Volandri: “Sinner ainda não sabe o suficiente no quinto set”

Jannik Sinner (Foto: Tennis Australia)

Roma (Itália) – A derrota de Jannik Sinner nas semifinais do Australian Open, caindo em batalha de cinco sets para o sérvio Novak Djokovic, acendeu um sinal de alerta. Isso porque o italiano perdeu pela quarta vez seguida um duelo de cinco sets. Contudo, para Filippo Volandri, capitão italiano na Copa Davis, é apenas questão de tempo para Sinner aprender a lidar melhor com a situação.

“No quinto set, Sinner ainda não está jogando bem o suficiente para poder dizer: ‘sei o que fazer porque conheço bem meu corpo’. Ele ainda não jogou partidas suficientes para poder dizer: ‘Vou chegar lá e administrar essa situação porque sei que tenho a vantagem’, disse Volandri , convidado do programa Tennis Talk, da SuperTennis TV.

“Ele sabe quando jogar com segurança e demonstrou isso nos últimos torneios indoor da temporada passada, quando estava fisicamente com um nível de energia muito baixo. Mas, na minha opinião, ele ainda não se conhece muito bem quando chega ao quarto ou quinto set, então ainda não tem certeza de como lidar com isso”, explicou o capitão italiano.

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Apesar de vir dominando o circuito ao lado de Carlos Alcaraz nos últimos dois anos, Sinner tem um retrospecto negativo em partidas de cinco sets, com apenas seis vitórias e 11 derrotas. O espanhol, em contrapartida, possui um histórico completamente distinto, com apenas uma derrota em 16 partidas que foram até o quinto set.

“Quando se chega ao quinto set, especialmente em uma semifinal ou final de Grand Slam, muito do que você preparou desaparece, porque a partida se torna muito mais uma batalha e você perde um pouco o rumo. No fim, você confia muito mais na sua intuição e talvez o Jannik se contenha”, acrescentou Paolo Lorenzi, ex-tenista profissional e atual diretor do Masters 1000 de Roma.

“Acho que ele está trabalhando duro no gerenciamento de energia, mas durante a partida ele ainda não consegue reconhecer quando diminuir o ritmo e quando encurtar os ralis. Uma coisa é fazer isso em torneios indoor porque você quer chegar à final menos cansado, mas é outra coisa em Grand Slams. Até porque você precisa vencer partidas”, concluiu Lorenzi.

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