Draper tenta o bi sem medo de lesão, mas admite falta de ritmo

Jack Draper (Foto: ATP Tour)

Indian Wells (EUA) – O número 1 britânico Jack Draper sabe que está cercado de expectativas para repetir o feito de 2025, quando surpreendeu ao conquistar o Masters 1000 de Indian Wells. Após sofrer uma severa lesão no braço esquerdo, o canhoto perdeu boa parte do final da temporada passada e sequer competiu no Aberto da Austrália neste ano.

Recuperado do problema de edema ósseo, que prejudicava seu saque e seus golpes de forehand, Draper está satisfeito por estar de volta às quadras. Ele retornou no ATP 500 de Dubai, há duas semanas, e ganhou de Quentin Halys, antes de ser eliminado por Arthur Rinderknech.

“Fiquei muito feliz com a semana em Dubai”, disse o tenista de 24 anos à BBC Sport. “Não era tanto sobre o meu nível, mas como iria reagir às partidas e aos treinos. Esse era o último obstáculo”, comentou o ex-número 4 do mundo.

“Estava orgulhoso simplesmente por estar ali, competindo com intensidade e fazendo novamente o que amo. Além disso, provavelmente foi até bom não estar jogando partidas consecutivas”, ponderou Draper.

Revigorado, o britânico é o cabeça de chave 14 na Califórnia e estreia diante do veterano espanhol Roberto Bautista, em confronto inédito. Ciente de que necessita de uma sequência positiva para evitar perder ainda mais posições, o canhoto adotou cautela sobre a possibilidade de defender o título.

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“Ainda estou nos estágios iniciais do retorno. Fiquei fora por oito meses e esses caras estão no circuito jogando semana após semana”, analisou. “Mas acredito que meu tênis, meus treinos e tudo está indo muito bem, assim como o meu corpo. Estou apenas ansioso para retornar às quadras e recuperar o ritmo”, assegurou o atual campeão.

Draper aproveitou o período parado até para renovar o visual, cortando o cabelo bem curto e mudando hábitos alimentares, com o propósito de se reenergizar. Ele admitiu que passou por uma fase complexa, de isolamento, algo que demandou se reinventar em outras frentes, como fonte de motivação psicológica.

“Nada como raspar o cabelo – você não precisa fazer nada”, brincou. “Fiquei fora por um longo período. Especialmente em um esporte individual, você acaba permanecendo bastante isolado e passa por muitos momentos difíceis. Quando saí dessa situação, comecei a me sentir melhor. Eu simplesmente queria um novo começo”, analisou o 14º do mundo.

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