Felipe Priante
Especial para TenisBrasil
Supervisionando e muitas vezes viajando com o catarinense Pedro Boscardin, o experiente treinador João Zwetsch vê com bons olhos a evolução do pupilo de 23 anos, que nesta semana mais uma vez bateu seu recorde pessoal e atingiu sua melhor marca no ranking, ocupando atualmente o 240º lugar no ranking. Com isso o catarinense se aproxima cada vez mais da zona de classificação para os qualis de Grand Slam e segue firme sua ascensão no circuito profissional.
“Acho que ele está crescendo, amadurecendo e evoluindo. Processos demoram sempre um tempo, mas acho que o dele está avançando legal. Se melhorar um pouquinho mais o ranking, já consegue entrar nos quais de Grand Slam ali no meio do ano”, disse Zwetsch em entrevista exclusiva para TenisBrasil, mostrando que o objetivo é tentar se classificar para Roland Garros e Wimbledon.
Depois de trabalhar com nomes como Thiago Wild e Thomaz Bellucci, o treinador acredita que a experiência acumulada o ajuda bastante com Boscardin, podendo guiar o catarinense por certos atalhos em sua jornada no tênis profissional. “Eu acho que essas experiências e vivências passadas sempre ajudam, elas criam atalhos. Obviamente que a gente tem que sempre adaptar à realidade e ao momento e a personalidade do próprio jogador, mas ajuda muito”, afirmou o treinador.
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“Tem muitas coisas que a gente consegue antecipar, outras coisas que a gente consegue evitar. Tudo isso ajuda a potencializar o dia a dia de trabalho e algumas coisas que poderiam demorar um pouco mais para acontecer”, observou Zwetsch, que tem visto o pupilo seguir em uma crescente evolução.
Zwetsch elogia o crescimento de Boscardin, mas sabe que o processo de evolução não é retilíneo. “É importante saber lidar também com esses pontos altos e depois as frustrações de não conseguir alcançar certos objetivos”, contou o treinador, lembrando que tenista catarinense deixou escapar a chance de terminar 2025 ainda mais em alta, caindo na estreia nos challengers de Temuco e Florianópolis e na segunda rodada na Costa do Sauípe.
“Tênis nunca é uma linha crescente constante, sempre tem alguns obstáculos no caminho e isso acontece muito, é uma coisa natural. Obviamente que a gente tem que saber como manejar sempre essas coisas para não deixar o processo estancar, retroceder ou de alguma forma afetar, Poucos conseguem ter uma ascensão meteórica como o João (Fonseca) teve”, comentou Zwetsch.
Colaboração com Thomaz Bellucci
Ex-pupilo de Zwetsch e aposentado do circuito desde 2023, Thomaz Bellucci tem colaborado pontualmente com Boscardin em uma movimentação do próprio treinador. “Quem trouxe o Thomaz para o processo fui eu mesmo, a gente conversou um pouco e ele estava com vontade de experimentar a vida de treinador. Isso foi há dois anos. Temos uma relação muito próxima e acho que essa vinda foi legal e oportuna para o nosso trabalho”, opinou.
“Thomaz tem muita coisa para passar, é um cara que já jogou em alto nível e a gente não pode nunca abrir mão da possibilidade de ter um cara como ele, que costuma passar entre 8 e 10 semanas com o Pepe (Boscardin), que era o que estava disponível. Pepe gosta muito do Thomaz e eu acho que para ele é uma baita experiência porque ganhamos aquela visão do cara que jogou lá dentro, com os grandes e que traz várias coisas importante”, acrescentou o técnico.
Zwetsch contou que viu em Bellucci uma vontade até maior do que imaginava que ele tivesse e acredita que ele tem potencial para ser um grande técnico. “Ele gosta de tênis, gosta de estar envolvido na competição, Tomaz tem uma capacidade enorme de ser um baita treinador se ele quiser. É óbvio que para fazer essa transição de uma forma firme, a disponibilidade precisaria ser praticamente total. Então, acho que seu desafio é saber se vai dar esse passo a mais para entrar de vez no circuito”, finalizou.











Zwetsch sofreu durante um periodo aí viu…. vira e mexe tinha que vir na imprensa dar a cara a tapa pra defender o pupilo, mas fazia a um contra gosto que parecia que tava chupando limão. Logico que pediu o boné, fiquei orgulhoso, deve ser bom caráter o Zwetsch
Boscardin tá muito próximo de uma zona de ranking pra já jogar o qualy em Roland Garros, 1 quartas de final ou 2 oitavas de final nas próximas duas semanas devem ser o suficiente para.. tomara q n deixe escapar essa chance..
Já com o Boscardin ele vem fazendo um bom trabalho tirando leite de pedra. Não pelo Boscardin que é bom garoto, mas a falta de potência faz ele precisar fazer magica com a raquete. Lembra muito o Learner Tien, se conseguir aumentar muito a regularidade pode trilhar um bom caminho