Ruud: “Tomam decisões sem nos consultar. Sentimos que é hora de reagir”

Foto: Peter Staples/ATP Tour

Nimes (França) – Participando nesta semana de um torneio do Ultimate Tennis Showdown (UTS) no sul da França, o norueguês Casper Ruud falou com a AFP sobre a carta enviada aos organizadores do Grand Slam, solicitando uma distribuição de receita mais favorável.

“Como jogador, não acho que está justo. Se compararmos com outros grandes esportes ao redor do mundo, como NFL, MLB, NBA, eles estão mais próximos do que nós de 50% da receita obtida. “Não acho que chegaremos lá, mas se pudermos chegar mais perto, cada porcentagem ajuda”, comentou Ruud.

Questionado se ele havia assinado a carta, o norueguês disse que não poderia falar muito sobre os detalhes. “Mas é definitivamente uma possibilidade que isso tenha acontecido”, comentou. De acordo com a Associated Press, que teve acesso a uma cópia da carta, o nome de Ruud está entre os assinantes.

Ruud reforça que a diferença entre o que os quatro principais torneios do circuito arrecadam e o que distribuem depois na premiação aos jogadores é o principal ponto da discussão. “Eles são extremamente privilegiados”, afirma o norueguês.

“Você olha para a USTA ou o US Open, eles ganham mais de US$ 500 milhões e pagam de US$ 65 a US$ 70 milhões. Pessoalmente, não acho justo que alguém pague 15% quando. Os jogadores são tão importantes quanto o torneio”, pontuou Ruud, que destacou a falta de diálogo em outros assuntos.

“Nos últimos anos, os Grand Slams decidiram começar os torneios um dia antes, com exceção de Wimbledon, que sempre começa na segunda-feira. A maioria deles toma esse tipo de decisão sem nem mesmo conversar com os jogadores, pedindo suas opiniões. Sentimos que é hora de reagir”, completou.

Na quinta-feira, uma fonte da Federação Francesa de Tênis (FFT) confirmou à AFP que havia recebido tal carta. “Respondemos propondo uma reunião direta, aberta e construtiva, começando no Aberto de Madri, em Roland Garros ou em qualquer outro momento conveniente”, contou a fonte da FFT.

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Realista
Realista
21 horas atrás

Que absurdo propor algo sem o consultar?! Parabéns, ele descobriu a clt. Relação empresa funcionário é assim…
Mas podem ter certeza que tenistas importantes, como o Djokovic, são consultados.

Joselito
Joselito
19 horas atrás
Responder para  Realista

Não é, tanto que montaram o sindicado PTPA.

Realista
Realista
17 horas atrás
Responder para  Joselito

Isso é o que fizeram voce acreditar. Mas montaram por outros objetivos. O Objetivo do Djokobic sempre foi estar em evidência e poder

Joselito
Joselito
15 horas atrás
Responder para  Realista

Há muito tempo ele não está nem aí para o que pensam dele. Não percebestes?

CAIO SEBASTIÃO PEREIRA
CAIO SEBASTIÃO PEREIRA
19 horas atrás
Responder para  Realista

Comparar com clt ???

artur
artur
18 horas atrás
Responder para  Realista

Cara, desculpa, eu concordo com relação à distribuição, mas nao concordo nesse ponto. O torneio não precisa consultar os jogadores para uma mudança nos dias de evento. Quem não se sentir a vontade com isso, é só não jogar. Muito mais efetivo que uma carta, é um protesto por meio de abdicar de jogar o torneio.

Sergio Penedo
Sergio Penedo
18 horas atrás
Responder para  Realista

Rapaz, CLT é uma lei ATRASADA que só existe no Brasil. No 1o mundo, os caras brigam pelo que geram de lucro, e com eles não seria diferente. Quer comparar com um país atrasado como o nosso?

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
18 horas atrás

hahaha tá igual os Ubers e povo da iFood. Só faltava essa.
Bicho é funcionário e quer palpitar!

Última edição 18 horas atrás by Rafael Oliveira
Marcos Roberto Veiga Cabral
Marcos Roberto Veiga Cabral
18 horas atrás

Começo acreditar que o problema deste país está na inveja dos cidadãos que não suportam alguém vencer na vida sendo o melhor no que faz.

Waldenyr Caldas
Waldenyr Caldas
16 horas atrás

Casper Ruud tem muita razão. É um dos poucos tenistas realmente inteligente e que vê criticamente o procedimento da ATP, que tem transformado os tenistas em mera mercadoria a ser colocada à venda. Se é uma relação profissional, não deve haver uma supremacia, não se trata de patrão e empregado, trata-se de um interesse de ambas as partes e, portanto, deve sempre haver consulta sim, para que haja entendimento e harmonia. Parabenizo entusiasticamente Casper Ruud!

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