Sinner: “O ano está apenas começando e me sinto bem mentalmente”

Jannik Sinner (Foto: ATP Tour)

Indian Wells (EUA) – Ainda sem títulos neste início de temporada e em busca de uma conquista inédita no Masters 1000 de Indian Wells, Jannik Sinner viu o rival Carlos Alcaraz aumentar a distância na disputa pela liderança do ranking com 12 vitórias seguidas em 2026. O italiano, entretanto, diz que não se abala com as derrotas recentes no Australian Open e no ATP 250 de Doha, ciente de que há muito pela frente.

“O início da temporada foi bom. Fiz semifinal na Austrália e, em Doha, aconteceu o que aconteceu, mas estou muito feliz com o momento mental que estou vivendo”, afirmou o número 2 do mundo. “O ano está apenas começando. Temos torneios importantes antes da temporada de saibro e quero extrair o máximo do meu potencial”.

Em Doha, o italiano já havia demonstrado serenidade ao analisar a derrota para Jakub Mensik, destacando o alto nível do rival no saque e reforçando que “não houve nenhum desastre”. Agora, o jogador de 24 anos volta a Indian Wells depois de duas temporadas. Ele não esteve na edição passada, porque cumpria suspensão por seu caso de doping e já foi duas vezes semifinalista do torneio, em 2023 e 2024. Sua estreia será contra o vencedor entre o australiano James Duckworth e um tenista vindo do quali.

Sinner disse que a preparação tem sido intensa. “Está indo muito bem. É um lugar especial para mim. Ter ficado fora no ano passado torna tudo ainda mais significativo”, comentou. “Foi uma semana de treinos muito dura, passamos muitas horas em quadra. Estou muito satisfeito com a forma como estou me sentindo”.

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O número 2 do mundo também revelou ajustes no jogo para a sequência da temporada. “Estamos sempre tentando evoluir. Quero ser um pouco mais agressivo em alguns momentos do fundo de quadra. Vamos ver como isso funciona durante o torneio”.

Questionado sobre o impacto dos recentes conflitos no Oriente Médio, e que afetaram jogadores que estavam em Dubai e tiveram dificuldades para viajar, o ex-líder do ranking adotou tom ponderado. “Há coisas que simplesmente não podemos controlar, e essa é uma delas. Acredito que a ATP esteja fazendo o melhor possível para garantir segurança a todos”, disse. “Espero que todos estejam bem e possam viajar ou voltar para casa. Ao mesmo tempo, a gente percebe que existem coisas muito mais importantes na vida do que o tênis”.

Fora das quadras, Sinner destacou a importância de manter equilíbrio em meio à rotina intensa do circuito. “O mais importante é ter boas pessoas ao meu redor, isso dá muita estabilidade. Nossa vida pode ser bastante agitada, então às vezes o melhor é ficar em casa e fazer algo tranquilo”, explicou. “Também gosto de jogar golfe, dirigir, jogar videogame… viver um pouco a vida de um jovem de 24 anos. Esses momentos são raros, porque faço muitos sacrifícios para estar onde estou, mas é fundamental ter esse equilíbrio”.

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Wanderson
Wanderson
13 dias atrás

A derrota pra djokovic infelizmente abalou a confiança dele, aposto que ele esperava surrar djokovic como vinha fazendo…

Paulo Almeida
Paulo Almeida
13 dias atrás
Responder para  Wanderson

Perder para o GOAT é muito duro mesmo, como já disse. Já Djoko surrava tanto o Federer que uma ou outra derrota pontual nem o incomodava.

leonardo sanders
leonardo sanders
12 dias atrás
Responder para  Paulo Almeida

Tua resposta tava muito boa.. Até a parte que disse que Djoko surrava o Federer.. ai você despencou na narrativa.

Paulo Almeida
Paulo Almeida
12 dias atrás
Responder para  leonardo sanders

É muito simples: foram 10 anos de dominância do sérvio impondo 21 derrotas ao suíço, que só teve 10 vitórias. Várias foram em sets diretos ou perdendo só 1.

Em 2014 perdeu finais de Indian Wells, Wimbledon e Finals (w/o); em 2015 perdeu finais de Indian Wells, Roma, Wimbledon, US Open e Finals; em 2016 foi humilhado na semi do AO. Só pra ficar nesses 3 anos.

Marcio
Marcio
12 dias atrás
Responder para  Paulo Almeida

isso acabou Djokovic é passado…. esquece o cara..

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