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Mouratoglou: “Raducanu precisa de estabilidade ao seu redor”

Foto: Jimmie48/WTA

Londres (Reino Unido) – Com retorno às quadras agendado para a primeira semana de janeiro, na disputa do WTA 250 de Auckland, Emma Raducanu tenta reencontrar o seu melhor tênis. Afinal, desde o título do US Open de 2021, a jovem britânica não conseguiu mais repetir as boas atuações e teve de lidar com diversos problemas físicos. Sem jogar desde abril, ela disputou apenas nove partidas em 2023 e venceu cinco.

Diante de todas as dúvidas que cercam a volta de Raducanu ao circuito, até mesmo o experiente treinador Patrick Mouratoglou deu sua opinião sobre a jogadora de 21 anos e afirmou que ela não será capaz de atingir o máximo de seu potencial se não encontrar estabilidade ao seu redor. O francês acredita que as frequentes mudanças na equipe técnica a machucaram muito e alertou que mudar de projeto a cada três meses não faz sentido.

“Eu sei que Raducanu está de volta, o que é uma ótima notícia para o tênis britânico. Ela sofreu muito, tanto nos resultados quanto com as lesões, mas espero que encontre alguma estabilidade ao seu redor, porque sem estabilidade ela não conseguirá atingir seu potencial e isso seria triste. Esperemos que ela consiga se manter livre de lesões no início da temporada e que possa encontrar alguém que possa ajudá-la a se apaixonar pelo tênis novamente”, disse Mouratoglou à Sky Sports.

O profissional de 53 anos também revelou que não considerou a possibilidade de treinar Raducanu, mas sublinhou que a ex-número 10 do mundo deve depositar confiança no seu próximo técnico. “Não sei. Eu não pensei sobre isso, mas tudo o que posso dizer é que ela está pronta para confiar em alguém? Ela pode confiar em um projeto e acompanhá-lo por tempo suficiente para poder fazer o progresso real que precisa para atingir seu potencial?”, questionou.

“Entendo que não é fácil confiar em alguém, mas é também isso que faz a carreira dos jogadores. Eles têm a capacidade de se apegar às pessoas em quem acreditam, a um projeto em que acreditam e não mudar sempre que há algo errado, porque é uma maratona. Você tem que aceitar que durante uma maratona você tem altos e baixos, e cada vez que você cai um pouco e se livra das pessoas, você não consegue chegar à linha de chegada em um dia”, acrescentou o ex-treinador de Serena Williams, Stefanos Tsitsipas e Holger Rune.

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