Por Gabe Jaramillo
O tênis continua a evoluir e hoje testemunhamos uma de suas transições mais empolgantes. O jogo moderno é mais rápido, mais físico e mais completo do que nunca. Os jogadores precisam defender, atacar e pensar em alta velocidade. Não há espaço para fraqueza.
Na vanguarda dessa nova era estão Carlos Alcaraz e Jannik Sinner. Sua intensidade, velocidade da bola e espírito competitivo trouxeram uma nova energia ao esporte. Eles revitalizaram o público, proporcionando partidas dinâmicas, imprevisíveis e emocionantes.
Mas a evolução não para por aí.
Um novo nome está surgindo rapidamente: João Fonseca. Um jovem jogador com o que muitos, inclusive eu, consideram o melhor forehand do mundo. Sua capacidade de gerar potência explosiva e ditar o ritmo do jogo indica para onde a próxima geração está caminhando.
Após a era de Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic, a pergunta era quem levaria o esporte adiante. A resposta está aqui. E é empolgante. O tênis não se resume mais a uma única dimensão. Trata-se de desempenho total: velocidade, potência, inteligência e coragem. E com jogadores como Alcaraz, Sinner e agora Fonseca, o futuro do tênis não só está garantido, como é espetacular.
Gabe Jaramillo é um renomado treinador de tênis, empreendedor, escritor e palestrante motivacional de ascendência colombiana/americana. Treinou 11 jogadores que chegaram ao nº 1 do mundo e 27 jogadores top 10, incluindo Agassi, Sharapova, Seles e Nishikori. Atualmente como CEO da RPS Academies, academia multiesportiva na Flórida, Jaramillo continua a inovar. Seu canal Tennis On Demand no YouTube tem mais de 13 milhões de espectadores e seu Instagram soma mais de 220 mil seguidores. Ele é autor de “How to Make Champions”, publicado em inglês, espanhol e mandarim. O site oficial é gabejaramillo.com.











Cada geração (e tecnologia) imprimiu a sua marca. O tênis continua a evoluir, mas esse esporte sempre foi espetacular.
Eu bem sei que “menos é mais”, mas trata-se de uma análise muito rasa. Que não há espaço para fraqueza é uma platitude que diz absolutamente nada. Afinal, quem pode dizer que é forte? O será, mas somente até cometer a próxima fraqueza. Puxa…
Esse esporte é incrível!
Belas palavras ditad por quem sabe muito sobre o assunto
“O jogo moderno é mais rápido, mais físico e mais completo do que nunca.” Desculpe, com todo o respeito, isso não é verdade. Os jogadores são mais velozes e atléticos? Sim. O jogo, em si, é mais rápido? Não! As quadras são muito mais lentas e cheias de atrito, as bolas são mais felpudas e degradam mais cedo, e o jogo vertical é muito menos necessário do que era uns 20 anos atrás. Quase não dá mais para jogar flat, tudo tem que ser na base do spin, e o jogo de rede virou mero detalhe. Só a quase total ausência de jogo de rede, que é fato, já mostra que o jogo de hoje não é “mais completo do que nunca”. O aumento de grandes ralis por partida, que também é fato, coloca em dúvida a afirmação de que o “jogo” em si é mais rápido. Os jogadores correm mais, sem dúvida, é o jogo é mais físico. Mas em muitos aspectos, ficou menos técnico, mais defensivo, horizontal e baseado no contra ataque. É diferente, mas certamente não é mais “completo”. Quem gosta de saque e voleio, por exemplo, está há anos morrendo de inanição.