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“Não tenho R$ 5 mil na conta”, diz número 1 indiano

Sumit Nagal (Foto: Tampere Open)

Nova Déli (Índia) – Atual número 1 indiano, Sumit Nagal revelou a triste realidade da maior parte dos tenistas que competem no circuito. Em entrevista a NDTV, o atleta de 26 anos e atual 159 do mundo contou as dificuldades financeiras que passa para conseguir competir no circuito, cobrando maior apoio das autoridades de seu país.

“Se olhar meu saldo bancário, tenho o que tinha no início do ano. São 900 euros (aproximadamente R$4.700). Recebi um pouco de ajuda do Sr. Prashant Sutar, que está me ajudando com a MAHA Tennis Foundation e Também recebo (salário) mensalmente da IOCL, mas não tenho nenhum grande patrocinador”, disse o indiano.

Em 2022, Nagal travou batalhas fora das quadras quando foi submetido a uma cirurgia no quadril e também contraiu Covid-19 algumas vezes. Isso lhe deu dúvidas se algum dia voltaria às quadras. “Não tenho nada na poupança. Estou apenas empatando. Não posso dizer que vivo uma vida muito boa. Não ganhei nada nos últimos dois anos. Mas estou feliz por pelo menos não estar em situação negativa”.

Treinando duro na Nansel Tennis Academy, na Alemanha, há alguns anos, o indiano teve que passar os primeiros três meses da temporada de 2023 ​​longe de suas instalações favoritas devido a restrições financeiras. Antes de finalmente conseguir financiar a sua estadia na Alemanha, os seus amigos Somdev Devvarman e Christopher Marquis ajudaram-no a manter-se em forma em janeiro e fevereiro.

“Sinto que não tenho apoio, apesar de ser o jogador número um da Índia nos últimos anos. Sou o único jogador a se classificar para Grand Slams, o único jogador a vencer uma partida nas Olimpíadas (Tóquio) e ainda assim o governo não adicionou meu nome ao TOPS”, acrescentou Nagal, que nesta temporada ganhou US$ 89.577 em premiação, dos quais US$ 22.000 por perder na primeira do quali no US Open.

“Falta-nos financiamento, falta-nos o sistema. Se houver um sistema, haverá financiamento. A China tem dinheiro. Somos 1,4 bilhão, podemos igualá-los em talento, mas por que não chegamos a um nível alto? Falta orientação. No tênis, estamos longe de competir no topo”, lamentou Nagal.

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