Mensik supera jogo duro e reencontra Shelton nas quartas

Jakub Mensik (Foto: Philippe Montigny/FFT)

Montréal (Canadá) – O tcheco Jakub Mensik precisou trabalhar duro para avançar de forma inédita às quartas de final do Masters 1000 do Canadá. Ele derrotou o holandês Botic van de Zandschulp, 70º do ranking no momento, por 6/4 e 7/5.

Na terça-feira, ele enfrentará pela quarta vez o canhoto norte-americano Ben Shelton, responsável pela queda de João Fonseca mais cedo. Mensik ganhou os dois duelos mais recentes contra o atual campeão do torneio, ambos em 2025, tendo perdido o primeiro deles na temporada anterior.

Com isso, o tcheco de 20 anos atingir as quartas de um Masters 1000 pela quarta vez, repetindo Xangai de 2024 e Miami, onde foi campeão, e Madri de 2025. Ele e Shelton seguem como únicos jogadores a já ter vencido um Masters 1000 ainda de pé em Montréal.

Mensik chega a 19 vitórias na temporada sobre a quadra dura, igualando-se aos líderes Jannik Sinner e Daniil Medvedev. Seu único título sobre a superfície neste ano veio em Auckland.

Semifinalista em Roland Garros em junho, volta provisoriamente para o 15º lugar, mas segue disputando a posição com Learner Tien, que também está nas quartas e está um posto atrás no ranking virtual. Se atingir a semi, tem tudo para retornar ao 12º lugar e igualar sua melhor marca da jovem carreira.

Para manter sua invencibilidade contra top 50 neste ano – soma agora 14 -, Mensik precisou se manter firme no saque contra Zandschulp, a quem nunca havia enfrentado, ao longo do primeiro set. Perdeu apenas oito pontos com o saque e aproveitou uma das duas chances de quebra que teve na batalha de golpes pesados da base.

O experiente holandês calibrou a devolução, subiu a produção com o primeiro serviço e conseguiu a quebra no nono game para esticar o jogo ao set decisivo. Mas falhou na hora mais importante, perdeu a confiança e viu Mensik subir novamente de nível para liquidar a partida.

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Tomé
Tomé
4 horas atrás

Os três, Jodar, Mensik e Tien, estão, cada um no seu próprio ritmo, evoluindo mais do que o João neste momento. Não é questão de ranking. É questão de maturidade e solidez em quadra. Oscilam menos e estão menos previsíveis.

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