Swiatek e Eala trocam elogios e projetam confronto equilibrado

Iga Swiatek (Foto: Joel Marklund/AELTC)

Londres (Inglaterra) – Adversárias na terceira rodada de Wimbledon, Iga Swiatek e Alexandra Eala mostram muito respeito uma pela outra antes do duelo previsto para o próximo sábado. Será o terceiro encontro entre elas no circuito, depois de uma vitória para cada lado na temporada passada, com a filipina vencendo em Miami e a polonesa no saibro de Madri.

Atual campeã de Wimbledon, Swiatek prega respeito à jovem filipina de 21 anos e 32ª do ranking. Ainda mais porque Eala tem duas vitórias recentes contra top 10 em quadras de grama, diante de Elena Rybakina e Elina Svitolina na campanha ate a semifinal em Berlim.

“Sei como ela joga, porque já nos enfrentamos, mas não conheço tanto o jogo dela na grama. Ela tem um estilo de jogo difícil de enfrentar, porque não dá muito ritmo. Preciso estar preparada para diferentes golpes e sei será um grande desafio para mim”, disse a polonesa na coletiva de imprensa desta quinta-feira.

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A vaga na terceira rodada veio com vitória por 6/1 e 6/3 contra a tcheca Karolina Pliskova em 1h10 de partida. Foi um jogo muito mais sólido para a polonesa, que vinha de um duelo de três sets contra Taylor Towsend na estreia. “Feliz com a forma como eu joguei. Estava mais sólida, focada e consistente durante toda a partida, o que me deixa muito feliz”.

“É difícil comparar as duas partidas, porque são adversárias com estilos de jogo diferentes. Acho que hoje eu tinha mais ritmo, a Taylor joga com mais variações, então as vezes era mais difícil de se ajustar”, acrescentou a jogadora de 25 anos. “Hoje eu também precisava estar atenta às condições, estava ventando muito, mas não cometi tantos erros e soube aproveitar o momento”.

A número 3 do mundo também falou sobre as mudanças que o jogo em quadras de grama teve nos últimos anos. “Acho que a grama mudou. Não é como se apenas as jogadoras que batem reto na bola estivessem vencendo aqui. A bola fica mais tempo no ar depois da execução do golpe e não apenas desliza na quadra como era há dez anos. Então há mais espaço para jogadoras sólidas disputarem longos ralis. Então é uma questão mais minha do que do piso ou das condições, até porque nos últimos meses eu perdi algumas partidas em que estava jogando muito rápido”.

Já para Eala, o histórico vencedor de Swiatek, com seis títulos de Grand Slam, deve ser respeitado. Mas a filipina diz que jogará sem medo. “Será um jogo difícil para mim e tentarei tornar o jogo difícil para ela também. É uma superfície diferente da que jogamos antes, então teremos alguns aspectos diferentes. Mas ela já ganhou Grand Slam no saibro, na grama e na quadra dura… Espero um grande desafio, mas vou enfrentá-la de cabeça erguida”.

A campanha até a terceira rodada em Wimbledon é inédita para as Filipinas. “É incrível poder fazer isso pelo meu país, mas ao mesmo tempo eu me emociono cada vez que consigo uma nova marca, porque também são metas pessoais e que eu e meu time estamos trabalhando muito duro. Os resultados estão aparecendo e significa muito para mim”, afirmou após a vitória sobre a australiana Maya Joint por 3/6, 6/2 e 6/0.

“Eu tive que lutar muito, especialmente depois do primeiro set. Maya começou muito bem. Já esperava um jogo duro, ela vinha de uma vitória incrível contra a Serena, eu assisti, ela lidou muito bem com a situação”, afirmou. “Nós tivemos uma partida insana no ano passado em Eastbourne e eu perdi. Eu chorei muito e não queria assistir nada daquele jogo durante meses, mas evoluí muito ao longo desse ano e posso agora olhar para aquele jogo e sorrir”.

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