PLACAR

Siegemund chora ao lembrar da reação da torcida

Foto: Garrett Ellwood/USTA

Nova York (EUA) – Derrotada na primeira rodada do US Open pela jovem tenista da casa Coco Gauff de virada, Laura Siegemund não escondeu a frustração com o comportamento de boa parte do público durante a partida. A alemã acabou chorando na entrevista coletiva após o jogo e disse que jamais foi tão maltratada em uma quadra de tênis como na última segunda-feira.

“Eles me trataram como se fosse uma pessoa má. Eu teria aproveitado mais se as pessoas vibrassem quando eu disparasse um grande golpe e me dessem o respeito que eu mereço. Eu tenho 35 anos, já ganhei um bom dinheiro e não devo alcançar mais o meu melhor ranking, pelo menos não em simples, eu sigo jogando por causa das pessoas”, declarou alemã vinda do qualificatório.

“Meu corpo me permite continuar jogando um pouco mais e sei que há fãs lá fora que gostam de uma boa batalha, de quem não desiste. Acho que é a primeira vez que choro na entrevista coletiva. Como tenista você é como se fosse um artista, você tem um dever com as crianças, com as pessoas que compram ingressos e gastam muito dinheiro para isso”, acrescentou Siemund.

Ex-top 30, ela lamentou demais o comportamento dos fãs. “No fim do dia, vou para casa e posso dizer a mim mesma que fiz um grande trabalho. Mas eu recebi alguma coisa por ter feito isso? Talvez não seja zero, mas sinto como se fosse zero. Pode ser até menos do que zero, porque me trataram muito mal, me trataram como se fosse uma trapaceira e estivesse buscando maneiras traiçoeiras de vencer a partida”.

A questão da germânica com o público se deu principalmente porque ela foi ao vestiário logo depois que Gauff fechou o segundo set, levando mais tarde uma advertência por violar o relógio de saque. Há quem quebra raquetes, grita em quadra e faça gestos negativos para o público, mas eu não fiz isso em momento algum da partida, apesar da grande tensão que havia lá. Eu apenas fui devagar, tomei penalização por isso e tudo bem”, finalizou.

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