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Raducanu se sente otimista na volta ao circuito

Emma Raducanu (ASB Classic/ Tim Marshall

Auckland (Nova Zelândia) – Emma Raducanu está se sentindo positiva para o retorno às competições. A britânica recebeu um wild card, estreará contra uma qualifier e, se passar, vai encarar na segunda rodada a vencedora do confronto entre Elina Svitolina, número 2 do mundo, e a ex-número 1 Caroline Wozniacki, duas mães que retornaram ao circuito no ano passado.

​ “Estou ansiosa para jogar torneios e ter essa sensação novamente”, disse Raducanu. “Também estou ansiosa para organizar boas semanas de treinamento. Acho que isso é algo que realmente percebi nos últimos meses – o quanto o seu jogo pode realmente melhorar treinando da maneira certa”, disse. “Estar saudável e consistente é muito importante. Anteriormente, eu estava treinando, mas sempre tive essas pequenas imperfeições. Ao fazer o trabalho fisicamente na quadra, você pode tornar essas coisas menos frequentes. Você está mais preparado para resultados mais consistentes”, acrescentou.

“De certa forma, me sinto renascida”, disse a jogadora de 21 anos aos repórteres no ASB Classic em Auckland, antes de sua primeira partida em mais de oito meses. “Me sinto pronta, me sinto feliz, me sinto animada. No geral, estou me sentindo muito positiva – e mais leve. Acho que durante dois anos após o Aberto dos Estados Unidos, senti talvez um pouco mais de peso sobre meus ombros. Mas agora me sinto completamente renovada.”

Esse fardo foi a conquista do Aberto dos Estados Unidos de 2021, aos 18 anos. É difícil compreender até hoje o que Raducanu conseguiu naquela quinzena, tendo disputado até então apenas seis partidas de WTA e estando no 150º lugar do ranking mundial quando entrou no qualificatório.

Raducanu, nascida em Toronto e representante da Grã-Bretanha, venceu todas as 10 partidas no Centro Nacional de Tênis Billie Jean King – todas em dois sets. Ágil e implacavelmente agressiva, ela foi a primeira qualifier a ganhar um título de Grand Slam de simples na Era Aberta. O sucesso nas quadras logo se converteu em êxito comercial, com a assinatura de contratos de patrocínio de alto valor de milhões e mais de 2 milhões de seguidores no Instagram.

Mas após a conquista do US Open, ela teve desempenhos medianos e não chegou perto de ganhar outro torneio. Depois, vieram as contusões e três cirurgias, que a afastaram das quadras por oito meses.

Raducanu começa a temporada 2024 na 298ª posição no ranking mundial. Sua última aparição em quadra foi uma derrota por 6/2 e 6/1 para Jelena Ostapenko, em Stuttgart, em abril passado.

Houve momentos, admitiu Raducanu, em que ela às vezes desejou não ter ganhado aquele importante título. Em entrevista exclusiva a Courtney Nguyen, da reportagem da WTA, Raducanu falou da fase de reabilitação após três cirurgias – no tornozelo direito e em ambos os punhos.

“Eu usei gesso e aparelho nas mãos e nos pés”, disse Raducanu. “Foi muito difícil fazer qualquer coisa, na verdade. Assim que pude começar a praticar exercícios físicos e tênis novamente, foi muito bom. Passar um tempo livre só me fez apreciar muito mais jogar tênis e movimentar o corpo. Fisicamente me sinto bem. Trabalhei muito na academia. Eu realmente confio no meu corpo agora.”

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Ubiratan (Black)
6 meses atrás

É, mais uma das expectativas para a temporada.
Que não tenha mais as complicações físicas que teve e aí veremos onde vai conseguir se posicionar em competitividade e ranking.

Andre Borges
Andre Borges
6 meses atrás

Mais um ano onde quem pegar essa abilolada na primeira rodada sai de bye.

Carlos Alberto Ribeiro da Silva
Carlos Alberto Ribeiro da Silva
6 meses atrás

A Raducanu não ganhou o US Open 2021 por acaso. Foi campeã porque mostrou qualidade ganhando três jogos do qualificatório e depois mais sete jogos da chave principal, todos em sets diretos. Porém, ela tinha 18 anos e depois de ter sido campeã de slam não suportou a pressão para manter o nível. Vamos ver como ela vai se portar daqui pra frente estando mais experiente e sabendo administrar melhor a pressão. Acredito que ela tem nível de, pelo menos, top 20.

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