ONU condena ataques racistas contra Gauff e cobra união

Coco Gauff (Foto: Jimmie48/WTA)

Genebra (Suíça) – A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou neste sábado os ataques racistas sofridos pela norte-americana Coco Gauff durante o WTA 1000 de Pequim. O Escritório de Direitos Humanos da entidade manifestou indignação com as ofensas recebidas pela jovem tenista nas redes sociais e alertou para a discriminação enfrentada por atletas negras.

“As mensagens racistas dirigidas à tenista Coco Gauff nas redes sociais são repugnantes e mostram que atletas negras são alvos específicos de hostilidade e ataques raciais”, afirmou o órgão, comandado pelo alto comissário Volker Türk, em publicação nas redes sociais.

A ONU também pediu uma reação conjunta do mundo esportivo. “Não há lugar no esporte para insultos e ataques racistas ou sexistas. Jogadores, treinadores e entidades esportivas precisam defender quem enfrenta esses ataques, e os torcedores devem combater aqueles que mancham o esporte com racismo e sexismo”, acrescentou.

A polêmica começou na última segunda-feira, durante a vitória de Gauff sobre a chinesa Xinran Sun por 7/5 e 6/1, pelas oitavas de final do torneio. No fim do primeiro set, a norte-americana reclamou de painéis de LED que piscaram durante uma troca de bolas. Após uma revisão por vídeo, a arbitragem determinou a repetição do ponto, provocando uma onda de críticas nas redes sociais.

A atleta de 22 anos denunciou uma grande quantidade de mensagens racistas e negou ter cometido qualquer irregularidade. “Vocês podem não gostar de mim ou discordar do que aconteceu sem serem racistas. A quantidade de comentários e mensagens privadas racistas que recebi nas últimas horas é insana. E, por último, não sou trapaceira nem ladra”, desabafou a bicampeã de Grand Slam.

O episódio também provocou manifestações de apoio das norte-americanas Chris Evert e Martina Navratilova, duas antigas líderes do ranking mundial. Evert destacou que Gauff agiu dentro das regras e lamentou os ataques, enquanto Navratilova classificou a situação como “ridícula”. O treinador Brad Gilbert, que trabalhou com a jovem, também saiu em sua defesa.

A atual número 4 do mundo foi eliminada na quarta-feira pela belga Elise Mertens, por duplo 6/3, e admitiu o desgaste emocional provocado pelos acontecimentos. “Foi meio desgastante, não vou mentir. Eu simplesmente desligo o telefone e sigo em frente”, comentou Gauff, que posteriormente anunciou sua desistência do WTA 1000 de Wuhan, onde defenderia o título, para descansar e se recuperar.

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O caso ocorre em meio à preocupação crescente com a violência virtual no tênis. Um levantamento da WTA e da World Tennis identificou mais de 12 mil publicações e mensagens abusivas direcionadas a jogadores e outros integrantes do circuito em 2025, contra cerca de oito mil no ano anterior. A entidade feminina também condenou os ataques racistas e manifestou apoio à norte-americana.

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Sergio
Sergio
10/10/2026 16:03

Concordo plenamente com a postura da ONU. Não deve haver espaço para o racismo no tênis e nem em nenhum outro esporte.

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