Sabalenka sobre torneios obrigatórios: “É demais, precisamos diminuir.”

Aryna Sabalenka (Foto: Tom Brenner/Wick Photography)

Indian Wells (EUA) – Nesta semana que passou, em uma entrevista coletiva, Aryna Sabalenka foi perguntada se estava satisfeita com o calendário feminino, diante do fato que existe um novo conselho de planejamento de torneios, presidido por Jessica Pegula, para analisar o assunto. A bielorrussa foi questionada se ela mudaria alguma coisa nele, lembrando que a número 1 do mundo já perdeu alguns milhares de dólares por preferir se ausentar de alguns WTA 1000, que são obrigatórios para as jogadoras que preencham os requisitos.

“É uma pergunta difícil. Pessoalmente, eu não teria nenhum torneio em fevereiro, depois do Aberto da Austrália, mas, sabe, agendar torneios é algo muito complicado. Eu simplesmente eliminaria essa obrigatoriedade, porque se você vai longe em um torneio, fisicamente não é bom para a saúde ter que jogar outro só porque é obrigatório. Eu eliminaria essa obrigatoriedade e deixaria a jogadora escolher onde quer competir”, opinou a agora campeã de Indian Wells.

“Se você vai longe no Aberto da Austrália, é muito cedo para jogar a temporada do Oriente Médio. Então, acho que essa situação de obrigatoriedade é demais, precisamos diminuir esse número. É demais.”

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No início do ano, em Brisbane, Austrália, Sabalenka já havia comentado o assunto. “A temporada é insana e isso não é bom para nenhuma de nós. Vemos muitas jogadoras se machucando, as bolas são bastante pesadas, então é muita coisa, muito sofrimento para todas nós”, afirmou na ocasião.

Conforme TenisBrasil havia explicado na reportagem, “no calendário atual da WTA, existem dez torneios de nível 1000, sendo sete deles com duas semanas de duração: Indian Wells, Miami, Madri, Roma, Canadá, Cincinnati e Pequim, além de outros três com uma semana: Doha, Dubai e Wuhan. Qualquer jogadora que entra diretamente na chave por ranking precisa disputar esses torneios para não ser penalizada.” Neste ano, Sabalenka ficou de fora dos torneios de Doha e Dubai, na primeira quinzena de fevereiro, período em que curtiu férias nas Maldivas e no Brasil.

Sabalenka critica calendário lotado e considera pular torneios

 

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Andre Borges
Andre Borges
1 mês atrás

Sempre a mesma ladainha…. todos sem exceção jogariam 365 exibições no ano se pudessem. Eu sinceramente não acho que um calendario obrigatorio de 31 semanas anuais (isso se vc vencer os 21 torneios obrigatorios) seja um absurdo, até porque nem sempre voce chega até a final, pode pular por questoes médicas etc… então acabi vendo mais como uma tentativa de abrir espaço pra uma Batalha dos Sexos bem mais lucrativa $$$ do que um WTA500

Paulo A.
Paulo A.
1 mês atrás

Ganham milhões de dólares em poucas horas e são muito mimadas e reclamonas! As precursoras jogavam por 1 dólar simbólico e davam graças a Deus!

Carlos Alberto Ribeiro da Silv
Carlos Alberto Ribeiro da Silv
1 mês atrás

Acho que ninguém melhor que as próprias jogadoras pra saber o que é melhor pra elas. E o raciocínio tem que ser sempre pensando no longo prazo. O esporte de alto rendimento pode trazer sequelas para atletas após a sua aposentadoria. Então, cada um(a) deve analisar a sua situação individualmente. No caso das mulheres, tem que ser levado em conta a questão da maternidade. Muitas podem querer ser mãe em algum momento da vida e por isso precisam se cuidar para estarem saudáveis tanto no final da carreira quanto após a aposentadoria.

Renato dos santos Pachecocong
Renato dos santos Pachecocong
1 mês atrás

O calendário é puxado msm. Com exceção de Monte Carlo, a chave dos masters aumentaram.

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