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Tsitsipas: “Faço parte do legado do backhand de uma mão”

Foto: Peter Staples/ATP Tour

Indian Wells (EUA) – A utilização do backhand de uma mão, cada vez menor no circuito, vem sendo debatida ultimamente, principalmente depois que Stefanos Tsitsipas deixou o top 10, fazendo com que nenhum jogador desta faixa de ranking golpeie o revés com uma mão. O grego foi questionado sobre o assunto após sua segunda vitória no Masters 1000 de Indian Wells, defendeu o golpe e seu legado.

“É um golpe complexo de dominar e aperfeiçoar e leva muito tempo para chegar a um ponto em que você desenvolve um backhand incrível como esse, que também é uma arma. Também acho que as pessoas tendem a escolher o backhand com as duas mãos porque é mais fácil porque é menos complexo de aprender e você sempre pode confiar na mão esquerda”, afirmou Tsitsipas.

“Por outro lado, sinto que o backhand de uma mão é o golpe mais bonito do tênis e o mais difícil de aprender, mas tem suas recompensas como criar oportunidades e abrir a quadra. É uma ótima arma em algumas quadras, principalmente as de saibro. Então me parece um belo tiro que, se aperfeiçoado da maneira certa, pode ser uma arma letal para quem se sente confiante com ele”, acrescentou o grego.

Tsitsipas diz defender o legado de um golpe que já foi muito mais utilizado no passado, mas que vem perdendo espaço para o revés com duas mãos, que predomina no circuito atual. “Sinto que faço parte dos jogadores que continuam o legado do backhand de uma mão. Se não fosse por mim, por Grigor (Dimitrov), por Lorenzo (Musetti), por Richard (Gasquet), esse golpe dificilmente seria visto no circuito”.

Para o grego, mesmo que menos pessoas executem o revés com uma mão, ele seguirá vivo no futuro. “É old school, algo que as pessoas antigamente usavam muito mais, mas hoje tem sua modernidade. Acho que mais crianças no futuro praticarão o backhand de uma mão e poderemos ver isso em níveis elevados, mesmo entre os 10 melhores jogadores em breve”, finalizou Tsitsipas.

4 Comentários
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Luciano
Luciano
1 mês atrás

De fato, é o golpe mais lindo do tênis, porém o mais difícil também, como bem disse o Stefanos.

Paulo Mala
Paulo Mala
1 mês atrás
Responder para  Luciano

Concordo. A evolução dos equipamentos deixou o jogo mais rápido, sendo mais difícil de executar um one handed backhand. E o surgimento do Nadal e Djokovic, acabam por inspirar mais jovens a usar o de duas mãos.
Espero que algum deles brilhem no circuito, para manter o legado e inspirar novos tenistas

Elon
Elon
1 mês atrás
Responder para  Luciano

Mas a foto tá estranha….
Pra backhand
O fotógrafo poderia selecionar outra foto.

Paulo A.
Paulo A.
1 mês atrás

Eu penso, e os números e os ranking me dão razão, que esse golpe tornou-se uma vulnerabilidade no tênis atual. Aposto que jamais veremos um líder do ranking com um backhand de um mão. Mesmo um gênio como o Federer tinha no backhand o seu ponto menos forte e era onde os adversários mais atacavam, incomodando-o bastante…

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