PLACAR

Sinner se diz orgulhoso, mas evita euforia

Foto: ITF/Getty Images

Málaga (Espanha) – O italiano Jannik Sinner teve um sábado mágico no piso sintético coberto de Málaga e, com duas atuações brilhantes, ajudou seu time a reverter um duro quadro na semifinal diante da poderosa Sérvia de Novak Djokovic. Ele admitiu estar muito satisfeito com suas vitórias, mas que as pernas andam cansadas e ainda existe a final para jogar diante da Austrália.

“Não sei dizer se foi o jogo da minha vida, mas com certeza foi muito, muito importante”, definiu Sinner sobre a segunda vitória em simples sobre o líder do ranking no espaço de 10 dias. “Esta é uma competição coletiva e você obtém muita energia de seus companheiros, do público, é diferente. Realmente gostei de jogar hoje. Foi uma ótima partida, comecei muito bem e ele elevou o nível no segundo set. No terceiro, tentei segurar meu saque e esperar uma oportunidade, que chegou no 5/5 e eu aproveitei. Obviamente, a vitória foi crucial para a equipe inteira. Fiquei feliz por ainda poder jogar a dupla decisiva e aí jogamos muito bem”.

Sinner detalhou o que se passou nos três match-points salvos. “Foi obviamente um evento muito importante dentro do jogo. Mudamos para bolas novas e eu sabia que, se sacasse bem, poderia ter alguns pontos gratuitos. No 0-40, ele errou um backhand fácil, o que me deu confiança. Depois saquei duas vezes bem. Nessa hora, seu nível de energia e o mental aumentam. E isso ajudou hoje”.

Um jornalista observou que Sinner havia ganhado duas vezes de Djokovic numa mesma tarde. “Isso significa muito. Fizemos um bom plano tático prévio, mas é claro que na hora de jogar é um pouco diferente. Estou orgulhoso de como lidei com a situação”.

O número 4 do mundo diz estar ansioso pela experiência de disputar sua primeira final de Copa Davis. “Será uma grande oportunidade, mas temos de ficar o mais relaxado possível, manter o sorriso e ficar feliz por estar aqui. Isto não é algo que acontece sempre”.

Ele foi lembrado de seu ótimo retrospecto de cinco vitórias sobre Alex de Minaur, seu provável adversário da segunda partida de domingo. “Tenho já muitas horas de jogo, mas não sei se o capitão vai mesmo me convocar”, brincou, jogando a resposta para Filippo Volandri. “Jannik é certamente nosso ponto mais forte, nos dá energia e confiança, é um grande jogador e uma grande pessoa. É isso que eu gosto nele. Sim, provavelmente ele será o número 1 do time amanhã”, sorriu.

Volandri embalou e disse o que espera do time australiano, que deve ter Alex Popyrin como número 1. “São fortes, mas diferentes dos sérvios, talvez mais próximo da Holanda, pois têm força em simples e duplas. Temos de cuidar do nosso jogo e nos concentrar”;

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