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Veja o raio-x dos adversários do Brasil na Copa Davis

Foto: Getty Images for ITF

Bolonha (Itália) – A equipe do Brasil conheceu nesta terça-feira os seus três adversários na fase de grupos da Copa Davis, que acontecerá de 10 a 15 de setembro na cidade de Bolonha, na Itália. Sorteado no grupo A, o time nacional terá a companhia dos anfitriões, além de Bélgica e Holanda.

O histórico brasileiro é negativo contra os belgas, com derrotas em todos os quatro confrontos. Já diante da Itália, há um empate por 2 a 2, sendo que os rivais levaram a melhor nas duas mais recentes. Por fim, os holandeses nunca enfrentaram o Brasil na competição e serão uma novidade no caminho da equipe capitaneada por Jaime Oncins.

Restando pouco menos de seis meses para a disputa no piso duro europeu, TenisBrasil separou um raio-x dos três rivais brasileiros na fase de grupos, mostrando o retrospecto de cada seleção e quais as principais armas de cada uma delas.

ITÁLIA
Atual campeã da Davis, a ‘Squadra Azzurra’ deu fim a um jejum de 48 anos desde sua primeira conquista graças ao talento de Jannik Sinner, que, além de ter comandado a equipe ao histórico bicampeonato da competição, vem se destacando também individualmente, com os títulos do Australian Open e do ATP 500 de Roterdã na atual temporada. Engana-se, porém, quem acha que o time se resume ao jogador de 22 anos, já que os italianos vêm fazendo um ótimo trabalho de base e contam hoje com sete representantes no top 100.

Principais jogadores (simples): Jannik Sinner (3º), Lorenzo Musetti (24º), Matteo Arnaldi (38º), Lorenzo Sonego (53º) e Matteo Berrettini (142º)
Principais jogadores (duplas): Andrea Vavassorri (25º) e Simone Bolelli (27º)
Capitão: Filippo Volandri (ex-top 25 de simples)
Retrospecto geral: 269 (177-92)
Retrospecto no Grupo Mundial: 68 (36-32)
Melhor campanha: campeã em 1976 e 2023

Confrontos anteriores contra o Brasil:
1965 – Itália 3×2 Brasil – 2ª rodada (Milão)
1967 – Brasil 3×1 Itália – Semifinal Zonal Europeu (Nápoles)
1992 – Brasil 3×1 Itália – Quartas de final Grupo Mundial (Maceió)
1993 – Itália 4×1 Brasil – 1ª Rodada Grupo Mundial (Modena)

BÉLGICA
Vice-campeões em três oportunidades, a última delas em 2017, os belgas foram à Croácia nas eliminatórias de fevereiro e venceram os donos da casa por 3 a 1, incluindo um triunfo de Zizou Bergs sobre o ex-número 3 do mundo Marin Cilic. A última participação do país na fase de grupos da Davis foi em 2022, perdendo seus três confrontos para Austrália, Alemanha e França.

Principais jogadores (simples): David Goffin (106º), Zizou Bergbs (114º) e Joris De Loore (189º)
Principais jogadores (duplas): Sander Gille (28ºT) e Joran Vliegen (28ºT)
Capitão: Steve Darcis (ex-top 40 de simples)
Retrospecto geral: 203 (103-100)
Retrospecto no Grupo Mundial: 43 (17-26)
Melhor campanha: vice-campeã em 1904, 2015 e 2017

Confrontos anteriores contra o Brasil:
1960 – Bélgica 3×2 Brasil – 2ª rodada Zonal Europeu (Bruxelas)
1993 – Bélgica 3×1 Brasil – Repescagem Grupo Mundial (Bruxelas)
2016 – Bélgica 4×0 Brasil – Playoffs Grupo Mundial (Ostend)
2019 – Bélgica 3×1 Brasil – Repescagem Grupo Mundial (Uberlândia)

HOLANDA
País de menor tradição entre os três adversários do Brasil na fase de grupos, a Holanda nunca disputou sequer uma final de Copa Davis. Sua classificação para a disputa em Bolonha se deu após emocionante triunfo por 3 a 2 sobre a suíça, dentro de casa, com Botic Van Zandschulp superando Marc-Andrea Huesler em três sets no quinto jogo da série.

Principais jogadores (simples): Tallon Griekspoor (26º), Botic van de Zandschulp (77º) e Jesper de Jong (151º)
Principais jogadores (duplas): Wesley Koolhof (4º), Jean-Julien Rojer (17º), Robin Haase (36º) e Matwe Middelkoop (48º)
Capitão: Paul Haarhuis (ex-número 1 de duplas e top 20 em simples)
Retrospecto geral: 179 (83-96)
Retrospecto no Grupo Mundial: 43 (18-25)
Melhor campanha: semifinal em 2001

BRASIL
Classificado para a fase de grupos da Copa Davis pela primeira vez desde que o novo formato da competição entrou em vigor, em 2019, o Brasil garantiu sua vaga com uma contundente vitória diante da Suécia, fora de casa, por 3 a 1. Além de duas semifinais do Grupo Mundial, criado em 1981, a equipe brasileira também chegou a duas decisões do Interzonal, em 1966 e 1971.

Principais jogadores (simples): Thiago Wild (76º), Thiago Monteiro (110º), Felipe Meligeni (134º) e Gustavo Heide (225º)
Principais jogadores (duplas): Rafael Matos (43º), Marcelo Melo (51º), Marcelo Demoliner (82º) e Felipe Meligeni (652º)
Capitão: Jaime Oncins (ex-número 22 de duplas e top 40 em simples)
Retrospecto geral: 169 (94-75)
Retrospecto no Grupo Mundial: 26 (9-17)
Melhor campanha: semifinal em 1992 e 2000

Sorteio da Davis coloca Brasil no mesmo grupo da Itália

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Haroldo Guimarães
Haroldo Guimarães
25 dias atrás

Classificam-se 1 ou 2 por grupo? Se forem 2, podemos brigar com Belgica e Holanda. Força Brasil

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