Indian Wells (EUA) – Esperança da torcida local, a experiente Jessica Pegula demonstrou bastante humildade após alcançar as quartas de final do WTA 1000 de Indian Wells. A norte-americana encerrou um duro jejum ao derrotar pela primeira vez a suíça Belinda Bencic, ao marcar 2 sets a 0, parciais de 6/3 e 7/6 (7-5), em 1h48 de partida.
“Fico muito feliz com a vitória de hoje, especialmente por conseguir melhorar meu histórico contra a Belinda. Quando é possível superar esse tipo de obstáculo contra uma adversária que lhe causa dificuldades, é sempre uma sensação muito boa”, admitiu.
Nos quatro encontros anteriores, Pegula sequer havia ganhado um set da adversária. Embalada por oito vitórias, já que vem do título do Masters 1000 de Dubai no final de fevereiro, ela agora desafiará Elena Rybakina, número 3 do ranking mundial. No retrospecto, a cazaque tem 4 a 3 de vantagem, com triunfo pelas semifinais do Aberto da Austrália nesta temporada. Todos os duelos foram realizados no piso sintético.
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A norte-americana sabe que está em ascensão, mas que perdeu bastante tempo no início da carreira, por conta de problemas físicos. “Tive muitas lesões no início dos meus 20 anos e praticamente não joguei entre os 20 e 24 anos”, lamentou.
Contudo, agora aos 32 anos, Pegula demonstra vontade de seguir progredindo, inclusive, com o sonho de atingir o topo do ranking. “Hoje estou muito aberta a aprender e tentar coisas novas. Uma das minhas maiores qualidades é conseguir mudar algo no jogo e aplicar isso rapidamente”, analisou.
“Gosto de observar outras jogadoras e tentar incorporar coisas que elas fazem bem. Não tenho medo de tentar algo novo e falhar, quero sempre sentir que estou aprendendo e experimentando coisas diferentes. Não quero me aposentar pensando que deveria ter testado algo diferente no meu saque ou na minha raquete”, prosseguiu.
Pegula ainda destacou o processo de manter o foco em seguir competindo com disciplina, sem se acomodar. “Tenho orgulho da minha consistência. É difícil manter a concentração uma semana após ganhar um torneio. Acho que não oscilo tanto e quando algo dá errado eu rapidamente volto ao trabalho. Gosto muito do processo de continuar evoluindo”, salientou.
Sobre as condições em Indian Wells, a ex-top 3 explicou como lidar com as adversidades do evento californiano. “Aqui é muito complicado, cada quadra parece ter uma velocidade diferente, o ar é muito seco e fino. Às vezes, o clima fica bem quente, depois esfria e venta bastante. Isso tudo torna mais difícil de controlar a bola. É preciso se adaptar e encontrar uma maneira de jogar sem pensar demais”, esclareceu.
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Exemplo de veterana profissional. Seria bom vê-la ganhar um Slam antes de parar de jogar.