Melbourne (Austrália) – Eliminada nas quartas de final do Australian Open, Amanda Anisimova lamentou as oportunidades desperdiçadas na partida desta quarta-feira contra Jessica Pegula, especialmente depois de ter liderado o segundo set por 5/3 e sacado para fechar. Para a número 4 do mundo, a falta de consistência em um jogo com 44 erros não forçados foi determinante para o resultado.
Apesar da frustração com a derrota, Anisimova reconheceu o valor da campanha. “Acho que chegar às quartas de final é um bom resultado”, afirmou após a derrota por 6/3 e 7/6 (7-1) para Pegula. “A Jess jogou muito bem hoje. Obviamente, não foi o desfecho que eu gostaria”.
A norte-americana destacou que teve momentos em que conseguiu se reencontrar na partida, mas esbarrou na regularidade da adversária. “Senti que, em alguns momentos, consegui entrar no jogo e encontrar um caminho para voltar”, disse. “Mas o fato de ela jogar um tênis tão consistente torna tudo mais difícil. Você precisa colocar pelo menos duas ou três bolas seguidas dentro da quadra”.
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Segundo Anisimova, em dias em que o jogo não flui, o desafio é ajustar a estratégia. Algo que nem sempre funcionou. “Quando você não está se sentindo bem, tenta ser mais consistente, colocar mais bolas em quadra”, explicou. “Eu estava tentando jogar com uma margem maior, mas literalmente errava bolas na rede ou sacava para fora da quadra”.
Ela também fez questão de reconhecer a solidez de Pegula. “Ela joga um tênis muito estável. Raramente está em um dia ruim, e hoje eu estava. Fiz o meu melhor para manter a bola em jogo, mas quase tudo acabava na rede”, avaliou. “Era assim que eu esperava que ela jogasse, então isso não foi inesperado. Se houve algo surpreendente, foi o meu próprio jogo”.
Finalista de Wimbledon e do US Open na última temporada, a jogadora de 24 anos comentou sobre a forma como lida com emoções em quadra. “Eu não sou uma jogadora que gosta de reprimir o que sente. Quando faço isso por muito tempo, acabo travando um pouco”, contou, com um sorriso. “Talvez não sejam os meus melhores momentos, mas eu sempre consigo me reagrupar”.
Pensando nos próximos passos, Anisimova também falou sobre o impacto emocional de derrotas desse tipo e afirmou que pretende usar a experiência como aprendizado. “Preciso entender o que dá errado nesses momentos, como me reorganizar e voltar para o jogo com alvos maiores. Tenho que aprender com essa partida e descobrir o que fiz de errado”.
“Depois de um dia como hoje, acho que vou perder completamente o senso de racionalidade por umas 48 horas”, brincou. “Isso faz parte de trabalhar tão duro por algo e, de repente, ter um dia assim. O tênis pode te deixar um pouco irracional, é um esporte muito duro mentalmente. Mas também temos uma vida incrível. Sou muito grata pelo que faço, mesmo sabendo o quanto é difícil processar dias como esse”.











