Atenas (Grécia) – Após revelar em entrevista que nunca jogou nos torneios sul-americanos de saibro porque não recebeu ofertas satisfatórias de cachê, o grego Stefanos Tsitsipas usou as redes sociais para evitar polêmica. Ele tentou explicar que apenas pontuou o motivo por sua ausência no continente e em momento nenhum cobrou mais dinheiro dos torneios locais.
“Nos últimos dias, vi muita discussão em torno dos comentários que fiz sobre o calendário de torneios e os cachês, então quero esclarecer as coisas de forma simples e honesta. Antes de mais nada, eu realmente gosto de jogar na América do Sul. A paixão dos fãs de lá é especial e tenho muito respeito pelos torneios e pela cultura do tênis naquela região”, disse o grego.
“Meus comentários nunca foram uma reclamação e nunca tiveram a intenção de criticar. No circuito ATP, além dos prêmios em dinheiro, os jogadores têm maneiras muito limitadas de sustentar suas carreiras financeiramente. A realidade é que os torneios ATP 250 e ATP 500 são, muitas vezes, as únicas oportunidades em que existem cachês”, acrescentou.
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Tsitsipas defende que muitos tenistas, como ele, montam seus calendários também em função dos cachês, optando por jogar onde recebem mais. “É um modelo padrão seguido por muitos jogadores, especialmente aqueles que competem no mais alto nível”, observou o grego.
“Eu estava simplesmente respondendo a uma pergunta sobre por que meu calendário às vezes tem essa aparência, estava explicando algo que é de conhecimento geral no tênis profissional, não expressando negatividade em relação a nenhum país ou torneio. Tenho grande apreço por todos os lugares e espero jogar em muitas outras regiões do mundo no futuro também”, finalizou.












Independente de gostar do grego ou não, o comentário foi sincero e transparente. A realidade é esta e ponto, deu a entender. Nem todos são o big 4 ou Serena e Sharapova, por exemplo, que conseguem/conseguiam ganhar mais em publicidade gerada pela imagem deles do que pelo prize money.
Concordo. Não falou nada além do que todos sabem, mas pouquíssimos falam ao público. Simples assim.
Exato. E está aí a deixa para convidarem o grego para jogar por aqui. Ele dificilmente voltará a ser do top 10, portanto a América do Sul (com um bom cachê) passa a ser uma boa opção pra ele.
Embora eu penso que os torneios na América do Sul, como estão arranjados no calendário, continuarão a ser para tenistas sul americanos jogarem. O que não há nada de errado nisso.
Bem isso.
Atualmente, ninguém pode sequer dizer que acha lindo o céu ser azul, em determinado ponto turístico, que logo vai um monte dizer que não deveria ter dito ou coisa parecida.
E outra coisa, antiga, mas verdadeira: quanto mais se mexe, mais fede.
Ele não precisava voltar e tentar consertar nada. Ficou pior.
Os vira latas vão botar quadra Hard no Rio Open, e não vai adiantar absolutamente nada…
Outro dia o Thiem ex número 3 do mundo falou dessa dificuldade. Pra jogar tênis no circuito requer bastante dinheiro. Os grandes torneios são pra elite.
Para nos, torcedores, é esporte mas,.para os jogadores, é trabalho de onde provém seu sustento. Importante lembrar, que é uma carreira de 10/20 anos e, apenas uma minoria ganhará o suficiente pra se manter pelo resto da vida. O grego tem toda razão, deve primar pela remuneração. O problema, é que falar a verdade hoje em dia, é proibido.