Venus vence a primeira na dupla e rasga elogios a Fernandez

Foto: Dustin Satloff/USTA

Nova York (EUA) – A parceria entre Venus Williams e Leylah Fernandez começou com entusiasmo e terminou em festa na estreia das duplas femininas no US Open 2025. Elas abriram campanha com uma grande vitória sobre a ucraniana Lyudmyla Kichenok e a australiana Ellen Perez, cabeças de chave número 6, com parciais de 7/6 (7-4) e 6/3.

Para a canhota canadense, vice-campeã de simples em 2021, o convite da veterana foi um momento de pura emoção. “Fiquei como uma criança no dia de Natal, não parei de sorrir a noite toda e nem na manhã seguinte. Foi muito empolgante”, contou Leylah, ainda sorridente.

Venus, por sua vez, destacou a importância de criar sintonia com a parceira. “Estou acostumada a ser a irmã mais velha, então pergunto a ela o que quer. É importante que se sinta confortável. Teoricamente, eu tenho mais experiência, mas ela jogou muito mais partidas, então talvez isso nos deixe equilibradas em termos de competição”, explicou a americana.

O retorno de Venus às duplas, depois de cerca de dez anos, gerou curiosidade sobre sua adaptação à modalidade. “Sempre digo que não sou boa em duplas, mas ninguém acredita. Tradicionalmente, jogadores de duplas se movimentam de formas específicas, e eu não faço tudo isso, mas faço o que preciso. Sou jogadora de simples, então, na hora de jogar, tento usar minha abordagem de simples e não ser algo que não sou”, disse a jogadora de 45 anos.

Vale lembrar que Venus já foi número 1 do mundo de duplas e possui 22 títulos na prova, incluindo 13 Grand Slam, dois deles em Flushing Meadows. Todas essas conquistas, aliás, foram ao lado de sua irmã mais nova, Serena Williams, a quem ela comparou com Fernandez, guardadas as devidas proporções.

“Nunca joguei com uma parceira, fora a Serena, que tivesse essa mentalidade. Nossa energia coincidiu em determinação e em não desistir, e isso foi muito divertido. Espero que possamos continuar melhorando.”

Além da sintonia em quadra com a irmã, Venus falou sobre a relevância das duplas em sua carreira. “Não era um projeto secundário. Jogávamos nos Grand Slam com um propósito: vencer. Era importante para nós. Não treinava especificamente duplas, mas me concentrei em ser a melhor jogadora de simples possível dentro da dupla até que os movimentos se tornassem automáticos”, explica.

Já para Leylah, a experiência tem sido um aprendizado e um estímulo para evoluir no tênis. “Fiquei chocada quando a Venus disse que eu era a melhor parceira de duplas que ela teve, fora a Serena. É provavelmente o maior elogio que já recebi. Estou muito feliz e vejo isso como mais uma oportunidade de melhorar como jogadora.”

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Vivi
Vivi
17 horas atrás

Fernandez é ótima jogadora, mas que infelizmente não engrenou depois do UsOpen. Jogar duplas com Vênus vai ser um grande aprendizado pra ela!

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