auge do Djokovic, perfeitamente normal ficar na frente.
No auge do Federer foram 13 vitórias pro suíço para 6 do Djokovic.

Jonas
Jonas
1 dia atrás
Responder para  Realista

Esse é o ponto, era um período favorável ao suíço. Eles jogaram 19 vezes até o fim de 2010, quando Novak ainda tinha 23 anos.

A declaração do Roddick, que é da mesma geração do Federer, resume bem isso: “Eu peguei o Novak antes dele se transformar no herói de videogame que destrói todo mundo. Meu recorde contra ele é a minha estatística favorita, e eu não pretendo voltar do Velho Oeste para estragá-la”.

Ronildo
Ronildo
1 dia atrás
Responder para  Jonas

Normal este índice de vitórias e derrotas de Federer para Djokovic à partir de 2011, sendo ele de 1981 e já ter chegado aos 30 neste ano. Veja como Federer era diferenciado: à partir dos 30 anos, venceu Djokovic 1 vez a cada 3 partidas, em média. Que é uma média muito superior ao que Stan tem em toda a carreira contra Federer, mesmo Stan tendo 3 slans no currículo.

Jonas
Jonas
1 dia atrás
Responder para  Ronildo

Na verdade é um retrospecto bem ruim, são 10 vitórias em 31 jogos desde 2011.

Se você comparar com o Nadal aí sim, o suíço se saiu bem melhor contra ele após os 30 anos.

Lucas Nobre
Lucas Nobre
1 dia atrás
Responder para  Jonas

Todos os fatos que vc falou estão absolutamente corretos!Mas afirmar que o seu acho é uma verdade absoluta?!!!! Pra você achar que Fonseca não será capaz de dominar Alcaraz e Sinner é muito louvável, mas vc afirmar que não é no mesmo que dizer que o Brasil não acontecerá terremotos! Mas o Brasil sempre tem um terremoto ou outro, inclusive numa alta escala essa semana, a maior desde que começou a medição na escala Richter. Então, o seu acho só serve pra alimentar o próprio ego!

Jonas
Jonas
1 dia atrás
Responder para  Lucas Nobre

Eita, parece que alguém foi um pouco ofensivo, calma colega. Eu apenas disse que acho que o brazuca tem potencial para brigar com a dupla. Não acha?

Eu até torço para ele dominar, empilhar vitórias seguidas sobre Sincaraz assim como Djoko fez a Nadal e Federer, ser número 1, vencer vários Slams… mas qual verdade te incomodou mais?

Rafael Azevedo
Rafael Azevedo
1 dia atrás
Responder para  Jonas

Até 2011, ninguém imaginava também que Djokovic seria capaz de “quebrar” o domínio da dupla.

Jonas
Jonas
1 dia atrás
Responder para  Rafael Azevedo

Exatamente, salvo engano Nadal tinha 9 Slams no fim de 2010. Tênis é uma caixinha de surpresas mesmo.

Marcelo Calmon
Marcelo Calmon
1 dia atrás

Se o João não complicar, deve ganhar bem. Achei meio forçado citar Musetti, Khachanov e Darderi como grandes batidos pelo Ruud. São jogadores que em dias bons dão trabalho pra quase todo mundo, mas estão longe de serem diferenciados. O Musetti, no saibro, até seria, mas está bem baleado há algum tempo. O russo (perdeu pra LL) e o outro italiano nem chegarão na 2ª semana de RG. E o Ruud também não está uma maravilha, mas realmente no saibro não pode ser descartado. Mas como disse antes, acho o João bem favorito. Pena que a quadra estará mais lenta, o que pode dificultar um pouco pro João.
Vi bastante do jogo da Anisimova, impressionante como a cabeça acaba com o jogo de alguém. Que TB desastroso, perdeu de 10/3, sendo que a francesa teve só 1 winner, o resto só erros idiotas da americana.
Iga acaba de ser eliminada com bastante facilidade (6/1 no 2º set)
Não sabia que o Tabilo era canadense.
Aliás como funciona a “troca” de nacionalidade dos tenistas ? Precisam cumprir alguns critérios como em outros esportes ou simplesmente entram em acordo com a federação de um país e passam a defendê-lo ? Sou radicalmente contra naturalizações, com algumas exceções. Ainda mais quanto se trata de competições entre nações.

André Aguiar
André Aguiar
1 dia atrás
Responder para  Marcelo Calmon

Um(a) tenista naturalizado(a) pode representar o seu novo país em torneios da ATP e WTA tão logo obtenha a nova nacionalidade.
No entanto, a ITF estabelece que se o(a) atleta já jogou uma partida oficial na Davis Cup ou na BJK Cup por um país, ele(a) fica permanentemente impedido(a) de jogar a competição por outra nação. Caso nunca tenha defendido seu país de origem em competições adultas da ITF, ele(a) precisa cumprir uma carência de 2 anos antes de poder ser convocado(a). O COI segue essas regras da ITF para o caso do tênis olímpico.
A russa Kasatkina naturalizou-se australiana recentemente. No entanto, ela integrou a equipe da Rússia na BJK Cup de 2021, edição na qual o país sagrou-se, inclusive, campeão. Isso a torna inelegível pelo resto da vida para defender a Austrália nesse torneio ou mesmo nos Jogos Olímpicos.
No entanto, a federação australiana entrou com um pedido de isenção especial junto à ITF alegando razões humanitárias e geopolíticas. Kasatkina se posicionou abertamente contra a invasão da Ucrânia pela Rússia e também assumiu publicamente sua homossexualidade, fatos que geraram forte retaliação e riscos políticos em seu país de origem, deixando-a em uma situação de quase “apátrida” esportiva. Até o momento, a ITF não proferiu uma decisão final sobre o caso.

Marcelo Calmon
Marcelo Calmon
1 dia atrás
Responder para  André Aguiar

Obrigado pelas informações. Não tenho nada contra uma pessoa se naturalizar. Sou contra poder representar esportivamente o novo país escolhido. Isso tende a aumentar a diferença, esportivamente falando, entre as potências e os demais países.

Luiz Fernando
Luiz Fernando
1 dia atrás

Que decepção foi esse set1 entre Iga e Marta, nunca vi tantos erros, e bisonhos, por muito. Iga que é um grande campeã, e Kostyuk, que almeja torna-se uma, mostraram muita irregularidade ao invés de muita técnica. Neste nível ambas devem ter parcas chances contra Svitolina, que alem de vir jogando bem esta bem regular.

Paulo A.
Paulo A.
1 dia atrás

É um verdadeiro deleite, para quem aprecia o tênis, ler as análises do Dalcim. Que post primoroso! Parabéns.
Quanto ao decisivo jogo de hoje, do nosso JF, penso que a chave será a recuperação física do João. O saibro mais lento da noite e a expressiva queda na temperatura tendem a beneficiar o Ruud embora o próprio João tenha dito preferir o piso mais pesado.
Mas acho que a confiança lá nas alturas depois da vitória épica sobre o Djoko, talvez façam o Joãozinho mais favorito hoje. Quem sabe não venha um surpreendente 3X0?

Maurício Sabbag
Maurício Sabbag
1 dia atrás

Quando eu estava cursando o primeiro grau – faz tempo – a D. Adelaide, professora de História, uma das perguntas da prova dela era: ” O que fez Martin Afonso de Souza pelo Brasil?”
Resposta da “sumidade”: ” – Ele fez o que pôde…”
Por outro lado, ” Como Fonseca pode dar outro passo histórico em Paris?”
Eu acho que é ganhando o jogo.

Mas falando sério, uma das coisas que tem causado polêmica – além do tal “GOAT” – é o jogador fazer mais pontos, mais “winners”, e não levar. Caso do Federer na final de Wb 19 e do sérvio contra o João, ontem.
Mas isto é bem frequente no tênis. Não só pontos ou “winners” ou “aces”, mas até mesmo quem faz mais ‘games’ pode perder.
Um exemplo clássico: final feminina do US Open 1985. Martina Navratilova, favorita e então número 1 do mundo, x Hanna Mandlikova.
7/6 – 1/6 e 7/6. Mandlikova campeã. Quem fez mais ‘games’? Martina. Quem fez mais pontos? Martina. Quem levantou o caneco? Mandlikova.
No futebol também acontece. Nem sempre o time que tem maior saldo de gols é campeão.
Em resumo: ganha quem sabe jogar com as regras.

SANDRO
SANDRO
1 dia atrás
Responder para  Maurício Sabbag

Em resumo: no tênis ganha quem vence mais sets e não quem faz mais pontos ou mais games, simples assim… Por exemplo, em um jogo de cara você tomou uma bicicleta 0/6, 0/6 aí seu adversário cai de rendimento e você, resiliente, no auge do preparo físico vence os três “tie breaks” seguintes, o placar ficaria 0/6 0/6 7/6 7/6 7/6, jogo no qual o seu adversário fez mais pontos e mais games que você, porém, ganhou apenas 2 sets e você ganhou os 3 sets que é o que realmente importa no tênis… Por essas e outras o preparo físico e mental são tão importantes no tênis, o físico para você conseguir vencer mesmo tendo que ficar 2h oi 3h ou 4h ou até mais dentro de quadra… E o mental para ter a resiliência de saber que você pode até ganhar uma “bicicleta” em um Grand Slam e, mesmo assim, acreditar que pode virar o jogo!!!
Já no futebol, não interessa se você teve 80% de posse de bola, teve mais escanteios, acertou 10 bolas na trave e mais 10 no travessão etc… Se o outra time que teve 20% de posse de bola, deu somente um mísero chute a gol e a bola entrou, no final da partida este time será o vencedor por 1×0 e pronto!!!

SANDRO
SANDRO
1 dia atrás
Responder para  Maurício Sabbag

Em resumo, em um Grand Slam você pode levar uma bicicleta, vencer 3 tie breaks e ganhar jogo, porque no tenis o que importa é quem ganha mais sets e não quem ganha mais pontos e mais games: 0/6 0/6 7/6 7/6 7/6…
E no futebol você pode ter 80% de posse de bola, acertar 10 chutes na trave e mais 10 no travessão, porém, se seu adversário que só teve 20% de posse de bola e deu apenas um mísero chute a gol e a bola entrou, ele vencerá a partida por 1×0, simples assim…

Carlos Alberto Ribeiro da Silv
Carlos Alberto Ribeiro da Silv
1 dia atrás

Os federistas são fãs de todos os jogadores que ganham do Djokovic. Portanto, o Fonseca entrou na lista deles.

Andre Borges
Andre Borges
1 dia atrás

Os federistas são fãs do talento em detrimento ao maratenis, milonga e balões e portanto Fonseca entrou na lista deles.

Rodrigo S. Cruz
Rodrigo S. Cruz
21 horas atrás
Responder para  Andre Borges

Perfeito!

Marquinhos
Marquinhos
1 dia atrás

Hoje minha irmã me perguntou se a vitória do Fonseca sobre Novak, 39 anos, pré aposentado, tira o brilho do feito do brasileiro.
Eu respondi que não pois, se o servio está longe do auge tão pouco o brasileiro chegou nele ainda, tem muito a evoluir no físico, backhand, movimentação, jogo de rede, devolução e etc, conforme dizem os críticos, jornalistas e etc…

Mas o forehand e o saque do brasileiro, na minha opinião, superam o do sérvio tranquilamente.

SANDRO
SANDRO
1 dia atrás
Responder para  Marquinhos

Como assim tira o brilho? Estávamos em uma terceira rodada de Grand Slam, que não é pouca coisa, e o jogo foi disputadíssimo, só decidido no quinto set com muita resiliência do João! Vitória com muito brilho, mas com muito brilho mesmo! Vitória suada, aguerrida! Só quem é leigo no tênis para tirar o brilho desta vitória épica!

Ronildo
Ronildo
1 dia atrás

Por falar em Jodar empurrar ou esbarrar em boleira, fiquei pasmado que o Rublev não autografou uma bolinha sequer no segundo jogo dele que venceu. Enquanto o Fonseca autografou várias. Muita gente pede, não dá pra atender todo mundo, mas não autografar nenhuma quando tem um monte de crianças pedindo, é muita falta de educação!

Marquinhos
Marquinhos
1 dia atrás
Responder para  Ronildo

E o russo já declarou ter passado por momentos de depressão, que não queria saber de mais nada na vida e etc…. Pelo visto é uma pessoa bem amarga que ignora o quanto um simples gesto lhe faria bem. Tende a continuar sofrendo…

Ronildo
Ronildo
1 dia atrás
Responder para  Marquinhos

E olha que ele trabalha numa cooperativa que precisa do público para lucrar.

Denis
Denis
1 dia atrás

Dalcim, não sei se você tem os números, mas esse Roland Garros não parece estar muito acima da média em relação a quantidade de partidas decididas no quinto set? Esse jogo de hoje do Cerundolo é do Berretini foram de um desgaste físico sobre-humano.

SANDRA
SANDRA
1 dia atrás

Dalcim , o zverev não está sobrando ? Foi o único que não fez 5 sets !se ele não levar dessa vez nunca mais leva . Tomara que o Fonseca ganhe e que não seja 5 sets , mas ele tem que se concentrar , não é Djokovic mais e Ruud

Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: joni@tenisbrasil.com.br
Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: joni@tenisbrasil.com.br

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