Osaka: “Moda e estilo se tornaram uma linguagem para mim”

Foto: Adam Kudeimati/ Vogue Australia

Melbourne (Austrália) – A versão australiana da revista Vogue destaca a japonesa Naomi Osaka e aquela que foi uma das entradas mais memoráveis ​​do tênis. A revista deu mais detalhes da vestimenta criada pelo estilista londrino Robert Wun e a Nike, incluindo um chapéu com um véu transparente que mudou o clima na Rod Laver Arena na terça-feira passada.

“Parece uma armadura e, às vezes, é fantasia”, disse Osaka à Vogue. “Me lembra que não estou entrando em quadra apenas como atleta, mas como uma pessoa completa, com uma história, com memórias, com uma intenção atrelada a mim.”

A referência à borboleta no chapéu é uma lembrança do jogo contra a tunisiana Ons Jabeur, em 2021 em Melbourne, quando uma pequena borboleta pousou na legging de Osaka e, em seguida, na ponta do seu nariz. “Uma cena simples e bonita que viralizou quando gentilmente a coloquei de lado. Eu queria revisitar essa história e incorporá-la a este design”. O desejo foi compartilhado com Wun, nascido em Hong Kong, para a criação do visual em colaboração com Osaka e seu parceiro criativo de longa data e cabeleireiro Marty Harper para capturar a graça e a natureza gentil de Osaka.

A referência ao ambiente marinho — especificamente uma água-viva — foi inspirada em livro infantil que ela leu com sua filha de 2 anos, Shai. Ela se sentiu atraída por sua natureza paradoxal: frágil, porém resiliente. “Ler para minha filha, descobrir beleza em lugares inesperados como o mundo subaquático, trabalhar com artistas que se importam com o significado, todos esses momentos moldaram a maneira como vejo essa expressão agora”, comentou Osaka.

Ela conta que, neste momento, sente uma nova energia na forma como se expressa. “Agora, me sinto muito segura com meu estilo. Minha relação com a moda se tornou muito mais acessível à minha verdadeira expressão. Me acostumei a ser vista… e, francamente, a ser eu mesma”, disse. “A moda e o estilo se tornaram uma linguagem para mim. Permitem que eu me comunique através da emoção, do crescimento, da delicadeza e da força”, afirmou.

“A moda realmente se abriu para mim quando parei de pensar em como seria recebida e comecei a pensar em como me fazia sentir”, explicou. “A maior mudança foi perceber que o estilo não precisa ser chamativo para ser poderoso. Pode ser discreto, emocional, complexo. Essa percepção mudou tudo para mim.”

E acrescentou: “Aprendi que ser um indivíduo neste esporte não significa estar isolado, mas sim ser honesto sobre o que você precisa para se sentir completo. Parei de tentar separar o atleta da pessoa. Eles se complementam.”

Em termos de design, Robert Wun, um designer independente conhecido por sua alta-costura ousada, deixou uma marca inovadora. “A alta-costura nunca foi usada dessa forma em um evento esportivo ao vivo”, apontou a Vogue australiana. A Austrália também teve sua participação na criação. “Precisávamos levar em consideração o piso azul do Australian Open e selecionar um tom que evocasse leveza, ao mesmo tempo que harmonizasse com as pregas esculturais e volumosas”, disse Wun.

“No fim das contas, acho que o futuro do esporte está em criar ambientes onde a individualidade não só seja permitida, mas celebrada”, comentou a ex-número 1 do mundo e bicampeã do Australian Open e do US Open. “A expressão, seja através da moda ou de qualquer outra forma, me ajuda a lidar com a pressão. Ela me lembra que meu valor não se limita apenas aos resultados”, afirmou à revista. “Gostaria de ver mais colaboração entre esporte e arte, mais respeito pela narrativa pessoal e menos expectativas de que todos tenham que se apresentar da mesma maneira. Quando os atletas podem ser eles mesmos em quadra, o esporte se torna mais rico, mais humano e mais inspirador.”

Para ler o artigo original na íntegra, clique aqui

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Fernando
Fernando
18 horas atrás

Essa mulher virou um Kyrgios de saia.

José Afonso
José Afonso
17 horas atrás

Coitada.

Cassio
Cassio
4 horas atrás

Brilhante!

Rockton
Rockton
3 horas atrás

Pelo jeito ela acha bonito ser feia, muito feia, feia pra caramba, ou melhor: Horrível.

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