Se existe algo que define 2025 para o tênis feminino brasileiro é a quebra de monotonia. Este ano trouxe surpresas, revelações e mudanças inesperadas, mostrando que o cenário nacional está mais movimentado do que nunca.
Beatriz Haddad Maia: um ano difícil
A temporada começou cercada de expectativas em torno de Bia (29 anos), após um 2024 muito forte. Mas 2025 se desenhou de forma diferente. A brasileira enfrentou desgaste mental, pressão por resultados e instabilidade técnica — fatores que se refletiram em queda de desempenho e no ranking.
Apesar disso, um ano abaixo não apaga a qualidade da atleta nem diminui o que ela representa para o tênis brasileiro. Grandes carreiras também têm temporadas difíceis, e sua trajetória segue sendo referência para novas gerações.
Luisa Stefani: solidez e surpresa nas duplas
Entre as novidades, Luisa Stefani (28 anos) brilhou nas duplas. Consolidou-se ao lado da húngara Timea Babos, com quem conquistou quatro títulos e chegou à decisão do WTA Finals, a maior decisão da sua carreira.
Surpreendeu também no final da temporada, quando anunciou a volta da parceria com a canadense Gabriela Dabrowski, antiga companheira de sucesso. Quando o mundo esperava que ela continuasse com Babos, essa mudança inesperada promete movimentar o próximo ano.
Laura Pigossi: consistência e presença constante
Laura Pigossi (31 anos) viveu um ano de estabilidade. Sem grandes explosões, mas com firmeza, ela acumulou boas campanhas em torneios WTA 125 e ITFs, tanto em simples quanto nas duplas, que ajudaram a sustentar sua posição no ranking. Pigossi segue como a segunda jogadora melhor ranqueada do país.
Luiza Fullana: surpresa no circuito nacional
Outro destaque foi Luiza Fullana (24 anos). Desde que apareceu no Brasil após concluir sua trajetória no tênis universitário nos EUA, ela vinha mostrando potencial, mas o final de 2025 foi glorioso: venceu três ITFs consecutivos no país, alcançou sua melhor posição histórica (461ª) em agosto e fechou o ano em 530ª. A brasiliense segue radicada em Barcelona, mas sempre de olho na temporada do circuito nacional.
Nauhany Silva: a promessa do tênis brasileiro
Entre as novidades que realmente movimentaram a temporada, Nauhany Silva (15 anos), mais conhecida como Naná, teve um ano glorioso. Sua ascensão é notória, mostrando que a nova geração também pode impactar resultados e gerar expectativas.
Naná que estreou no ranking da WTA em 2024, se tornando a segunda tenista mais jovem do planeta a alcançar esse feito, venceu seu primeiro torneio profissional ITF W15, esse ano. Um marco histórico para sua carreira. Além disso, marcou presença com vitória na equipe brasileira da Billie Jean King Cup. Um feito raro para alguém da sua idade, reforçando a confiança em seu potencial.
No circuito juvenil, ela somou vitórias importantes e mostrou maturidade, regularidade e versatilidade em quadra, enfrentando jogadoras mais experientes sem se intimidar. Seu desempenho não apenas trouxe pontos importantes, mas também energizou o tênis feminino brasileiro, sendo uma das grandes surpresas e referências da nova geração para os próximos anos.
Victória Barros: primeira final profissional
Victória Barros (15 anos) teve um ano marcante, ao chegar em sua primeira final de um torneio profissional, mostrando evolução rápida e consistência competitiva. Ela treina na academia Mouratoglou, na França, onde recebe formação de alto nível, que a coloca entre as jovens brasileiras mais promissoras do circuito.
Pietra Rivoli e outras jovens
Pietra Rivoli (17 anos) brilhou no circuito juvenil, chegando ao vice-campeonato no ITF J200 de Lima e conquistando pontos no ranking profissional, mostrando evolução consistente e capacidade de impactar os torneios que disputa.
Ana Candiotto (21 anos) — evoluindo no circuito ITF e se mantendo próxima de suas melhores posições no ranking.
Carolina Meligeni Alves (29 anos) — alternou entre ITFs e WTA 125, com campanhas sólidas ao longo do ano.
Thaísa Pedretti (26 anos) — manteve presença constante em torneios menores, acumulando ritmo e pontos.
Dentre tantas tenistas e outras não mencionadas, 2025 mostrou que o tênis feminino brasileiro está em ebulição. Novidades, renovações, vitórias…
Que venha 2026 com mais histórias para contar!










Em quase 60 anos, o tênis feminino brasileiro conseguiu colocar nove tenistas entre os 100 melhores do mundo…
Conseguiram entrar no Top 100
Beatriz Haddad (10°)
Maria Esther (29°)
Niege Dias (31°)
Teliana Pereira (43°)
Patrícia Medrado (48°)
Claudia Monteiro (76°)
Andreia Vieira (88°)
Gisele Miró (99°)
Laura Pigossi (100°)
A década de 80 foi a melhor do tênis feminino, com 5 tenistas atingindo o top 100 (mais da metade), quando tentamos buscar informações sobre essas tenistas, existe uma invisibilidade da trajetória delas, ou seja, não cultivamos nossa própria história, nem aprendemos com ela.
Demonstra um deserto, apesar dos esforços das nossas tenistas (por resultados), o trabalho de prospecção de novos talentos pela entidade responsável (CBT), é nulo. Quando aparece uma Nana ou Victoria, olhando com mais critério, percebemos que foi um pai ou uma mãe que foram buscar caminhos.
Não existe uma cobrança sobre a entidade, vemos poucos artigos sobre o trabalha sofrível da entidade, onde coquetéis, workshops e encontros para amigos se proliferam todos os anos, algo sem conteúdo ou aprendizado, apenas papo furado de pessoas chiques e bem nascidas.
Parabéns pelo comentário, mas isso não acontece só no tênis, infelizmente, temos heroínas principalmente e heróis solitários num país de povo apolitico e com mais de 200 milhões de pessoas
Tendo a concordar com você sobre Naná e Vic terem aparecido mais por esforço dos pais do que por um trabalho consistente da confederação que deveria dar essa visibilidade. De qualquer forma, é fato que está acontecendo um boom no tênis feminino. Medrado falou, em seu texto, de “outras jogadoras não mencionadas” e elas realmente estão pipocando. Além do exemplo de Bia, Stefanini e outras, que inspiram muito positivamente as nossas crianças e adolescentes, acho que o aumento do número de torneios é um fator a ser levado em conta para essa leva recente de promessas. Enfim, vamos aguardar 2026 para ter certeza de que a CBT realmente quer colaborar.
Vamos falar mais de Victoria ela é brasileira dois anos terminando com melhor da sulamerica com 14-15 anos e no profissional fazendo historia desde ano passado . Gente ela saiu da zona de conforto e foi atras fala 3 idiomas… nao vamos esconder ela ja fez e faz feitos e ninguem fala . Falando da CBT eles nao fazem nada
A mãe de Victoria (Maria Luiza), tem uma história muito parecida com Richard Williams (pai de Serena e Vênus).
Descobriu o talento da filha, logo cedo, acreditou, foi a luta, buscou caminhos, conseguiu bolsas para Victoria em academias de São Paulo e Paraná.
Hoje Victoria Barros tem vários contratos publicitários, treina numa academia reconhecida mundialmente, Maria Luiza conseguiu.
Nada garante que será um sucesso no esporte, mas está bem encaminhada.
Enquanto isso a CBT, não consegue resolver o conflito de patrocinador da jovem com a confederação (para poder participar das competições pelo Brasil).
O enredo dá um filme.
Cara, o que falar de uma confederação que sequer manda normativas para os clubes fazerem jogos de torneios oficiais em horários adequados para a prática de esportes ao ar livre de acordo com o conhecimento científico disponível hoje? Evitando assim a exposição de atletas a situações de perigo para a saúde e até mesmo perigo de morte?
Olá Ronildo…
No Brasil, com o surgimento do financiamento público no esporte em 2001 (antes era a lei Zico, de 1993, mas era algo esporádico), com a lei Agneli/Piva, aconteceu uma transformação no esporte.
Em 2006, no governo Lula surgiu a Lei de Incentivo ao Esporte, que potencializou a Lei Agnelo/Piva, oferecendo oportunidades de captação de recursos (pessoas físicas e jurídicas), foi uma revolução.
Com isso, confederação no esporte, passou a ter uma importância grande para “gestores” interessados na verba pública (loteria) e captação de dinheiro das empresas (isenção de impostos), a CBT foi uma delas.
A maioria não fez nada para o esporte que representa, faz um “brilhareco” aqui, outro ali, mas não tem interesse em desenvolver o esporte, o tênis é um esporte olímpico, recebe verba federal do governo, a busca é por uma bolha (para acomodar os escolhidos), ninguém está interessado em popularizar o esporte, prospectar novos tenistas nos rincoes do país.
Com a cumplicidade da imprensa (raramente encontramos uma reportagem crítica sobre alguma confederação, parece que o esporte é tratado como uma confraria) e das entidades do governo, que deveriam fiscalizar. As verbas são desviadas para torneios, workshops, encontros técnicos, salários para amigos e parentes.
Quem movimenta o tênis profissional no Brasil hoje é…
Maria Luiza (mãe da Victoria), Paulinho Silva (pai da Naná), Cristiano Fonseca (pai do João).
Segundo o ex presidente da CBT (Westrupp) ele saneou as dívidas e deixou milhões em caixa (mais o patrocinador master, banco BRB).
Cadê o dinheiro? Está sendo investido aonde?
Uma pena. Muita coisa poderia ser melhorada em benefício dos atletas. Eu já achei um tremendo amadorismo da CBF convocar a Nauhany Silva tanto para BJK Junior como para a competição profissional. Se ela estivesse treinando com a equipe profissional desde o início, poderia estar mais focada, descansada e poderia ter vencido o primeiro jogo contra a australiana, (não que seria certeza que venceria, mas as chances aumentariam) e então a Pedretti entraria com menos pressão e também teria sua chances aumentadas porque mesmo perdendo a decisão iria para as duplas.
No tênis feminino, acontece com mais naturalidade, jovens jogando no circuito profissional com tenra idade.
Os problemas da CBT, é algo estrutural, existe um modus operandi, durante décadas, nas confederações não sopra um vento novo (aqui não é uma questão de tempo, mas de ideias).
Usando como exemplo a CBT, desde 2017 até 2025, Westrupp presidiu a entidade, quando saiu, colocou o seu aliado Alexandre Faria (2025 até 2029, com chance de mais uma reeleição).
Um período longo, uma mesma gestão, com pessoas com o mesmo pensamento, não é algo ruim, desde que a continuidade esteja ligada a projetos para o crescimento do esporte.
Na Itália, Angelo Binaghi presidente da federação (21 anos, nela), período longo, sendo usado para investir no crescimento do esporte, com centros de tênis espalhados por toda a Itália, contratação de pessoas (competentes) para prospectar novos tenistas, em algum momento, daria resultado, e deu.
No Brasil, nada acontece, investimento em coquetéis, o tênis é assunto secundário, o que realmente interessa é quem vai promover ou trabalhar em determinado torneio, qual empresa cuidará das quadras, quem vai fornecer as arquibancadas móveis, quem será o intermediário dos patrocinadores dos torneios, todos preocupados com as “oportunidades”.
A CBT, espera a chegada do “escolhido”, assim como um Lisan al-Gaib (o salvador) em Duna, alguém que faça aquilo que nossa gloriosa confederação não faz.
(Fonseca anda pelo deserto, pode ser o salvador).
Penso que o ano de 2026 é promissor, notadamente para as jovens promissoras. Quem sabe não venha um título de Slam juvenil; com sorte pode vir a acontecer…
Luíza Fullana não está radicada em Barcelona. Faz uns 5 meses que já está treinando no Brasil.
Meu maior sonho para o tênis é que os diretores de clube dos diversos lugares no Brasil copiem o exemplo da cidade de São João da Boa Vista e coloquem os jogos e principalmente as finais para horários adequados para a prática de esporte ao ar livre no em dias de sol forte e calor. Não façam como São José do Rio Preto onde a Fullana e a Nauhany quase torraram num dia muito quente e de sol à pino num jogo que iniciou às 10 horas. Esqueçam este negócio de que há outros eventos esportivos para concorrer à tarde. Quem vai nestes jogos de tênis é porque ama tênis ou familiares e amigos estão jogando. Tentei mandar um e-mail para a CBT sobre este assunto, mas pelo que percebi a CBT não tem comunicação aberta com o público. A pessoa precisa estar cadastrada em uma empresa que tem um código para mandar um e-mail ou um whats para a entidade. Acredito que basta a CBT passar uma recomendação simples e tudo se transformará, como mágica.