Os desafios do tênis profissional para quem vive fora dos grandes centros 

Jogar tênis no Brasil pode ser desafiador. O circuito menor é a base que sustenta o sistema profissional e apenas os atletas no topo vivem exclusivamente do circuito principal.
A maioria dos jogadores brasileiros não compete nesse nível. O sonho é estar no top 100 para garantir a entrada nos Grand Slam e tentar ao menos os qualificatórios dos Masters 1000, mas a presença nos ATP 500 e 250 fica menos difícil.
Fora disso, restam os challenger e os torneios de nível ITF, que são onde a maioria dos jogadores atua, principalmente os brasileiros. A pontuação e a premiação é menor, ainda que os jogadores fiquem em maior evidência, como mostra código de indicação Betano, onde a quantidade de torneios dessas categorias lotam o calendário semanal.
A estrutura do circuito profissional
O cenário é marcado por desafios. O circuito profissional estabeleceu um ranking desde 1973 e os pontos obtidos através de vitórias são a base da classificação. Os pontos obviamente variam conforme a categoria do torneio e a meta sempre é acumular pontos para ter acesso a competições maiores.
Por exemplo, vencer um challenger pode render de 75 a 125 pontos, enquanto um ITF pode render de 15 a 25 pontos. Já quem vence uma primeira rodada de Grand Slam ganha 50 e aí já se nota como a escalada é difícil.
Aqueles que estão fora da elite, ou seja fora do top 100, existem custos fixos constantes, como viagens internacionais, hospedagem, alimentação, inscrição em torneios e outros custos, como treinador, preparador físico e fisioterapeuta.
Com isso, alguns jogadores que não figuram no top 200 sequer possuem lucro anual, já que estão constantemente investimento seu rendimento semanal no calendário seguinte. As premiações de nível ITF sequer chegam a US$ 5 mil para o campeão e portanto os tenistas dependem de patrocínio privado ou apoio familiar para poderem competir de forma minimamente profissional.
A realidade do Brasil
Apesar do esforço em promover torneios profissional, o Brasil não tem hoje tantos torneios challenger quanto a Europa e os Estados Unidos e assim os tenistas nacionais precisam na maior parte do tempo viajar para a América do Sul ou mudar de continente, onde encaram também a questão de moedas muito mais fortes que o real.
A distância aumenta os custos, o que é lógico, e isso impede que a maioria dos jogadores viaje na companhia de seu treinador pessoal, o que sempre é um fator a colocá-lo em inferioridade sobre europeus principalmente.
Apesar da existências de vários projetos projetos privados de treinamento, a transição para o profissional segue complexa. Nem todo o talento juvenil consegue por vezes sustentar uma carreira adulta devido aos custos de viabilização desse sonho.
Ranking e impacto competitivo
A corrida atrás de um bom ranking acaba sendo uma meta dos tenistas profissionais, porque a classificação internacional é a base para a inscrição de todos os torneios que pagam premiação e também interferem diretamente na negociação de contratos de patrocínio. Isso  automaticamente gera um impacto emocional e muitas vezes trava a evolução técnica.
Dentro dessa realidade, o tênis brasileiro precisa investir em torneios de entrada, os de nível ITF, que servem como vitrine e dão impulso às carreiras. Pagam premiações menores, mas a mesmo tempo geram custo muito menor para os jogadores.
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