Ruud exalta talento de Fonseca: “Tenho um enorme desafio pela frente”

Casper Ruud (Foto: Julien Crosnier/FFT)

Paris (França) – Adversário de João Fonseca nas oitavas de final em Roland Garros, o norueguês Casper Ruud sabe que terá um desafio complexo para tentar novamente realizar uma grande campanha no torneio no qual já foi vice-campeão em duas oportunidades.

A exemplo do que fez o brasileiro diante de Novak Djokovic, o cabeça de chave 15 também virou depois de estar dois sets abaixo contra o norte-americano Tommy Paul, e conseguiu triunfar com parciais de 4/6, 6/7 (4-7), 6/4, 7/6 (7-4) e 7/5, em 4h47 de confronto.

“Hoje provavelmente foi a maior vitória da carreira dele. Vou tentar fazer um grande jogo contra ele e lutar bastante. Estamos em uma situação parecida. Ambos buscamos uma virada perdendo por 2 sets a 0 e tivemos partidas muito longas. Ele é um garoto muito legal. Espero que seja um ótimo jogo”, pontuou o tenista de 27 anos.

Ruud destacou a qualidade de Fonseca em entrevista coletiva concedida depois de avançar. “Tenho uma tarefa incrível pela frente contra um jovem talento como o João. Ele já venceu grandes jogadores ao longo da carreira, então sabe o que é necessário para competir nesse nível”, avaliou.

Ruud aposta na experiência após surpresas em Paris

Com as quedas de Jannik Sinner e Djokovic, o norueguês acredita que o evento proporciona surpresas a partir de agora. Finalista em 2023 e 2022, ele confia na maturidade para dar um passo adiante. “É um torneio muito aberto, o que é algo até refrescante para todos”, disse.

“Haverá um novo campeão de Grand Slam daqui a uma semana e acho que todos os jogadores têm consciência disso. Obviamente, Novak e Jannik eram dois dos principais favoritos. Vou tentar usar a experiência que adquiri chegando longe em torneios de Grand Slam e ver até onde isso pode me levar. Mas o foco continua sendo uma partida de cada vez”, ponderou o tenista de Oslo.

Ruud celebra virada e garante estar bem fisicamente

O atual número 16 do mundo sofreu diante de Paul e precisou salvar dois match-points no quarto set. Segundo ele, momentos distintos definiram a partida. “Ele foi claramente o jogador superior nos dois primeiros sets. Ele estava dominando bastante, jogando solto, agressivo, subindo à rede e me deixando desconfortável”, analisou.

“Eu não conseguia encontrar ritmo nos games de serviço dele. Nem sequer cheguei perto de uma oportunidade de quebra até o terceiro set. Depois consegui uma quebra logo no início do terceiro set e isso talvez tenha mudado um pouco o ritmo da partida”, prosseguiu o norueguês.

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Ruud ainda ressaltou como o resultado serve de estímulo para o restante da competição. “São batalhas como essa que nos fazem treinar tão duro. Estar perdendo por 2 sets a 0 não é divertido, mas é uma oportunidade de reagir”, garantiu.

“As estatísticas mostram que aproveitei todas as minhas oportunidades de quebra. Tive três e converti as três. Ele aproveitou apenas duas das 14 chances que teve. Foi algo infeliz para ele e, de certa forma, contei com um pouco de sorte. Às vezes, o tênis é um esporte brutal”, reconheceu.

Indagado sobre como está lidando com a maratona dentro de quadra, o ex-número 2 do ranking reiterou estar em forma. Ele vem de vice-campeonato em Roma e depois caiu nas semifinais em Genebra, às vésperas de jogar em Paris.

Na estreia, precisou de cinco sets para tirar o quali russo Roman Safiullin e depois passou em sets diretos pelo jovem sérvio Hamad Medjedovic. “Estou me sentindo surpreendentemente bem. Nos momentos finais você começa a sentir o desgaste, mas o mais importante é que não tenho nenhuma dor”, assegurou.

“Vou usar as próximas 36 ou 40 horas para me recuperar o máximo possível. A beleza dos Grand Slams está justamente nos dias de descanso entre as partidas”, finalizou o norueguês. Fonseca e Ruud se enfrentam no domingo, em horário ainda a ser definido pela organização.

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4 Comentários
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Lucas Figueiredo
Lucas Figueiredo
17 dias atrás

Dalcim, nao sei se existe essa estatística aqui no site, mas minha impressão é q os jogos desse ano de Roland Garros estão, em média, sendo os mais longos da história. Teve mto jogo de cinco sets disputados, com mais de 4 horas jogadas em cada jogo. Pode ser só impressão msmo, mas existe essa estatística?

José Nilton Dalcim
Admin
17 dias atrás
Responder para  Lucas Figueiredo

Por enquanto, não surgiu nada oficial.

Renato dos santos Pachecocong
Renato dos santos Pachecocong
17 dias atrás
Responder para  Lucas Figueiredo

TB notei. Teve jogo que passou de 6hs!

P Honda
P Honda
17 dias atrás

Ótimo tenista, certeza de um grande jogo no domingo! Vamos João!

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