Nicolas Oliveira conquista primeiro título profissional aos 19 anos

Nicolas Oliveira (Foto: Hugo Rodrigo)

Ribeirão Preto (SP) – Em mais uma final 100% brasileira neste domingo, o carioca Nicolas Oliveira superou o pernambucano José Pereira e ficou com o título do ITF M15 de Ribeirão Preto, torneio disputado nas quadras de saibro do Centro de Formação de Tênis (CFTRP). O jovem tenista de 19 anos marcou as parciais de 6/4, 4/6 e 6/3, após 2h50 de batalha.

Jogando sua primeira final em 15 torneios disputados no circuito profissional, Nicolas levanta um troféu inédito na carreira. Na campanha desta semana, ele precisou passar pelos três principais cabeças de chave do torneio, eliminando o favorito marroquino Reda Bennani na primeira rodada, o terceiro pré-inscrito Joao Victor Loureiro na semifinal e o segundo pré-classificado José Pereira na decisão.

Atualmente o 1.902º colocado no ranking da ATP, com apenas um ponto, Oliveira poderá dar um grande salto na lista do próximo dia 8 de dezembro, quando receberá os 15 pontos do título desta semana em Ribeirão, podendo até entrar para o top 1.000, a depender de outros resultados. Ele tem como melhor marca da carreira a 1.558ª posição de 2024. De quebra, recebe uma premiação de US$ 2.160.

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Mais experiente, José Pereira, de 34 anos, disputou a 34ª final da carreira e a segunda na temporada, repetindo o vice-campeonato de Criciúma há duas semanas. Ex-número 232 do mundo em 2015, ele ocupa hoje o 763º posto na ATP e, com os oito pontos somados em Ribeirão Preto, poderá se reaproximar do top 700 daqui oito dias. Ele recebe um cheque de US$ 1.272.

Festa inédita também nas duplas
Gabriel Schenekenberg e Enzo Lima (Foto: Hugo Rodrigo)

Assim como Nicolas Oliveira nas simples, a chave de duplas também viu dois novos campeões no circuito profissional. Em mais um duelo nacional, o paulista Enzo Lima e o paranaense Gabriel Schenekenberg levaram a melhor sobre mineiro João Victor Loureiro e o baiano Natan Rodrigues, principais favoritos da competição, marcando as parciais de 6/2, 3/6 e 10-6.

Tanto Lima, de 22 anos, quanto Schenekenberg, de 21, celebraram seu primeiro título profissional, sendo que Natan e Loureiro já haviam vencido juntos o ITF de Criciúma há duas semanas. O baiano buscava o quarto troféu da carreira, enquanto o mineiro tentava o oitavo.

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Leonel
Leonel
11 dias atrás

Parabéns ao Nicolas. Tem potencial pra muito mais. Deverá crescer após esse título.

Gusmão
Gusmão
11 dias atrás

Parabéns aos Brasileiros.

Que tenha mais torneios ITF Masculino no Brasil.

Guilherme do E.S. Ribeiro
Guilherme do E.S. Ribeiro
11 dias atrás

Foi uma boa semana para os garotos da geração 2006, com o título do Nicolas Oliveira e a final do João Vitor do Lago na Bolívia. Agora a geração 2006 tem 5 tenistas com finais em torneios profissionais, contando também com João Fonseca, Pedro Rodrigues e Gustavo Ribeiro de Almeida. E tudo ainda no primeiro ano de profissional. Desde a geração 2000 não tínhamos tantos jogadores com finais de torneios profissionais. A geração 2000 tem Thiago Wild, João Lucas Reis, Gilbert Klier, Igor Gimenez e Paulo André Saraiva, a geração 2001 teve apenas 2, Matheus Pucinelli e Mateus Alves, a geração 2002 também apenas 2, Gustavo Heide e Nicolas Zanellato, a geração 2003 também 2, com Pedro Boscardin e João Victor Loureiro, a geração 2004 tem 3 nomes, com João Eduardo Schiessl, Bruno Fernandez e Luis Felipe Miguel, e a geração 2005 tem apenas 1, com Lucas Andrade.

Evandro
Evandro
11 dias atrás

Belíssima informação. Seria excelente esses dados ficarem disponíveis nesse site especializado, assim como os torneios em que essas finais foram disputadas.

Diego
Diego
11 dias atrás

Nicolas começou muito bem a partida,depois deu uma queda,mas conseguiu fechar o primeiro set
Segundo set mesma coisa, mas depois da queda de rendimento não conseguiu fechar o set e perdeu a parcial
3⁰ set ele foi bem superior e levou a partida
Zé Pereira conquistou a antipatia de parte do público ao chamar o local onde estava sendo disputada a partida de lixo,só pq estava em um mau momento no jogo
A organização poderia ter providenciado uma cobertura para o público da partida,pois ficar no sol para assistir a partida é bem complicado e parte do público desistiu de acompanhar

Diego
Diego
11 dias atrás

José Pereira é alagoano de Santana do Ipanema,pelo menos nos lugares que eu vi
A família dele é pernambucana, mas ele nasceu em Alagoas,segundo as fontes que eu achei

Nelson Sakuma
Nelson Sakuma
11 dias atrás
Responder para  Diego

Ele é irmão da Teliana Pereira, e tinha como técnico outro tenista, Renato Pereira, todos radicados em Curitiba. O país deles foi funcionário de uma academia lá em Curitiba, onde os filhos aprenderam a gostar de tênis e se tornaram profissionais com muita dificuldade e garra. O Renato, aliás, tem ou tinha um centro de tênis em Campo Largo, onde treinam ou treinaram muitos juvenis.

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