Nova York (EUA) – A organização do US Open enfim anunciou a premiação para a edição 2026 do último Grand Slam da temporada. O evento, que começa no dia 30 de agosto, terá valores recordes e distribuirá US$ 108 milhões, cerca de R$ 563 milhões. O total representa alta de 20% em relação aos US$ 90 milhões oferecidos no ano passado.
Os campeões de simples masculino e feminino receberão US$ 5,5 milhões cada, maior prêmio individual da história do tênis. Trata-se de um incremento de 10% em comparação aos US$ 5 milhões recebidos por Carlos Alcaraz e Aryna Sabalenka, campeões de 2025.
Os valores também subiram nas demais fases da chave de simples. Os vice-campeões embolsarão US$ 2,8 milhões, enquanto os semifinalistas vão receber um cheque de US$ 1,45 milhão, com os quadrifinalistas amealhando US$ 780 mil.
Também haverá reajuste significativo para quem disputar a primeira rodada. Cada um dos 128 jogadores das chaves masculina e feminina terá garantido pelo menos US$ 140 mil, maior quantia já paga no tênis para uma participação na fase inicial de um torneio.
A divulgação ocorre em meio à pressão dos principais jogadores da ATP e WTA, que cobram uma fatia maior das receitas geradas pelos quatro Grand Slam. Durante a temporada, os atletas chegaram a discutir novos protestos caso não houvesse avanço nas negociações.
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Recentemente, durante a disputa do WTA 1000 de Cincinnati, a norte-americana Jessica Pegula afirmou que os números divulgados pelo US Open poderiam determinar a adoção de outros boicotes. Roland Garros e Wimbledon foram alvos de protestos, com os atletas reduzindo a agenda dedicada aos compromissos com a imprensa.
O US Open terá de longe a maior premiação entre os quatro Grand Slam nesta temporada. Wimbledon já havia reajustado os valores, depois da reclamação pública das principais estrelas, e distribuiu US$ 87,5 milhões. Já o Aberto da Austrália concedeu US$ 75 milhões e Roland Garros, US$ 71,7 milhões. O torneio norte-americano mantém assim a tendência de ser o evento deste porte que mais destina dinheiro aos participantes.
A evolução dos valores em Nova York também chama atenção. Depois de chegar a US$ 75 milhões em 2024 e US$ 90 milhões em 2025, o torneio bate agora na casa de US$ 108 milhões, alta de 44% em apenas dois anos.
Qualificatório e duplas também têm reajuste
Os valores também cresceram no qualificatório e nas duplas. Quem disputar a primeira rodada da fase prévia receberá US$ 32 mil, enquanto a segunda fase pagará US$ 48 mil e a terceira, valendo vaga na chave principal, US$ 66 mil.
Já nas duplas, o título valerá US$ 1 milhão, para ser dividido pela parceria, enquanto os vice-campeões ficam com US$ 500 mil. Os semifinalistas embolsarão US$ 250 mil e os quadrifinalistas, US$ 125 mil.
A premiação será de US$ 80 mil nas oitavas de final e US$ 50 mil na segunda rodada. As equipes eliminadas logo na estreia deixam a competição com US$ 35 mil.
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