Felipe Priante
São Paulo (SP) – Sem competir desde o final de junho, quando caiu na estreia de Wimbledon, a paulista Beatriz Haddad Maia deverá demorar um pouco mais para voltar da pausa anunciada no começo de agosto, uma vez que passará por uma delicada cirurgia no ombro no dia 5 de outubro e só voltará a jogar entre quatro e seis meses após a operação.
Neste período de afastamento, a canhota paulista tem aproveitado para se reconectar consigo mesma, curtindo mais a família, o noivo e as atividades que não consegue fazer durante a correria do circuito. “A gente sai de casa dia 23 de dezembro e volta 15 de novembro, tem seus 10 dias de férias no máximo, porque entre novembro e dezembro você tem a pré-temporada”, disse.
Entre as atividades que Bia tem aproveitado para realizar, a cerâmica tem se mostrado uma paixão. “Também estou fazendo pilates para cuidar do meu corpo. Essas atividades sempre foram uma forma de eu conseguir me conectar comigo. Acho que esse momento que estou aprendendo a cuidar e administrar o tempo, é muito importante”, contou Bia.
“Com a correria no circuito, com os compromissos, com os jogos e tudo mais, fui perdendo um pouco essa conexão comigo. É claro que acaba sendo difícil no dia a dia, mas eu vejo como isso é importante, é uma forma também terapêutica de você também se ouvir, de buscar as respostas dentro de você”, acrescentou a ex-top 10 de simples e duplas.
A tenista não só está se arriscando na argila, mas também acompanhando vídeos sobre o assunto nas redes sociais. A relação com as redes sociais também foi assunto para Bia, que garante ser inevitável fugir delas.
“Agora que não estou competindo, eu tenho utilizado mais. A rede que eu mais uso é o Instagram. Claro que eu tenho um time, então a parte de direct, de pessoas, de marcas, de coisas, de posts…isso não sou eu que olho, não sou eu que faço”, observou a canhota paulista, que adota muita cautela ao navegar pelas redes.
“Não acho saudável um atleta durante a competição, seja no esporte que ele fizer, ficar lendo comentário, a opinião de pessoas que não fazem ideia da vida dele”, disse Beatriz, muito crítica com o tipo de mensagem que costuma circular nas redes
Motivação para voltar e casamento
Olhando para frente, para a volta ao circuito que deve acontecer somente em 2027, Bia falou um pouco sobre a motivação que tem para seguir competindo no tênis. “Independente se eu ser 1 no mundo, 10 ou 60 do mundo, eu amo competir, amo jogar. Eu não tenho vergonha de ter que jogar um future ou um challenger”, disse ela, já preparada para recomeçar de baixo.
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“Eu me formei jogando esses torneios, nunca fui uma pessoa que ganhou convites. Se você olhar a minha trajetória, eu ganhei torneios em todos os níveis”, acrescentou Bia, que deverá voltar a competir com um ranking muito baixo e com limite de eventos para usar o ranking protegido.
Além de pensar no retorno no ano que vem, Bia aproveita o tempo livre para planejar o casamento. “Vai ser na metade do ano que vem. A gente não tem data ainda, mas estamos vendo tudo e estou muito animada. É um processo novo, porque eu também não fazia ideia do quanto de coisas envolvem o casamento, desde a banda até a cor de tudo, então é muito legal”.













Sinceramente não entendo o tanto de inveja e energia negativa de alguns com a Bia. Ela é super simpática e querida por todos do circuito. Espero que ela se recupere e volte a jogar bem, nem precisa voltar a ganhar grandes títulos, mas sim aproveitar o final de carreira que ela merece. Se a Bia acredita quem sou eu pra duvidar.
Bela análise! A final estamos falando de uma ex Top10!
Se o mental tá ruim tem que parar um pouco e recomeçar . Sendo honestos dificilmente voltara a um nível tão alto quanto foi mas pode ser , pois ela mesmo que tem real aonde de aonde pode chegar. Se voltar a competir em bom nível de jogo isso fatalmente se refletirá em ranking.Fato que hoje em dia se vc jogar bem e estiver em um ranking baixo vai subir até que rapidamente pois a diferença de um top 200 para um de ranking 1000 as vezes não é grande.Já vi no masculino um cara ganhar um M15 OU M25 e sair de 900 pra 400. torço por ela
Cada um sabe onde o calo aperta pra si mas, complicado essa mentalidade de “Paguei um preço absurdo para chegar onde cheguei. Meu desgaste mental foi fora da normalidade”…
Será que a Bia teve q “pagar um preço” taaao mais alto doq o de qualquer atleta de um país periférico que chega à elite do tênis? Não acho q faça bem essa mentalidade de se vitimizar e de colocar a culpa de todos os seus problemas e frustrações nos outros, em agentes externos..
Se você desde pequena começa a treinar visando um futuro profissional no tênis, dve ser orientado a saber que será uma vida diferente das demias pessoas e ir vendo se vqi querer fazer esse percurso penoso. Agora ja consolidado esse futuro e tudo que ela já alcançou, Se ela fizer as contas de tudo que foi necessário para chegar lá valeu a pena e muito. Quantas jovens da idade dela conseguiram o patrimônio financeiro que ela alcançou? Todos que se propõe a se aventurar no tênis profissional abrem mão da vida normal e a maioria nem chega lá. Então a meu ver, ela está no lucro. Serve de alerta para essa nova geração de Guto, Naná e Victória que tenham profissonais capacitadas o suficinete para prepará-los e a todo momento desde já sempre perguntem como estão se sentindo e mostrar para eles que a vida profissional é isso e muito mais. Perguntarem se querem ou não porque ao longo do tempo esse querer vai se modificando e só os que querem muito e querem pagar o preço são os que continuam.
Se a vida dela é difícil, imagina pra quem mora na cidade tiradentes e vai trabalhar em Moema…
Exato. So ver a entrevista de outros tenistas brasileiros aqui no site pra ver a diferença de mentalidade.
Penso diferente. O problema está na comparação. Esqueça um atleta e pegue sua profissão. Se voce olhar pro lado, sempre haverá alguém melhor e pior que você. Com os atletas, idem. Por causa disso que essas discussões de GOAT são infinitas e não levam a lugar nenhum, a não ser reforçar o fanatismo de cada um. Se ela comenta que pra ela foi um desgaste acima do normal, então pra ela, Bia, foi um desgaste acima do normal. Mardy Fish teve síndrome do pânico antes de umas oitavas de final no USOpen e nem entrou em quadra. Pra mim, o valor de um depoimento como esse está no fato de uma atleta profissional se colocar numa posição vulnerável, onde o ambiente pede exatamente o oposto, que não se demonstre emoção nem de pistas de suas fragilidades. Você precisa ser muito forte pra se colocar vulnerável. Eu vejo o copo meio cheio nesse caso, ao invés chutar quem tá caído.
Que seja feliz!!!
No programa Pelas Quadras, da ESPN, que foi ao ar ontem, um reportagem cita que Bia sonhar vencer um Gran Slam.
Sonhar é de graça, então, vamos à luta, menina!!!