IW reúne tops do ranking, sem Sinner por meses, mas muitos queriam por anos

Foto: BNP Paribas Open

O “entry list”- lista dos classificados diretamente – do ATP 1000 de Indian Wells está fenomenal. Os 32 cabeças de chave são formados pelos 33 primeiros do ranking. E a sequência segue até a 69ª colocação. A única e obrigatória ausência é justamente do número 1 do mundo, o italiano Jannik Sinner. Ele cumpre suspensão por três meses, mas que, certamente, muitos outros jogadores gostariam que fosse por, pelo menos, um ano.

O torneio no agradável Palm Desert, na Califórnia, irá colocar frente à frente pela primeira vez todos os principais jogadores do circuito mundial . Esse grupo divide  opiniões sobre o acordo firmado pelos advogados de Sinner. A decisão garante uma suspensão com início em 9 de fevereiro e término em 4 de maio. E o mais importante foi dada antes de um julgamento em Lausanne, na Suíça, que poderia deixar o número 1 do mundo afastado das quadras por pelo menos 1 ano. Há de se destacar que em alguns casos, além de o jogador ficar proibido de jogar, não pode sequer entrar em qualquer clube ou local de torneios oficiais da ATP e ITF, e também teria retido toda a premiação em dólares, desde o dia da contaminação, e o desconto de todos os pontos conquistados até o período da decisão final.

Com uma possibilidade tão dura como a que se poderia enfrentar, os advogados do tenista o convenceram a aceitar o acordo, embora a imprensa italiana afirme que Sinner queria sim provar sua inocência e dar o caso como encerrado. Só que um grupo de jogadores (muitos afirmam ser a maioria) não aceita deixar passar em branco e discute os eventuais privilégios concedidos nesse episódio.

Algumas das contrariedades mais fortes partem de nomes de peso no circuito, como a de Novak Djokovic. O sérvio recentemente no ATP de Doha não concordou com o acordo e afirma que a história do tênis ficará manchada para sempre. Outros que reagiram de forma negativa já são bem conhecidos, como Nick Kyrgios.

Como uma estrela solitária apareceu esta semana em Acapulco uma declaração de apoio ao tenista italiano. Casper Ruud lamentou a situação do atual número 1 do mundo e garante a inocência dele, pois afirma que não houve qualquer intenção em ganhar poderes para vencer seus jogos. Há de se salientar ainda que a quantidade de droga encontrada seria tão ínfima que não seria capaz de interferir no desempenho do atleta.

Entre controvérsias e clima incerto, os dias de Sinner não têm sido fáceis. Recentemente decidiu ir esquiar em Sesto Pusteria e foi festejado por fãs na estação. Também participou como convidado de honra de uma festa da Casa Gucci. Mas seguem fortes os rumores que seu relacionamento com Anna Kalinskaya teria chegado ao fim.

A história surgiu por causa da planejada viagem de Sinner para Dubai. Kalinskaya perdeu no WTA do local e então os dois aproveitariam para relaxar alguns dias no hoje badalado Oriente Médio. Só que a tenista russa, assim que foi eliminada, pegou avião para a Miami.

Sinner não vai perder a viagem para Dubai. Lá irá conhecer as instalações onde poderá treinar, cuidar da parte física e até mesmo da mental, fugindo de questionamento sobre o que aconteceu com ele, num lugar tranquilo e seguro.

A volta de Sinner aos torneios promete ser triunfal. Ele poderá voltar a atividade no dia 4 de maio a tempo de disputar o ATP 1000 de Roma. Enfático, como um bom italiano, Angelo Binagli, da Federação Italiana de Tênis, garante que o número 1 do mundo será recebido como herói. Será? Vale aguardar para ver.

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José Carlos
José Carlos
12 horas atrás

Se o COI fosse uma entidade séria o tênis seria banido dos jogos olímpicos para sempre depois desse episódio grotesco em que o infrator decide por quanto tempo e em que momento da temporada ficará “suspenso”. Hoje o tênis está na mesma prateleira de aberrações como o UFC, o halterofilismo, o ciclismo de estrada e a “luta-livre” no que diz respeito a tolerar e ser conivente com atletas que jogam sujo e se valem de substâncias ilegais para “vencer”.

JClaudio
JClaudio
11 horas atrás

Sinner saiu menor da “problemática”, está escondido, advogados falam por ele, fazem acordos por ele.
O presidente da Federação Italiana Angelo Binagli também protege o jovem, que diga-se de passagem tem pouco carisma, parece um robô.
Não acredito, que após o episódio, Sinner continue invencível como um “Ivan Drago”…

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
9 horas atrás

Sinner sai extremamente fortalecido depois do episódio de doping de Indian Wells 2024 . Absolvido pelo tribunal independente ( ITIA deu o caso como ENCERRADO) , mostrou ao longo de um ano , desempenho tão espetacular, que o erro de seu funcionário ( um bilionesimo) , não deixou margens a dúvidas. A maneira que foi recebido no USOPEN 2024 ( recebeu o Caneco de um réu confesso, André Agassi) , e no AOPEN 2025 ( apesar do falastrão Nick Kyrgios) , deixando a WADA que recorreu da sentença, na obrigação de tentar acordo. Ao aceitar , não incomoda os que acompanharam as performances de Hings e Sharapova , deixando Thomaz Bellucci de lado ,após ser pego. . O carismático ” Homem de Gelo “, terá um tratamento na volta em Roma , como depois em Roland Garros, digno do já grande Campeão que representa . Resta aos desinformados , cometer o grande equívoco, de cravar que o Jovem Italiano foi quem determinou os prazos do Imbróglio. Vida que segue…Abs !

Blumenau Coleções
Blumenau Coleções
7 horas atrás

Esta estória ainda não acabou, ele merece ser suspenso por um ano pelo menos, não se pode usar dois pesos e duas medidas. Se dopou? Então tem que ser punido.

Carlos Alberto Ribeiro da Silv
Carlos Alberto Ribeiro da Silv
6 horas atrás

Depois de Indian Wells 2024, imagino que o Sinner tenha se submetido a vários outros testes antidoping nos vários torneios que disputou que devem ter dado resultado negativo. Na investigação do caso específico de doping em março/2024, ficou provado que o italiano não teve a intenção de se beneficiar indevidamente e que a quantidade encontrada da substância proibida no seu organismo não proporcionou a ele ganho de desempenho. Sendo assim, considerando que ele era o responsável principal pela sua equipe, acredito que ficou de bom tamanho a punição aplicada ao Sinner por motivo de negligência. A questão de como será o desempenho dele após o cumprimento da punição, não tem como prever ao certo. Acredito que não há nenhum motivo para o Sinner ter uma queda vertiginosa de performance. Quando voltar, ele deve demorar um tempo para retomar o seu melhor nível, mas vejo o italiano retornando à sua forma anterior à punição e com boa margem para evoluir. Quanto ao carisma, acho que não tem a mínima importância num jogo de tênis ou qualquer outro esporte que seja.

Jornalista especializado em tênis, com larga participação em diversos órgãos de divulgação, como TV Globo, SporTV, Grupo Bandeirantes de Comunicações e o jornal Estado de S. Paulo. Revela sua experiência com histórias de bastidores dos principais torneios mundiais. Já cobriu mais de 70 Grand Slams: 30 em Roland Garros; 21, no US Open; 18 em Wimbledon; e 5 no Australian Open.
Jornalista especializado em tênis, com larga participação em diversos órgãos de divulgação, como TV Globo, SporTV, Grupo Bandeirantes de Comunicações e o jornal Estado de S. Paulo. Revela sua experiência com histórias de bastidores dos principais torneios mundiais. Já cobriu mais de 70 Grand Slams: 30 em Roland Garros; 21, no US Open; 18 em Wimbledon; e 5 no Australian Open.

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