Felipe Priante
Especial para TenisBrasil
Rio de Janeiro (RJ) – O plano de expansão do Rio Open, que já foi revelado pelo Blog do Tênis no ano passado, tem tudo para sair do papel com a iminente mudança de piso do torneio. Ao trocar o saibro pela quadra dura, o torneio aproveitará para ampliar todo o complexo que recebe o evento, não apenas a capacidade da quadra central, mas também de espectadores no local.
O que não deve mudar é o local. O Jockey Club Brasileiro tem tudo para seguir como a casa do ATP 500 carioca. Só que, ao invés de utilizar a estrutura fixa das quadras de saibro do clube, o torneio iria para o hipódromo, que oferece extensa área e abrigaria com tranquilidade um estádio principal para 10 mil espectadores e todas as demais estruturas do evento.
A troca de local dentro do próprio clube resolveria duas questões importantes. A primeira é a rejeição do torneio entre os sócios, que reclamam de deixar de usar boa parte da estrutura por semanas desde a montagem até a desmontagem. Não é incomum ouvir reclamações dos sócios, como aconteceu nesta semana quando um grupo criticou: “o torneio nos tirou quase todas as salas com ar condicionado”.
Outro ponto relevante para o clube é a permanência do Rio Open no local, uma vez que, apesar das reclamações, o aluguel pago pelo torneio – na casa dos US$ 300 mil – é responsável por uma grande parte da arrecadação anual do Jockey e perder o evento para outro lugar não seria financeiramente interessante.
Levar o evento para o centro da raia do hipódromo, local que costuma receber vários eventos de grande porte do clube, ainda seria mais apropriada caso o piso do torneio efetivamente mude para a quadra sintética, uma vez que o Jockey só possui quadras de saibro para realizar o evento.
Com isso, ao menos um novo estádio de porte médio seria erguido, na casa dos 5 mil assentos. Atualmente, a segunda quadra utilizada não comporta mais do que 1.500 pessoas. Tudo isso poderia até triplicar o volume diário de público no Rio Open, hoje limitado a 8 mil pessoas.
Mudança de piso do Rio Open parece inevitável e jogadores estão resignados













Eles vão mudar de piso mas não pensar em levar a estrutura do Rio Open para a Barra e aproveitar e revitalizar as quadras do Complexo Olímpico e manter uma estrutura física durante o ano. A coisa nunca muda mesmo e o tênis continua sem ter casa e uma cara. Brasil lastimável.
Gauden$$i acabando com o tênis e suas tradições. Só o dinheiro importa. Esses Masters de duas semanas em demasia, Masters na Arábia Saudita (os caras não sabem nem pegar numa raquete), tirando o saibro da América do Sul. O esporte está indo para o rumo errado!
Excelente notícia! Mudar para a quadra dura é imperativo, e quadras com maior capacidade de público será muito bem-vindo! É missão quase impossível conseguir comprar ingressos, já que esgotam-se rapidamente devido à alta demanda!
E mudar de piso e não ir pro Parque Olímpico? Só no Brasil mesmo!
Mas qual o motivo para não utilizarem o complexo de tênis, já existente, legado da Rio2016?
É muito longe e contramão e, salvo engano, em área mais perigosa…
É muito longe e perigoso?? Kkkk Irmão tu tá no Rio De Janeiro, nenhum lugar ali é seguro. E esse negócio de longura é papo furado, dado em conta que a organizadora e a ATP podem oferecer melhor logística para os tenistas se locomoverem sem problemas, já resolveria por ai. E outra coisa, tem vários apartamentos ali por perto do complexo Olímpico que foram entregues em 2016 para os atletas, poderia ser um local bacana para os tenistas poderem usufruir.
É o torneio 500 mais fraco circuito. Acho que mudando o piso não vai adiantar. Tem que haver uma união dos torneios da América Latina para se organizarem e tentar qualificar mais os jogadores.