Madri (Espanha) – Em sua coluna para o El País, o treinador espanhol Toni Nadal não poderia falar de outro assunto que não a conquista do compatriota Carlos Alcaraz, que no último domingo bateu o italiano Jannik Sinner na final do US Open para levantar sua sexta taça de Grand Slam.
Toni não poupou elogios para o novo número 1 do mundo. “Ele competiu em altíssima velocidade, cometeu pouquíssimos erros e variou o ritmo. Estava próximo da perfeição. Mesmo que Sinner tivesse dado o seu melhor, duvido que conseguiria competir com ele”, avaliou o treinador.
Para ele, o novo campeão do US Open confirmou as expectativas que haviam construído nas últimas duas semanas de competição e “Ele demonstrou ser o jogador em melhor forma no momento. Esta vitória em quatro sets sobre o italiano Jannik Sinner foi, sem dúvida, um marco importante”, observou o espanhol.
O treinador elogiou a mudança de estratégia de Carlos em relação ao último duelo com Jannik, tomando a iniciativa dos pontos e exibindo variedade. “Sua equipe observou atentamente o que aconteceu na final de Wimbledon. Ele é o único jogador agora que faz tudo, e tudo bem”, complementou.











O Alcaraz é um tenista fantástico que teve a virtude da humildade para corrigir os pequenos erros do seu jogo.
A final do US Open foi uma aula de tênis sobre o Sinner. Velocidade, iniciativa dos pontos, variações e o show que encanta a todos.
Perfeito
Vem polêmica, mas acho que se pegar o melhor do Nadal, federer e Djoko, num jogo hipotético, o Alcaraz ganharia com certeza. É o único que faz tudo ótimo, seu jogo não tem furo, ao contrário do Big three.
Menos, bem menos. Já que você entende tanto, aponte os furos no jogo do Big three.os caras dominaram completamente duas décadas de tênis.
Isso é inegável. Para chegar ao nível do big 3 teremos de esperar mais uns 10 ou 15 anos.
Eu não tenho essa convicção não. Pegar um Federer e Djokovic nas melhores fases de grama e hard, Nadal no saibro, seria bem difícil. Sou torcedor declarado do espanhol, mas essas discussões só ficam no campo da diversão. Jamais saberemos. Só digo que enfrentar cada um do big3 nas suas melhores fases nos seus melhores pisos é algo muito muito difícil.
Carlitos GOAT
Perdeu o título da temporada 2023 para Djoko com 36 anos e perdeu ouro olímpico para um Djoko de 37 anos. Agora é só projetar as versões prime do sérvio, as de 2011 e 2015.
O Alcaraz é tudo que o Toni gostaria que o Rafa Nadal fosse, um híbrido da capacidade física do Nadal com a grande habilidade do Federer. É o tenista idealizado perfeito, pode roubar o título de goat do suíço se mantiver a evolução.
O mais massa para nós torcedores dele é que ele uniu carisma, magia/talento e, agora, competitividade/regularidade empunhando a raquete.
O mais incrível é que o mais jovem N 1 de Toda a Era Profissional aos 19 , era imensamente cobrado ainda ano passado, pela ” inconsistência” , mesmo já possuidor de 4 Slam . Tantos fundamentos foram melhorados pelo Big 3 ( Federer trocou raquete e partiu para o Back chapado contra Nadal ) , e precisou Carlitos levar o Sexto Slam ( já havia posto mais peso na raquete e mudado o Toss ) , para finalmente ser reconhecido. Hoje poucos duvidam , que é o que mais se aproxima da genialidade de Federer, caro Júlio. Abs !
Você tem razão, Sérgio. Foi mais sereno na espera. De fato, tive receio que ele se perdesse no personagem do showman. Essa fase ficou para trás. Muitos títulos pela frente e um belíssimo tênis.
Melhor dos melhores
Hã?… e como se rouba algo de alguém que não tem esse algo? Faz me rir!!!
A reverência que Carlos Alcaraz está, merecidamente, recebendo mostra que, no final das contas, o mais importante são os resultados. Se isso não fosse verdade, ele teria recebido reverência igual no AO e em Wimbledon. Como em 2025 não saiu campeão dos grand slams australiano e inglês, o mais reverenciado nessas ocasiões foi Jannik Sinner. A badalação que o espanhol está recebendo tem prazo de validade até o próximo torneio importante que ele disputar. Se ele não for campeão no próximo torneio importante que participar já vão recair dúvidas sobre ele. Geralmente quem não usa os resultados pra fazer avaliações corre o risco de ser incoerente e cair em contradição. Portanto, a grande técnica e capacidade atlética do Alcaraz são apenas os meios que vão ajudá-lo a alcançar os fins (metas/objetivos) que são a conquista de títulos. Tenho certeza de que Alcaraz não quer ficar limitado aos nºs obtidos por Roger Federer na carreira. Aliás, Carlitos já completou o grand slam do saibro, coisa que o Federer nunca conseguiu. Parabéns ao Alcaraz pelos grandes resultados que já conseguiu na carreira com 22 anos e 4 meses de idade. Se mantiver o ritmo, tornar-se-á o maior tenista de todos os tempos. Uma das características do fanatismo é a ausência de senso crítico. E isso foi demonstrado em alguns comentários por aqui.
Pô, tava vendo aqui, amanhã começa a Davis (quero ver Fonseca x Tsip) e a Globo nem isso conseguiu manter? Aquela palhaçada de Caze TV que vai transmitir, é mole?!
PS. Alcaraz perde para o prime Big 3.
Nem precisa o prime. Perdeu para Djoko de 36 e 37 anos. Vejamos: Djoko ganhou 3 slam com 36 anos na temporada 2023 e perdeu apenas WB para Alcaraz. Além disso, o sérvio conquistou a medalha de ouro com 37 anos.
De acordo, Paulo, mas devemos ponderar se Alcaraz sequer chegou no seu prime. Djokovic perdia mais que ganhava para Federer e Nadal no início da carreira e depois reverteu tudo isso à medida que avançou. Alcaraz poderia fazer o mesmo, mas não sei se vai encontrar Djok tanto mais, e mesmo que é bc entrasse a diferença de idade já é enorme. Seja como for, concordo que não dá para cravar que Alcaraz vencesse o big3 no prime, mas Alcaraz nessas derrotas que teve pode-se alegar que não esteja no prime. O mais razoável a se pensar e cogitar é que ganharia umas e perderia outras (prime-to-prime). Abraço!
Alcaraz não estava no prime e Djoko também não. Além disso, Alcaraz já era campeão de slam em 2022 e também venceu em 2023. Lembre-se que Djoko já tinha 36 anos em 2023.
São questões que não podem ser respondidas. Alcaraz tem nível para vencer o Big Three, mas isso é apenas uma hipótese que jamais poderá ser testada. É o mesmo que especular como seria Pelé no futebol atual.
O big 3 ainda não foi alcançado. Há possibilidade? Sim. Mas a possibilidade ainda é teórica. Nadal, Federer e Djokovic não são teorias nem possibilidades. São realidades já concretizadas. Mas vamos enquanto isso admirando os dois grandes do momento, que são o Alcaraz e o Sinner.