Tsonga reitera desejo de comandar a França na Copa Davis

Jo-Wilfried Tsonga (Foto: Grand Prix Auvergne-Rhone-Alpes)

Lyon (França) – Jo-Wilfried Tsonga ainda não desistiu de assumir o comando da França na Copa Davis. Aposentado desde 2022, o ex-número 5 do mundo mantém o interesse no cargo e gostaria de trabalhar com a nova geração de tenistas franceses. O assunto surgiu nesta quinta-feira, durante o ATP 250 de Lyon, torneio de cuja organização faz parte.

“O maior objetivo é chegar à seleção francesa, transmitir aquilo que vivenciei, tentar levar um grupo ao topo e ajudá-lo a evoluir. Eu ficaria muito feliz em receber uma missão como essa”, afirmou Tsonga, em entrevista concedida à imprensa do seu país.

Aos 41 anos, ele admitiu que ainda pensa na possibilidade de comandar a equipe, mas sem tratar o assunto como uma obsessão. “Dizer que sonho com isso é um pouco exagerado, não é algo que me tire o sono. Mas, quando você foi competidor e viveu a Copa Davis, quando teve isso no sangue, é claro que pensa nessa possibilidade. Participei durante toda a minha carreira, sempre estive presente. Seria mais um desafio para mim”, explicou à RMC Sport.

Dono de 18 títulos de simples, incluindo dois Masters 1000, Tsonga tentou assumir a seleção em 2023, após a saída de Sébastien Grosjean, que deixou o posto para trabalhar com Arthur Fils. Na ocasião, a Federação Francesa de Tênis escolheu Paul-Henri Mathieu e apontou possíveis conflitos de interesses relacionados às academias mantidas pelo ex-profissional.

Tsonga não concordou com a justificativa. Em entrevista ao Eurosport no ano passado, questionou os motivos apresentados pela federação e disse que estaria disposto a reduzir suas atividades profissionais caso fosse escolhido. Vice-campeão do Aberto da Austrália de 2008, ele também lembrou que havia defendido a escolha de Yannick Noah como capitão, com quem conquistou a Copa Davis em 2017.

A permanência de Mathieu no cargo passou a ser discutida após a eliminação da França diante do Canadá, em setembro. Richard Gasquet e Lucas Pouille também são apontados como possíveis substitutos, mas ainda não há qualquer definição sobre uma mudança.

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Tsonga, que disputou sua última partida em Roland Garros, em 2022, acredita no potencial dos atuais representantes franceses. “Acho que temos um grupo muito bom, com vários tenistas capazes de evoluir. Todos têm alguma coisa que me faz pensar que poderíamos conseguir algo interessante. É empolgante imaginar que um dia eu poderia estar ao lado deles, tentando ajudá-los a progredir”, destacou.

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