Itajaí (SC) – O pernambucano João Lucas Reis ainda não conseguiu vitórias em 2026. Depois de se aventurar no qualificatório do Australian Open, ele entrou como sexto cabeça de chave no challenger de nível 75 de Itajaí, mas foi eliminado logo de início pelo espanhol Nicolas Sanchez, com parciais de 6/4 e 6/2.
O veterano Daniel Dutra da Silva demorou para achar o melhor ritmo e assim não passou pelo argentino Juan Manuel la Serna, saído do qualificatório, caindo com o placar de 6/0 e 7/5.
Bem melhor se saiu o gaúcho Eduardo Ribeiro. Convidado da organização, ele superou o também argentino Juan Estevez, mais um qualificado, fechando a partida com 7/5 e 6/2. Sua missão será dura na segunda rodada, já que encara o paraguaio e cabeça 2 Adolfo Vallejo.
Apesar de dominarem numericamente a chave de simples em Itajaí com 11 representantes, o tênis brasileiro terá assim apenas Ribeiro, Igor Marcondes, Thiago Wild e Thiago Monteiro.
E todos eles jogam nesta quarta-feira. Monteiro entra na quadra principal às 15h30 para enfrentar o italiano Franco Agamenone e, às 18 horas, Wild joga contra o argentino Genaro Olivieri. Em seguida, Marcondes desafia o cabeça 1, o boliviano Hugo Dellien. Já Ribeiro joga às 18 horas na quadra 4 contra Vallejo.
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Boa vitória do Eduardo Ribeiro. Daniel já esperava um jogo que poderia cair para qualquer lado, mas achei que seria mais disputado. Reis começou o ano muito mal. Nem tanto pela derrota, mas pela fragilidade apresentada. Temos 4 brasileiros nas oitavas. Nenhum com jogo moleza. Monteiro pega o argentino naturalizado italiano Agamenone, que vem embalado, venceu Challenger semana passada e passou bem pelo peruano Varillas. Jogo aberto pra mim, sem favoritos. Wild pega o argentino Olivieri, que está em momento e ranking parecido com o brasileiro, mas já venceu o Wild 2 vezes. Wild tem mais qualidade, mas pela fase vejo o jogo aberto para os dois lados. Marcondes e Ribeiro são zebras contra os cabeças 1 e 2, respectivamente Dellien e Vallejo. Na torcida para todos avançarem, mas não será fácil
Sexta derrota nos últimos 7 jogos do Joao Reis..
Danielzinho ja no ocaso da carreira nem cabe muitos julgamentos..
E ótima estreia do Ribeiro(mais uma vez fazendo valer um convite recebido), terá poucas chances na proxima rodada pq enfrentará(ao meu ver) o favorito a levantar esse caneco mas, assim como o Marcondes, é um jogador que apesar de ter mas idade me parece com mais possibilidades de se firmar numa zona de ranking pra qualy dos Slams, sobretudo pelo estilo de jogo, com um saque e primeira bola bem mais efetivos doq por exemplo Boscardin/Puccinelli/Reis.. mas, para isso precisará ter mais disposição para encarar o circuito e jogar mais torneios(ano passado só participou de 6 torneios no 1° semestre e 7 no 2°), precisaria jogar no mínimo uns 10 torneios por semestre)
Caro colega Refaelov. Você sempre faz bons comentários. Mas dessa vez vou discordar de você um pouquinho. Acho que qualy de GS para o Eduardo Ribeiro é um pouco demais. Mas se um dia acontecer vou ficar bem contente. O Marcondes acho que tem potencial pra isso. Veremos como ela vai evoluir no ranking esse ano.
Desempenho abaixo da crítica dos BRs jogando em casa até aqui: 1 de 11 BRs apenas conseguindo superar o Qualy; 4 de 11 superando a estreia(sendo q 2 desses 4 passaram em confrontos nacionais); de nove jogos tínhamos 2 confrontos nacionais, 2 jogos com BRs cabeças de chave contra gringos, 2 jogos de gringos cabeças de chave contra BRs e 3 jogos entre BRs e nao cabeças de chave.. ganhar 2 de 7 jogos nesse cenário, jogando em casa.. eh bem decepcionante sim..
Torcer para os q sobraram(sobretudo Monteiro e Wild q sao cabeças de chave) consigam melhorar esse retrospecto ate aqui, na torcida sempre.
Os números são fatos, porém os resultados eram um tanto previsíveis. No quali eram poucos brasileiros bem ranqueados enfrentando em sua maioria TOP500. Somente o Mateus Alves deveria realmente ter furado o quali, qualquer outro seria uma surpresa. Dos 7 jogos contra estrangeiros, perdemos 5. Mas somente duas dessas derrotas podemos chamar de surpresa, sendo a do João Lucas Reis e talvez a do Boscardin. Daniel Silva poderia vencer ou perder, não era favorito. E os Mateus, Pucinelli e Alves, apesar de terem desperdiçados boas oportunidades, perderam para cabeças de chave que eram favoritos. E nas duas vitórias, Wild é uma vitória normal, mas podemos falar que o Eduardo Ribeiro foi um pouco surpresa. Acho que o saldo é negativo de uma vitória, se olharmos o mais provável. É claro que em casa esperamos que jogos que em tese seriam equilibrados caiam para o lado dos brasileiros, mas não foi. E as oitavas não vejo nenhum brasileiro favorito declarado. Mas estaremos na torcida para todos avançarem, apesar das dificuldades
Reis teve um lampejo ano passado mas já voltou ao normal,ou seja, tenista muito fraco, Daniel fazendo hora extra, e parabéns ao Eduardo Ribeiro, que assim como a Pedretti joga pouquíssimos torneios por ano
Assisti o jogo do Daniel Dutra da Silva e posso afirmar…que nível terível de jogo ele apresentou. Erros bizarros, erros de fundamento, erros de tenista em início de carreira. Sei que a comparação é dura e talvez nem cabida, mas vi dezenas de tenistas universitários (que tem pouquissimos anos de tenis) melhores que este camarada que está treinando e jogando a 30 anos.
Entendo as dificuldades de um tenista brasileiro no circuito, a realidade é mais dura, mas com o tempo é para o tenista melhorar e não piorar.
O que me chateia é que não duvido que o Daniel Dutra vai ser técnico quando terminar a carreira e eu fico pensando: Este cara não pode treinar para alto-rendimento, ele deve no máximo treinar tenistas para lazer em clubes recreativos. Depois não entendem porque não não temos tenistas de ponta no circuito.