Mérida segue passos de Sinner e Alcaraz e decide Umag contra Dzumhur

Daniel Mérida (Foto: Croatia Open Umag)

Umag (Croácia) – O jovem Daniel Mérida deu outro passo em sua rápida ascensão no circuito e vai disputar a final do ATP 250 de Umag contra o bósnio Damir Dzumhur, em duelo inédito. Nesta sexta-feira, o espanhol derrotou o argentino Roman Burruchaga em sets diretos, com parciais de 6/4 e 6/2, após 1h21 de partida.

Já o experiente Dzumhur superou mais uma batalha para voltar a uma final de ATP depois de oito anos. O atleta de 34 anos eliminou de virada o canhoto eslovaco Alex Molcan com placar final de 3/6, 6/3 e 6/3, em 2h44 de batalha. Nas quartas, ele havia vencido o italiano Matteo Arnaldi por 7/6 (7-5), 6/7 (4-7) e 7/6 (7-4), em 3h42, com direito à polêmica durante o jogo.

Mérida afirmou estar jogando o melhor tênis de sua carreira. Aos 21 anos e 10 meses, o madrileno disputa apenas seu sétimo torneio de nível ATP e foi vice-campeão no saibro de Bucareste, em abril.

“Estou me sentindo muito bem durante toda a semana. Acho que estou jogando meu melhor tênis, estou muito feliz com meu desempenho aqui e espero dar 100% na final. Alcaraz e Sinner são dois grandes nomes, então fico muito feliz por estar nesse grupo de jogadores”, declarou ainda em quadra.

Com a vaga na final, ele se tornou o terceiro finalista mais jovem em Umag nesta década, atrás apenas do compatriota Carlos Alcaraz (2021 e 2022) e do italiano Jannik Sinner (2021). Alcaraz foi campeão em 2021, enquanto o atual número 1 ergueu o troféu no ano seguinte.

A campanha na Croácia já assegura seu melhor ranking, aparecendo provisoriamente na 71ª colocação, com salto de 11 posições. Ele estreará no top 70 caso conquiste o título.

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Já Dzumhur garantiu a quinta final de ATP da carreira, tendo conquistado três títulos e perdido apenas uma decisão. Curiosamente, esta será a primeira vez que o bósnio disputará uma final na terra batida.

O bósnio parou nas semifinais em Umag na temporada passada e decidiu um ATP pela última vez no 250 de Antalya, em 2018. Com a classificação, ele encerra um jejum de oito anos e 27 dias entre finais, o segundo maior intervalo registrado no circuito desde 2000. Aos 34 anos, também se tornou o quinto finalista mais velho da história do torneio.

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