Szczecin (Polônia) – Ainda não foi desta vez que Thiago Monteiro encerrou o jejum de títulos, que perdura desde 2023. Na final do challenger 125 de Szczecin, o brasileiro sofreu virada do espanhol Nikolas Sanchez Izquierdo, 233º do mundo, com as parciais de 4/6, 6/3 e 7/6 (8-6), após 3h08 de batalha.
O experiente tenista de 32 anos disputou a 18ª final da carreira e buscava o décimo título em um evento de nível challenger. Sua última conquista aconteceu em 2023, em Campinas.
Com a boa campanha no saibro polonês, Monteiro dará grande salto no ranking, subindo provisoriamente para o 223º lugar. Ele iniciou o evento como número 282 do mundo, sendo que sua melhor marca é o 61º lugar, alcançada em outubro de 2022.
Com apenas 21 pontos ainda a defender em 2026, o brasileiro está mais próximo de assegurar vaga para o qualificatório do Aberto da Austrália, em janeiro.
Na próxima semana, Monteiro disputará o challenger 75 de Gênova, no saibro italiano. O cearense estreia contra o alemão de 19 anos Mika Petkovic, 449º do ranking. Em caso de triunfo, encara quem passar do embate entre os anfitriões Raul Brancaccio e Filippo Romano.
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O canhoto demonstra reação na temporada, depois de sofrer uma lesão muscular no final de março, durante o challenger de São Paulo. Até então, ele tinha como melhores campanhas em 2026 as semifinais em Brasília e Santiago, ambos de nível 75.
Monteiro luta e salva match-points
A partida toda foi marcada por intensas trocas de bola e muita correria dos dois lados. Monteiro mostrou novamente um backhand firme e se saiu muito bem no primeiro set. Sanchez, no entanto, começou a aproveitar melhor o forehand ofensivo e, com bons serviços, conseguiu colocar o brasileiro na defensiva em todo o segundo set e ainda abriu vantagem importante na série decisiva.
Quando sacou para o jogo, no entanto, Sanchez não conseguiu fechar e viu Monteiro batalhar muito. Salvou-se com forehands com muito spin e empurrou a decisão para o tiebreak. Aí fez apenas um bom ponto e passou a cometer muitos erros da base, permitindo 1-6 ao adversário.
Com grande espírito de luta, conseguiu empatar, evitando portanto mais cinco match-points, mas então errou uma bola fácil, dentro do quadrado de saque. O espanhol por fim aproveitou a chance e deu um saque firme que o brasileiro não conseguiu controlar.
Ambos tiveram dificuldades nos games de saque e Monteiro venceu apenas 64% dos pontos disputados com o primeiro serviço. Ele liderou nos winners (36 a 32), mas também cometeu mais erros não forçados, com 45 a 33 no geral, com falhas significativas no tiebreak.










Valeu Monteiro.
A subida no ranking foi boa.
Bola pra frente
Essas falhas na hora de fechar marcam a carreira do Thiago. Me lembro de uma derrota pro Kashanov que ele lutou e teve a bola do jogo na mao e desperdiçou ridiculamente. Essas derrotas impactam na confiança e prendem o sujeito numa fatia de ranking que impedem ele de jogar grandes torneios e subir seu nível.
Thiago sendo Thiago! Nos enche de esperança durante toda a semana, e no final, “morre na praia”, como sempre. E o cara ainda vem dizer que ele “colou” no top 200! Que decadência vive o tênis nacional, a partir de 2002, hein?
Primeiro espanhol campeão desse torneio,ele foi o 11⁰ espanhol a chegar na final,2⁰ seguido (Pablo Lhamas Ruiz ano passado)
Primeiro brasileiro vice nesse torneio e primeiro a chegar na final
Pra quem não vencia três partidas seguidas em chaves principais desde Março é óbvio q foi uma ótima semana, o deixando bem posicionado para terminar 2026 no top 200 e garantir vaga pro qualy do AOpen..
Dito isso, quem como eu assistiu ao vivo grande parte do jogo n deve ter conseguido deixar de se chatear e se entristecer vendo, mais uma vez, o BR travar na hora de ser feliz.
Depois de salvar 2 MP no 10° game, de conseguir devolver a quebra no 4° BP a favor e de levar o jogo a um Tie Break onde está com 1×6 contra, o BR vai conseguindo uma incrível reação, com seus meritos e com o espanhol sentindo, mais uma vez,no momento de fechar o jogo..
Chega ao 5×6 e sobra uma bola morta na altura do T com o BR podendo escolher se atacava ou dava um tapa pro outro lado.. ele “fecha o olho” e enfia a mão na bola q, milagrosamente bate na fita e morre no pé da rede da quadra rival, 6×6 com essa bela colaborada do universo..
Saca para fazer o 7×6 e novamente sobra, essa mesma bola, na altura do T com ene possibilidades de finalizar o ponto, será q aprendeu algo com a fortuna anterior? Não, “fecha o olho” e enfia a mão na bola mais numa vez q, dessa vez, sai por ampla margem não deixando margem para o universo colaborar..
Monteiro abaixa a cabeça e isola a devolução de saque do rival, fim de jogo e.. tenham certeza q não dá pra reclamar da sorte não..
Já disse que esses caras precisam muito contratar uma equipe robusta de psicologia. É uma amarelada atrás da outra
Você resumiu muito bem. Aquele lance do 6×6 foi decisivo, acredito que se ele fizesse a vitória era bem provável. Seguir em frente. Não vai jogar o challenger de Curitiba, vai continuar pela Europa
Assistir aos jogos do Monteiro é sempre certeza de agonia. Vi a devolução da quebra, momento todo dele. No tie, quando tava 1×5, desliguei. Felizmente não vi essa tragédia no final. Era melhor ter tomado 7×1 e boa, vida que segue.