São Paulo (SP) – Vinda de uma vitória dramática na estreia do SP Open, Nauhany Silva se despediu nas oitavas de final da competição. A jovem paulista de 16 anos foi dominada pela espanhola Kaitlin Quevedo, cabeça 7 do torneio e 105ª do mundo, que marcou as parciais de 6/2 e 6/1 em 1h12 de partida.
Naná foi a única foi a única entre as cinco brasileiras da chave principal do torneio a ter passado pela primeira rodada. Ela havia superado a australiana Astra Sharma na última quarta-feira. O torneio também contou com as experientes Laura Pigossi, Carol Meligeni e Gabriela Cé, além de outra jovem de 16 anos, a potiguar Victória Barros.
Número 7 do ranking mundial juvenil, Naná ocupa a 660ª posição como profissional e tem como melhor marca da carreira o 594º lugar, alcançado em agosto. Como os 30 pontos da edição passada já haviam sido descontados na última segunda-feira, a jovem paulista salta no ranking e pode chegar à 540ª colocação, marca que será a melhor de sua carreira.
Na chave de duplas, Naná jogará ao lado de Victória Barros. As duas atletas da nova geração brasileira estreiam no fim da tarde contra a norte-americana Rasheeda Mcadoo e a australiana Alexandra Osborne, na quadra 1 do Parque Villa Lobos.
Algoz da brasileira, Quevedo foi top 5 no ranking juvenil e enfrenta na próxima rodada a sérvia Teodora Kostovic, de 19 anos e 186ª do ranking, que chega às quartas de final de um WTA pela primeira vez na carreira depois de vencer a letã Darja Semenistaja, cabeça 9 em São Paulo, por 6/4 e 6/1.
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Apesar de ter conseguido uma quebra de serviço logo cedo na partida, Naná voltou a sofrer com a instabilidade no saque. Ela cometeu sete duplas faltas e colocou apenas 51% de primeiros serviços em quadra. Com isso, acabou sofrendo pressão constante e enfrentou dez break-points, permitindo quatro quebras à espanhola.
Quevedo venceu cinco games seguidos no primeiro set e ampliou a vantagem no início da segunda parcial, chegando a liderar por 4/0, num momento de muitos erros não-forçados da jovem paulista. Só então, Naná conseguiu devolver uma das quebras, mas seguia sem conseguir manter o saque. Ela salvou os dois primeiros match-points que enfrentou, um deles numa dupla falta da espanhola, mas não evitou a derrota em sets diretos.












Os reclamões de plantão reclamam que deveria ter mais torneios aqui no Brasil e essa falta de torneios no país é um dos grandes motivos de não termos mais tenistas de qualidade no circuito. Aí, quando organizam um torneio no país, reclamam porque as brasileiras que participam do evento não estão nem no top 100. Lamentável. Tomara que os organizadores, Confederação Brasileira de Tenis e órgãos gorvernamentais ligados a área de esportes não deem ouvidos a esses reclamões porque eles não conseguem perceber que a melhor forma de evoluir é através de intercâmbio com outras jogadoras mais qualificadas. Esse intercâmbio com jogadoras de outros países e a realização de mais torneios dentro do Brasil, além de permitirem o desenvolvimento das jogadoras que estão iniciando no circuito e até das mais experientes, servem também para incentivar pessoas mais novas a iniciar na modalidade e aumenta a probabilidade de aparecer novos talentos no futuro.
E lá se foi a última “moicana” brasileira nos jogos de simples do SP Open. A melhor(ou a menos ruim), das brasileiras, nessa modalidade desse ano, nesse torneio. A valente, e ao mesmo tempo limitada jogadora brasileira Nauhany Silva. Sim, isso mesmo, limitada! Tanto ela quanto a Victória Barros, não são esses fenômenos todos, que muitos ufanistas mais entusiastas apregoam. Cheguei a ter essa esperança, pela Victória treinar em uma das melhores academias do mundo. Mas a cada torneio no tênis profissional, chego mais a conclusão de que estão muito distantes de serem “foras-do-comum”. Nem no juvenil estão conseguindo grandes performances. Afirmo isso com uma certa tristeza, porque esperava mais delas. A idade, como a maioria também apregoa, não deveria ser usada como desculpa. As “extraterrestres”, começam até mais cedo do que isso. Por outro lado, as vejo com um bom potencial nas duplas. Talvez, conquistando alguns trunfos nessa modalidade, lhes deixem com menos pressão, e quem sabe assim elas possam conseguir um pouco mais de sossego, e nos surpreendam nos jogos de simples, mais pra frente.
Ascensão de Elena Rybakina no ranking:
2016/618
2017/452
2018/182
2019/37
2020/19
2021/14
2022/21
2023/4
2024/6
2025/5
2026/1
Atualmente Elena Rybakina está com 27 anos. Em 2016 tinha 17 anos.
16 anos irmão… Que Água vc esta falando ? Sai dessa. Muda sua mentalidade.
Um único jogo, não revela nada.
A sequência de jogos e torneios, é que nos revelará o quão longe Naná irá.
O aprendizado apenas iniciou.
Longo percurso a aguarda.
Tenis pra frente
Não jogou nada. Sinal de.alerta aí. Ficar nervosa tudo bem mas “travada” pode significar medos.
Como não jogou nada? Vários games muito disputados, quebrou a espanhola duas vezes! É deprimente ver pessoas querendo tirar casquinha de uma derrota de tenista juvenil.
Ela tem 16 anos e está jogando um torneio profissional. Mesmo que tenha ficado travada, faz parte do amadurecimento e da transição do juvenil para o profissional. Que nesse caso, está bem precoce.
Faz parte do processo. Naná continua sendo a primeira tenista 2010 do mundo a ganhar partida em torneio WTA. Apenas duas tenistas da idade dela fizeram isso.
Naná fica nitidamente muito nervosa, o que é normal pra uma garota de 16 anos jogando torneio WTA dentre adultas profissionais e mesmo assim consegue vencer e fazer coisas incríveis.
Imagina quando dominar os nervos e conseguir jogar mais solta. O céu é o limite. Dale Naná.
A carga emocional é muito grande para estas jovens do Brasil. Em outros países ela seria basicamente mais uma jovem promissora.
Concordo. A Andreeva e Gauff por exemplo entraram no topo ainda bastante jovens e seguram o rojão o suficiente pra terem consistência e ficarem no topo. Torço que Naná perca o nervosismo acentuado e a pressa de fazer o ponto em toda bola. Hoje parecia um tiroteio sem alvo. Terrível.
Acho que você não entendeu o comentário do Ronildo. Nos Estados Unidos e na Rússia, Coco Gauff e Andreeva são apenas mais uma, dentre dezenas de tenistas que se destacam em cada país. Já o Brasil é carente de ídolos, então quando surge um adolescente talentoso, o nível de pressão e exigência é absurdo. Não basta a Naná entrar no ranking profissional aos 14, ser campeã de torneio profissional aos 15, ganhar partida em torneio WTA aos 15 anos (a primeira tenista 2010 do mundo fazer isso). Ser mais precoce que Sabalenka e Ribakina é pouco. Se não for precoce nível Coco e Mirra, (as mais precoces dos últimos 30 anos) então ela não é boa o suficiente. É esse o nível de expectativa que os brasileiros colocam nos tenistas adolescentes. Com João foi a mesma coisa.
Exatamente assim Roberto!
Nossa, quanto nervosismo da Naná, só confirmou um serviço, tem que cuidar disso urgente
Muito impaciente, brigando com o box, apressada no saque e nos pontos. Será que está se sentindo pressionada, tão jovem e já cheia de patrocínios, é um fator importante mas perigoso…
Com certeza se sente pressionada!
Ela está começando a ser vista como a única esperança do tênis feminino brasileiro e muitos achando que ela será melhor que a Bia ou top 10. Isso gera uma pressão e expectativa absurdas, o que pode botar tudo a perder, infelizmente…
Bom, pra quem n é ufanista era uma derrota bem previsível levando em conta o sufoco que foi passar por uma atleta fora do top 1000 e sem vitórias há 1 ano..
Embora pudéssemos esperar um placar menos implacável.. como eu já disse, muitos aqui já dão como fato consumado q essa menina fará uma carreira no top 100, eu se fosse esses amigos, colocaria as barbas de molho..
Daí não né Rafaelov! Se a Nauhany não jogar no top 100 por um bom período eu desisto completamente do tênis por ter certeza que não entendo de absolutamente nada! A menina tem 16 anos e sustentou um jogo bem nervoso contra outra de 20 anos que está à beira do top 100. A única maneira da Nauhany não entrar no top 100 é se ela desistir do tênis. Se ela continuar se dedicando como está, certamente vai chegar lá. A questão é: quando ela vai entrar no top 100? Ano que vem com 17 anos? Mais provável que seja mais adiante em sua carreira.
Se é cedo pra colocá-la no top 100, não é da mesma forma cedo pra prever que não vai chegar lá? Pra mim o problema não é acertar a previsão, mas sim ficar fazendo previsões.
Ele não disse isso. Ele escreveu que a probabilidade não é 1.
O futuro, como ninguém sabe o que vai acontecer, cada um imagina como lhe convém. Aqueles que arriscam declarar as expectativas que estão tendo diante de determinada jogadora, pelo menos estão assumindo uma posição. Pior é quem fica em cima do muro, querendo causar medo naqueles mais otimistas, sem assumir uma posição. Você acha que ficar na expectativa de que a Naná seja pelo menos top 100 é ser ufanista? A Astra Sharma, adversária vencida pela Naná na rodada anterior estava sem jogar desde janeiro, quando era a 157ª do mundo, e já foi 84ª do mundo em fevereiro/2022. Então, ela não é tão desqualificada assim como você quer fazer entender.
Naná tem futuro. No jogo de hoje, sua pouca experiência fez a diferença, queria dar porrada o tempo todo e a adversária botava mais uma em quadra e Naná errava.
Naná já tem um bom saque, se ficar regular vai ser uma boa arma.
Se continuar nesse ritmo pode chegar nos 18 anos com nível top 200.
Muito sem paciência no fundo da quadra. Ataca em momentos errados e com vários erros não forçados, mas é fundamental participar num torneio desse porte para ganhar experiência
Brasileiras com vida curta na competição…
Temos que cultivar e apoiar nossos juvenis e jovens, como a Naná, a Victória, o Guto, a Maria Eduarda, etc.
Naná se conseguir controlar os nervos tem muito tennis pela frente, por enquanto ainda muito instável.
Era uma derrota previsível, contra uma jogadora mais experiente e melhor rankeada. Faz parte da fase de aprendizados.
Lembrei do Padre Quevedo! Kkkkk. Brincadeiras a parte, uma bela participação da Nahuany, nossa futura top 100, sendo pessimista. Torcer pra imprensa e os torcedores brasileiros não atrapalharem tanto ela.
Tomara q Victoria chegue junto pra dividir o fardo. Bem como o Guto e o Wild chegarem logo pra dividir com Joao.
“Isso non ecsziste”
Para a organização, resta torcer para a Badosa não perder rápido e as duplas nacionais chegarem ao menos até a final, porque senão for assim, será um fracasso de publico.
Numa cidade do tamanho de SP não ter publico para ir ver jogo de top 100, por conta de ausencia de brasileira é de doer…
O problema é exatamente ter só uma top 100 e nenhuma top 50.
Basta ver outros WTA250 em outras cidades com várias top 50.
Se estivessem 3 ou 4 aqui, o público seria melhor.
Ela tem que pensar que já tem 16 aos , vai viver do tênis, tem que se aplicar as competições, ganhar projeção
A organização deveria distribuir ingressos pra escolas. Encher o estádio com criançada animada e ter exposição e esse esporte. Acho sempre ridículo ter assentos vazios em qualquer evento.