Sabalenka x Kyrgios: é sério isso?

Confesso que fiquei abismada, para não usar outros termos, quando li sobre esse novo desafio previsto para 28 de dezembro, em Dubai.

Ponderei, refleti e não consegui digerir…

Já deixou de ser novidade esse tipo de desafio no tênis. Essa é a terceira edição da Guerra dos Sexos e merece uma reflexão.

A original aconteceu em 1973, quando Billie Jean King, uma das melhores tenistas da época, aceitou jogar contra o aposentado, porém ex-nº 1 do mundo e grande apostador, Bob Riggs, então com 55 anos de idade. O jogo foi vencido por ela e visto por mais de 150 milhões de espectadores em todo o mundo.

O fato foi muito importante na ocasião para reforçar a luta pela igualdade no esporte. Validou o profissionalismo no tênis e impulsionou a criação da WTA (Associação das tenistas profissionais).

Quando pensamos que o tênis havia recém se profissionalizado (1968) e a discriminação nos prêmios era gritante, onde mulheres chegavam a receber a nona parte de um prêmio, a vitória da norte-americana no Astrodome de Houston teve um valor imensurável.

A segunda edição, em 1992, que aconteceu em Nova York entre Martina Navratilova e o vencedor Jimmy Connors, não chegou a fazer muito sucesso.

Essa terceira edição, portanto, faz parte do contexto dessa nova era de eventos midiáticos e milionários, principalmente os realizados em países árabes.

A meu ver, além de encher os já abarrotados bolsos dos envolvidos, só um lado vai sofrer as consequências de qualquer resultado: o tênis feminino!

Supondo que Sabalenka vença, qual será o mérito de ganhar de um jogador que terá em frente uma quadra reduzida (9%) e regra adaptada (para ele, só um saque será permitido)? No caso contrário, perdendo, ela abre espaço para mais preconceito e discriminação contra as mulheres.

Os experts sabem que não há comparação de força, potência e agilidade entre os sexos. A fisiologia explica, a ciência conhece … mas a massa crítica não perdoará … nem o jogador envolvido tem poupado escárnio e provocação nos seus comentários. Já declarou que não precisará se esforçar tanto para a vitória.

Quanto à Sabalenka e a sua fala altruística, defendendo a posição de representante do tênis feminino, mostrando o seu valor, vale ressaltar que competir com homens é totalmente desnecessário para a causa. Esse momento já passou, conforme mostra a história.

Felizmente as tenistas não precisam mais desse tipo de bizarrice!

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Julio Marinho
Julio Marinho
3 meses atrás

Não poderia concordar mais. Sou um grande defensor do tênis feminino e do tênis de duplas. Só não curto mesmo o duplas mistas, exatamente por ter essa mistura entre fisiologias tão diferentes. Esse jogo, só por existir, já é uma derrota enorme para as mulheres. Mas é isso, Sabalenka pensou na grana e foi muito pouco prudente nos impactos. Kyrgios habita bem nesse mundo de click bait e comentários jocosos e provocativos. Para ele, só vai ser bom.

Paulo A.
Paulo A.
3 meses atrás
Responder para  Julio Marinho

Não há como discordar de Patrícia. Será mais um evento meia boca para encher os bolsos ja milionários dos envolvidos.

Sergio
Sergio
3 meses atrás
Responder para  Julio Marinho

Comentário perfeito.

Rosie
Rosie
3 meses atrás
Responder para  Julio Marinho

Nossa… Estou abismada que concordem ou discordem do texto pelos motivos errados! Qualquer ser humano, por misericórdia e mínimo brio, deve ser contrário a que o tênis profissional seja praticado em um ou patrocinado por um Estado cuja legislação maligna trata como sub-humanos as mulheres, cristãos, homos, estrangeiros, negros, deficientes físicos, jornalistas opositores, zoroastristas e outros.

Última edição 3 meses atrás by Rosie
SANDRO
SANDRO
3 meses atrás

Como é chato alguém querer sempre se meter no livre arbítrio e na liberdade de escolha das jogadoras, como se elas fossem “incapazes” de tomar suas decisões ou como se elas tivessem “discernimento limitado” e suas decisões precisassem ser tuteladas por um tribunal de “frustrados” que não respeitam as escolhas delas…
Da mesma forma que desrespeitaram o “livre arbítrio” e a “liberdade de escolha” da Rybakina ao ponto de prejudicarem, e muito, a carreira dela, a ponto de ela ter uma queda nítida no ranking e não estar confortável nos torneios, agora é a vez de Sabalenka ser a vítima desta “patrulha chata e incômoda”…
Sabalenka e toda a equipe sabem que esse confronto com o Kyrgios é um jogo festivo, uma exibição, um amistoso, que “na prática” só vale o cachê pomposo que tanto Sabalenka quanto Kyrgios receberão…
Assim como o Big 3 e vários outros tenistas fizeram exibições ao longo de sua carreira para arrecadar um bolada $$$, Sabalenka tem todo direito de fazer o mesmo para arrecadar sua bolada $$$, e ninguém tem que meter o bedelho na “na liberdade de escolha”, do “livre arbítrio dela”… O resultado da partida pouco importa, se Sabalenka ou Kyrgios vai ganhar pouco importa, da mesma forma que os resultados dos jogos-exibição de Nadal, Federer e Djokovic e de vários outros tenistas pouco importam, o que vale nestas partidas é quanto os tenistas vão arrecadar $$$…
E o momento de Sabalenka fazer isso é agora que está em evidência e é uma boa oportunidade de engordar a conta corrente de maneira fácil e rápida, ela não deve dar ouvidos aos invejosos, frustrados e intrometidos ditadores que ficam querendo determinar o que é certo ou errado na carreira dela…

Fernando S P
Fernando S P
3 meses atrás
Responder para  SANDRO

Pena que no Tênis Com Elas as conversas estejam sempre caindo para o lado ideológico. O tênis mesmo ficou em segundo plano há muito tempo.

Patricia Medrado
Patricia Medrado
3 meses atrás
Responder para  Fernando S P

Fernando
A coluna se propõe a falar de assuntos que envolvam o tênis feminino nas suas mais diversas esferas.
O dia a dia com resultados e análises de jogos já é feito com maestria pelo TenisBrasil.

Patricia Medrado
Patricia Medrado
3 meses atrás
Responder para  SANDRO

Sandro
Liberdade de escolha e liberdade de expressão. Ela faz o que quer e cada um pode ter a opinião que tiver e expressá-la.
O caso da Rybakina é totalmente diferente.
A WTA suspendeu o coach por provas de condutas que caracterizavam assédio verbal e como órgão defensor e regulador do tênis feminino, tomou as devidas medidas.

Ronildo
Ronildo
3 meses atrás
Responder para  SANDRO

E que tal você expressar sua opinião com mais educação Sandro?

Sergio
Sergio
3 meses atrás
Responder para  Ronildo

Exatamente.

Sub zero
Sub zero
3 meses atrás
Responder para  SANDRO

Mais legal ainda é um homem sendo juiz de um assunto que concerne as mulheres.

Sergio
Sergio
3 meses atrás
Responder para  SANDRO

Sandro, o que você não citou é que os jogos amistosos organizados pelo Nadal, Federer e Djokovic foram na sua imensa maioria jogos beneficentes. Jogos feitos para arrecadar fundos para instituições beneficentes ou organizações beneficentes. Não teve nada a ver com “encher os bolsos”, como você citou várias vezes. Outra coisa, seu comentário foi extremamente agressivo e fora de tom. A Patrícia apenas emitiu a opinião dela – e de forma muito respeitosa e coerente, diga-se de passagem. Chamá-la de invejosa entre outras coisas da maneira como você fez é absurdo e absolutamente lamentável.

JClaudio
JClaudio
3 meses atrás

Tem um bom filme chamado A Batalha do Sexo, com Emma Stone e Steve Carell, contando os detalhes do jogo.
Meses antes, Bobby Riggs enfrentou Margaret Court, venceu com muita facilidade (6×1 e 6×2), em menos de uma hora, o jogo ficou conhecido como o “Massacre do Dia das Mães”.
Bobby Riggs era um falastrão (igual Kyrgios).
O jogo teve um público de 30 mil pessoas, foi exibido em mais de 30 países.
Foi algo bem anos 70, o fim da geração hippie, a transformação da contracultura em algo comercial, uma década transformadora para sociedade americana.
Hoje o tênis se consolidou como um “produto”, até seus embates entre sexos parecem algo distante, hoje as mulheres (do tênis) “tomaram” seu espaço, com muita luta, a “guerra” foi vencida (pelo menos no tênis).

Evandro
Evandro
3 meses atrás

Tem um lado bom, Patrícia: eventual derrota fará esse “representante” masculino sumir de vez! Sabalenka teria tido tal raciocínio em benefício universal?

Última edição 3 meses atrás by Evandro
Patricia Medrado
Patricia Medrado
3 meses atrás
Responder para  Evandro

Evandro
Esse aí vai ficar rondando nos arredores do esporte esperando oportunidades e forçando a barra para ser diferente . Muito jovem para sumir!

Realista
Realista
3 meses atrás

Algumas ponderações…

– Em uma partida intitulada “Batalha dos Sexos” de 1998, o jogador alemãoKarsten Braasch , então número 203 do ranking, derrotou Serena Williams e Venus Williams. Ele venceu Serena por 6-1 e Venus por 6-2 em partidas de um set disputadas durante o Aberto da Austrália, depois de ambas terem afirmado que poderiam derrotar qualquer homem abaixo da 200ª posição no ranking.Braasch jogava as partidas depois de uma rodada de golfe e era conhecido por um regime de treinamento pouco convencional que incluía fumar e beber cerveja
– Não houve discriminação nos prêmios. É apenas uma questão comercial. O tenis masculino atrai mais dinheiro, contratos, patrocínio e público. Da mesma forma que Giselle Bundchen ganha muito, mas muito mais que modelos masculinos.

Edmar
Edmar
3 meses atrás
Responder para  Realista

Eu concordo…Forçaram a barra para igualar a premiação nos Slam, principalmente as grandes tenistas e nos menores torneios a diferença é gritante. A sociedade força tanto a barra para igualdade que ocorrem inversão de valores. A diferença entre os sexos no esporte sempre vai ser gritante, não há necessidade de comparação. Eu acho que as premiações teriam que ser mais parelhas nos menores torneios para aí sim incentivar a formação de novas atletas e não na camada superior onde todos estão com a vida ganha. Esse jogo da Sabalenka é puro e simplesmente cifras, principalmente para o australiano que é o que sobrou pra ele, pois é um fanfarrão, ex jogador em atividade. Figuras públicas como ele deveriam dar exemplos para a sociedade, usar da exposição para tentar melhorar as pessoas, mas poucas fazem isso.

Samuel, o Samuca
Samuel, o Samuca
3 meses atrás

Pelo que eu saiba, no início do século passado existiam jogadores de tênis profissionais, tanto é que eles não podiam disputar Grand Slam, ou será que os livros de história são fakes.
Ou seja, tênis o profissional não iniciou com o advento da Era Aberta.

JClaudio
JClaudio
3 meses atrás
Responder para  Samuel, o Samuca

Olá Samuel.
O Wembley Pro, um torneio muito famoso entre os profissionais, o primeiro foi realizado em 1934, por ele passaram Pancho Gonzalez, Bill Tilden, Don Budge, Jack Kramer, Bobby Riggs, Rosewall, Lew Hoad, Pancho Segura, Rod Laver…
Tenistas que ficaram fora do circuito amador, por anos (não podendo participar dos slam amadores) fazendo exibições pelo mundo.
Um deles, Pancho Gonzalez foi um dos grandes, Laver conseguiu voltar e conquistou novamente os quatro grandes torneios, Rosewall também sobreviveu a transição para unificação.
Existe uma espécie de “limbo” sobre alguns grandes nomes da era profissional dos anos 30/40/50/60.

Samuel, o Samuca
Samuel, o Samuca
3 meses atrás
Responder para  JClaudio

Exatamente. Mas tem gente que afirma que o tênis profissional começou em 1968, como podemos ler no texto deste blog.
Impressionante que foi escrito por alguém que é/foi profissional do tênis e deveria conhecer minimamente a história deste esporte.
Quanto ao jogo Sabalenka vs Kyrgios, podemos observar que são maiores, vão receber belos cachês, terão seus nomes em evidência, o sistema não os proíbem de jogarem e se alguém for passar vergonha, com certeza terão que assumir. Então, sem problema algum.
Quanto ao resultado ser combinado, sugerido em textos por aí, o primeiro jogo da série na década de 1970, festejado até os dias atuais, deixa muita gente na dúvida quanto ter sido disputado prá valer.

Patricia Medrado
Patricia Medrado
3 meses atrás
Responder para  Samuel, o Samuca

Samuel
O tênis profissional começou sim em 1968 com a chamada Open Era.
É só vc pesquisar no Google.

JClaudio
JClaudio
3 meses atrás
Responder para  Patricia Medrado

Olá Patrícia…

Na década de 50 existia vários torneios profissionais…
U.S. Pro Tennis Championships (Campeonato Profissional dos EUA), que por vezes foi realizado em Cleveland e outras cidades.
French Pro Championship (Campeonato Profissional da França), realizado em Roland Garros ou em locais cobertos em Paris.
Wembley Championship (Campeonato de Wembley), realizado em Londres.
Jack Kramer, um dos melhores tenista amador da decada de 40, saiu da era amadora e se tornou profissional, ao mesmo tempo que jogava, promovia torneios (exibições) pelo mundo, antes dele um promotor chamado Jack Harris, promoveu jogos do Kramer contra Bobby Riggs em chicago (1947), Kramer recebeu 37 mil dolares pelo confronto, se tornando um profissional.
A entidade responsável pelo primórdio do tênis profissional foi a
USPLTA (Associação de Tênis Profissional dos Estados Unidos).
Inclusive, Jack Kramer que virou um promotor de tênis, participou da criação da ATP em 1972 (inicialmente uma espécie de sindicato, na década de 90 passou a organizar e promover o tênis), com Cliff Drysdale e Donald Dell.
O tênis profissional existe desde a década de 30, numa forma meio “Globetrotters”, mas era algo profissional.

Samuel, o Samuca
Samuel, o Samuca
3 meses atrás
Responder para  JClaudio

JClaudio, você está certíssimo. O tênis profissional começou décadas antes do ano de 1968. Bobby Riggs, mencionado neste blog, foi jogador amador no início da década de 1940, passando ao profissionalismo no decorrer daquela década, conforme consta na biografia do mesmo.
Provavelmente a Patrícia Medrado está tendo dificuldade em se expressar e não é demérito algum ter alguma dificuldade, afinal ninguém é perfeito.
Seria aceitável se ela redigisse da seguinte forma: “O tênis profissional nos torneios de Grand Slam começou no ano de 1968”.
Por que Rod Laver na disputou torneios de Grand Slam entre 1963 e 1967. Simplesmente porque ela atuava como jogador profissional.

Patricia Medrado
Patricia Medrado
3 meses atrás
Responder para  Samuel, o Samuca

Samuel
Estou me referindo ao tênis oficial.
A Era aberta começou sim em 1968.
Qualquer livro de tênis vai elucidar esse fato para você .

Samuel, o Samuca
Samuel, o Samuca
3 meses atrás
Responder para  Patricia Medrado

Sei perfeitamente que a era aberta do tênis começou em 1968.
Ninguém e nenhuma organização detém e nunca deteve monopólio sobre o tênis, ou seja, qualquer competição existente fora dos torneios de Grand Slam, ATP e WTA sempre foi e sempre será tênis.
Por exemplo, está previsto a disputa do décimo torneio de Master 1000 na Arábia Saudita. Foi ventilado que a ATP aceitou tal torneio por receio dos árabes implantarem um circuito paralelo, à revelia das organizações que comandam o esporte. Mesmo sem a aprovação da ATP, WTA, ITF, Grand Slans, etc, se implantado tal circuito, será tênis e será tênis profissional. Dependendo do valor investido, seria atraente aos principais jogadores da atualidade, podendo a ATP e a WTA ficarem órfãos de sua principais atrações.
O que não falta por aquelas bandas é o tal do dinheiro.
Outro exemplo, no golfe, os árabes implantaram um circuito independente, contra a vontade da PGA e o que eles jogam por lá é golfe, queira ou não queira a PGA.
Outrossim, o PGA Tour é a principal do golfe, mas existem mais de 20 turnês independentes, cada qual com seu próprio ranking e todos são golfe, de modo que o que acontece com o golfe pode perfeitamente acontecer com o tênis ou com qualquer esporte.

Ronildo
Ronildo
3 meses atrás
Responder para  Samuel, o Samuca

Samuel, é comum os cronistas se referirem a 1968 como um marco na profissionalização do tênis. Isto não exclui o fato de ter havido tênis profissional antes. Hora, se havia proibição da entrada de tenistas profissionais nos slans até o início da década de 60, era porque havia tênis profissional.

Samuel, o Samuca
Samuel, o Samuca
3 meses atrás
Responder para  Ronildo

Exatamente!!!

Patricia Medrado
Patricia Medrado
3 meses atrás
Responder para  JClaudio

Cláudio
Existia um circuito paralelo profissional e os tenistas que dele participavam não podiam jogar os Grand Slams. Obviamente que exibições também sempre existiram.
Oficialmente a era aberta (profissional ), começou em 1968.

JClaudio
JClaudio
3 meses atrás
Responder para  Patricia Medrado

Olá Patrícia, em 1968, os amadores e profissionais foram autorizados a jogar em um mesmo torneio.
O nome “era aberta” (ou Open era) é chamado assim porque os principais torneios e os slam, foram “abertos” em 1968 para participação dos profissionais e amadores num mesmo torneio.
A década de 50 foi um período muito rico do tênis profissional, com torneios, disputas “cara a cara” (quando dois tenistas faziam turnês pelo Estados Unidos e alguns outros países).
Tenistas campeões de Slam, como Kramer, Perry, Budge, Tilden e outros, após vencerem slam na era amadora, conquistando tudo que podiam, abandonava o circuito, e seguiam para o profissionalismo, onde poderiam ganhar muito dinheiro, já que os torneios amadores não pagavam os tenistas (herança da era vitoriana onde o esporte não admitia alguém competir por dinheiro).
Ultimamente tenho lido muito sobre Pancho Gonzalez, recomendo, para compreender melhor a época do profissionalismo na década de 50.
Abs

Vanda Ferraz Lopes de Oliveira
Vanda Ferraz Lopes de Oliveira
3 meses atrás

Vou ser sincera………não gosto de nenhum jogo de exibição …..nem homem × homem , nem mulher x mulher é muito menos mulher x homem…….
Gosto do Tenis de Competição!!!!!!! não de exibição!!!!
Mas……como nesta nossa era o Dinheiro fala muuuuuito alto , estes jogos existem
Nao vejo nenhum!!!!!

Fernando S P
Fernando S P
3 meses atrás

Idem. Acho totalmente sem graça. A única que acho interessante que não vale pontos é a Laver Cup, porque conta no H2H.

Mas tem quem goste. Não me incomoda nem um pouco que exista.

Vanda Ferraz Lopes de Oliveira
Vanda Ferraz Lopes de Oliveira
3 meses atrás
Responder para  Fernando S P

Voce tem razão
A Laver Cup eu adoro porque é competição!!!!!
Nos mesmos moldes da Ryder Cup do golfe
Assisto e torço!!!!!

Julio Marinho
Julio Marinho
3 meses atrás

Idem. E essas exibições deram uma boa acelerada nos últimos anos. Encontram espações no calendário e daí já jogo por terra qualquer reclamação nesse sentido de quem vá para exibição. Já são todos muito ricos. O que deveria interessar são os torneios pelo prestígio que carregam. Mais vale um Wimbledon em que você pagaria pela hospedagem que qualquer quer cifra multimilionária por 3 jogos com sessões de fotos.

Patricia Medrado
Patricia Medrado
3 meses atrás

Vanda
Tenista raiz não curte exibição mesmo.
Muitas delas inclusive devem ter resultados combinados!

SANDRO
SANDRO
3 meses atrás
Responder para  Patricia Medrado

Aham… Ah tá… Então, Nadal, Frederer e Djokovic não devem ser “tenistas raiz” pelo seu critério, já que todos do BIG 3 faziam “exibição”…

Patricia Medrado
Patricia Medrado
3 meses atrás
Responder para  SANDRO

Sandro
A resposta onde me refiro a tenista raiz era para Vanda que joga tênis há muitos anos e tem a modalidade como esporte favorito. Ela eh uma tenista raiz.
Os jogadores gostam sim de exibições.
Dinheiro fácil e jogo mais descontraído.

Sergio
Sergio
3 meses atrás

Apenas são legais e válidos, em minha opinião, os jogos exibição para arrecadar fundos para organizações beneficentes. Algo que o Nadal e o Federer fizeram bastante.

Rodrigo
Rodrigo
3 meses atrás

Acho interessante. Vai ser muito legal. Kyrgios e um jogador imprevisível e com uma técnica impecável. Todo mundo adora vê-lo jogando. Ele tira a “seriedade” do tênis no bom sentido. Não poderiam ter escolhido um cara melhor

Patricia
Patricia
3 meses atrás

Que bom que trouxe esse assunto. Para mim, esse tipo de formato não agrega, não representa o melhor do tênis e nem contribui para o desenvolvimento dos atletas ou do publico. Não creio que ambos tenistas precisem desse dinheiro e ficam expostos a lesões desnecessárias (não darão 101% como numa final de Grand Slam). Desnecessária exposição de Sabalenka que caiu no meu conceito de atleta.

Rodrigo
Rodrigo
3 meses atrás

Perfeito, Patrícia! Mais um excelente texto seu. Uma pena, esse tipo de jogo só dá mais margem pra vários desses comentários bizarros como os feitos aqui mesmo.
A questão da premiação, nossa, sempre a mesma ladainha e a comparação com o universo da moda, desesperador.
Viva o esporte e o tênis feminino!

Itana
Itana
3 meses atrás

Essa exibição entre tenistas de sexo diferentes é nada original!
Será que nenhum marqueteiro poderia ajudar os tenistas envolvidos em algum outro tipo de evento q os fizesse ganhar ainda mais dinheiro, que parece ser o foco, além de fazer com que os holofotes continuem virados para eles?

João
João
3 meses atrás

Enfim alguém que analisou seriamente e com contexto esse desafio ridículo, que só mostra que não se sabe mais como torrar dinheiro em eventos pouco ou nada representativos e relevantes. Vide o tal Six Kings Slams. Em tempo, o jogo de Connors x Navratilova nada teve de guerra ou provocações, foi mais uma exibição entre duas lendas, ainda em atividade. E ambos jogaram seria e respeitosamente.

Marcos RJ
Marcos RJ
3 meses atrás

Patricia, obrigado pelo seu texto, que aponta o absurdo desse “jogo” fora de contexto e sem qualquer mérito esportivo ou de suporte para o tênis feminino.
A guerra dos sexos dos anos 70 foi promovida pelo Bobby Riggs, um apostador viciado e endividado com a máfia do jogo. Essa nova versão da franquia é apenas um caça-níquel sem criatividade, e para piorar ainda conta com o insuportável Kyrgios. Tomara que seja a última.

José Flávio nunes
José Flávio nunes
3 meses atrás

É apenas uma brincadeira
Temos que parar de querer separar mulheres de homens.
Se ela quer se divertir, deixa ela.
Vai levar uma grana violenta e vai se divertir.

Alison Cordeiro
Alison Cordeiro
3 meses atrás

Jogo exibição é igual pelada de boleiros em final de ano na televisão. Diversão, risadas e público. Só dá ruim se algué tomar uma caneta…rs.

Sou um Sabalenker, espero que Aryna se divirta. Desde que vi uma definição do Mouratoglou sobre a “síndrome do talentoso” em relação a Kyrgios, entendi melhor por que ele ficou só no potencial. Seu lado falastrão me faz lembrar muito o futebol brasileiro dos anos 90, com Edmundo, Romário, Renato Gaúcho, Edilson Capetinha, Paulo Nunes… um povo que falava o que dava na telha, causava polêmica (jogavam muito também) e movimentavam as rodas de discussão. Enfim, davam assunto. Kyrgios sempre deu mais assunto pelo que falava e pelo que poderia ser e não foi do que pelas vitórias.

Quanto ao jogo em si, Patricia, entendo sua preocupação e acho válida, mas vejo de forma mais leve. Quem não gosta do tênis feminino ou não gosta de mulheres praticando esportes vai fazer o que faz sempre, criticando e desdenhando em caso de derrota. Estes devem ser ignorados como de costume. Homens e mulheres praticam esportes dentro dos seus limites e com plasticidade distintas, competindo com eficiência dentro de suas fisiologias. Eu por exemplo acho o vôlei feminino muito mais divertido do que o masculino e quando posso jogo em times mistos, gosto da mistura dessa dinâmica. Mas é só amistoso, diversão.

Enfim, acho que no fundo é mais sobre isso, pela diversão. Kyrgios vencer não lhe dará nenhum status diferente e perder tampouco, ninguém vai lamentar por ela. E quanto à Aryna, se ganhar entra pro folclore popular e se perder não terá seu currículo depreciado por isso.

No fundo, é uma pelada de raquete…rs.

Helena Abreu
Helena Abreu
3 meses atrás

Patrícia vejo da mesma forma. Perdendo ou ganhando vão surgir comentários de todo tipo. Totalmente desnecessário. O tênis feminino tem crescido e atraído cada vez mais pessoas querendo assistir as jogadoras. No Brasil tb, Bia Haddad foi e continua sendo referência. Passou por uma fase difícil e se afastou para descansar e encarar de frente os problemas que a atrapalharam. E recebeu uma chuva de críticas maldosas. Eu mesma escrevi sobre como eu via o que ocorria , mas jamais usando nenhuma crítica contra ela.
Eu penso ser mais oportuno o tênis feminino se focar nos aspectos positivos e ampliar seu espaço no cenário mundial .

Thiago Silva
Thiago Silva
2 meses atrás

Por que tudo tem que ter uma “causa”? A mulher não pode simplesmente ir lá brincar e ganhar um monte de dinheiro? Ser rica também é empoderamento, tá tirando dinheiro de árabe machista e colocando na conta dela, tá certíssima.

Curumim Cururu
Curumim Cururu
2 meses atrás

É simplesmente genial: inventaram um jogo que não é tênis, não é exibição, não é frescobol, não é kung fu, não é nada — é um espetáculo digno da TV Pirata. Quadra tamanho criança de 7 anos, saque com bracinho encolhido, regras de videogame Atari. Só faltava… distribuíem pipoca e nariz de palhaço na entrada!!!

Os jogadores? Um parece ter saído direto de um reality show e o outro aceitou participar como se fosse um desafio do TikTok. Os organizadores (gênios) conseguiram transformar um esporte centenário em uma versão premium de “Topa Tudo por Dinheiro”. Só falta o animador da festa ser o Lombardi.

E o público? Vai pagar ingresso caro para assistir a uma partida que já vem com manual de desculpas embutid: se der certo, foi porque estava fácil demais; se der errado, foi porque estava injusto. É o tipo de evento, junto com a Copa Davis e com Next Gen) que prova que o tênis não precisa de roteirista de comédia da Rede Globo nos anos 90 (tipo “Alf, o ETeimoso”): o esporte mesmo escreve seus próprios episódios. Bravo, todos os envolvidos, bravo!

No fim, todo mundo sai com espasmo mental e a sensação de ter participado de uma piada coletiva. Nesse stand up comedy politicamente incorreto vale tudo – só não vale processar este leitor!

Felipe
Felipe
2 meses atrás

Esse bla bla bla todo pq é o Kyrgios. Se fosse algum queridinho estavam elogiando ou inventando outras desculpas. Sabalenka e Kyrgios tem comportamentos controversos. Não gosto de nenhum dos dois mas se eles querem e principalmente ela que é número um aceitou, ela tem o direto de fazer o que quer. Se o ocidente não quer ver que não assista.

Ex-tenista profissional e medalhista de prata nos Jogos Pan-Americanos na Cidade do México-1975, foi por 11 anos consecutivos a número 1 do Brasil e chegou ao top 50 em simples. Atualmente, possui 16 títulos mundiais no circuito Masters da ITF e ocupa os cargos de diretora executiva do Instituto Patrícia Medrado e líder do Comitê Esporte do Grupo Mulheres do Brasil.
Ex-tenista profissional e medalhista de prata nos Jogos Pan-Americanos na Cidade do México-1975, foi por 11 anos consecutivos a número 1 do Brasil e chegou ao top 50 em simples. Atualmente, possui 16 títulos mundiais no circuito Masters da ITF e ocupa os cargos de diretora executiva do Instituto Patrícia Medrado e líder do Comitê Esporte do Grupo Mulheres do Brasil.

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