Fonseca mais uma vez perde para Shelton e cai nas oitavas

João Fonseca (Foto: National Bank Open)

Montréal (Canadá) – Assim como aconteceu em Munique, em abril deste ano, o carioca João Fonseca não conseguiu passar pelo norte-americano Ben Shelton e acabou se despedindo o Masters 1000 de Montréal nas oitavas de final, com uma derrota com parciais de 6/3 e 7/6 (7-3), depois de 1h48 de jogo.

Principal favorito nas oitavas de final no torneio canadense, o canhoto norte-americano de 23 anos segue firme na competição e espera agora pela última partida do dia para saber quem será seu próximo oponente, o holandês Botic van de Zandschulp ou o tcheco Jakub Mensik, cabeça de chave número 13.

Será a sétima aparição de Shelton nas quartas de um Masters 1000, a primeira desde Paris, em outubro do ano passado. Atual campeão no Canadá, ele acumula nove vitórias seguidas na competição e chegou à 30ª na atual temporada, se tornando o décimo a alcançar tal marca em 2026.

Outros dois norte-americanos já superaram a marca de três dezenas de vitórias no ano, Tommy Paul (33) e Frances Tiafoe (32). Os recordistas de triunfos na atual temporada são o italiano Jannik Sinner e o alemão Alexander Zverev, ambos com 44.

Vantagem desperdiçada nos 2 sets

Fonseca segurou bem o saque de Shelton no primeiro game da partida e anotou quebra com um winner de direita na paralela, mas logo em seguida o carioca acabou jogando muito com o segundo serviço e levou o break de volta. O carioca teve nova chance no quinto game, mas não aproveitou e pagou caro depois.

No oitavo game, mais uma vez o brasileiro teve trabalho com o saque e encarou uma disputa mais longa. Após salvar um break-point, ele se viu ameaçado mais uma vez e Shelton não deixou passar a segunda chance, anotou a quebra e em seguida confirmou de zero para abrir 1 a 0 no placar.

O carioca esteve afiado no começo da segunda parcial e venceu os três primeiros games, mas não manteve o ritmo até o fim. Shelton devolveu a quebra no quinto game e teve uma chance de saltar à frente no 11º, quando Fonseca salvou mais um break-point e levou a definição para o tiebreak.

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Shelton começou o desempate com muita intensidade e assim venceu os três primeiros pontos da disputa. Muito firme com o saque, ele administrou bem a vantagem e impôs a Fonseca sua sétima derrota em nove partidas contra rivais do top 10.

Saque e consistência fazem diferença

A segunda vitória de Shelton em dois jogos contra Fonseca se construiu muito em função de seu melhor desempenho com o saque e da maior consistência. Apesar das quebras no começo dos dois sets, o norte-americano teve 75% de aproveitamento com o serviço, contra 57% do carioca.

O canhoto também esteve mais calibrado, não somente anotou 11 bolas vencedoras a mais (26 a 15), como também cometeu menos erros não forçados, fechando o jogo com 26 contra 32 de Fonseca.

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JOSE PEDRO
JOSE PEDRO
8 horas atrás

A impressão que passa é que o jogo do João não encaixa com o do Shelton.

Marcos
Marcos
9 horas atrás

Ganhou quem sacou melhor, simples assim, o João jogou muito com o segundo saque, e essa quadra não perdoa..

André
André
9 horas atrás

Jogo decidido nos detalhes , mais um bom torneio do João . Deveria jogar mais Atps 250 e 500 .

Alê Dantas
Alê Dantas
9 horas atrás

Infelizmente creio que vai viver apenas de brilharecos e não se fixará entre os tops. Pena.

Carver
Carver
9 horas atrás
Responder para  Alê Dantas

É sério que você vai cravar essa? Por conta da oscilação natural de um moleque de 19 anos? Nessa idade o Guga era 120 do mundo e tava perdendo em primeira rodada de torneio challenger. Bom pra ele que não existia internet…

Davi Silva
Davi Silva
9 horas atrás
Responder para  Alê Dantas

Não dá para saber disso aindaz ele é muito novo, tem um calendário insanamente enxuto, só se ele tiver algum problema físico crônico não vai conseguir entrar no top 10, agora para fixar vai depender de consistência técnica e física, que claramente ele ainda não tem.

Nigel Mansell
Nigel Mansell
10 horas atrás

Eu já disse ano passado. Fonseca é um ótimo top30 e continuará sendo por enquanto. Deveria jogar torneios menores como fazem os outros do nível dele. Ele não é Djokovic, um idoso em fim de carreira, para escolher só os torneios maiores. Se intercalasse com torneios menores, pegaria ritmo, chegaria a top10 com mais facilidade, ganharia títulos. Shelton jogou um torneio menor antes do masters de Montreal. João perdeu,
não pegou ritmo porque não foi tão longe, vai para Cincinatti, provavelmente vai perder no terceiro jogo também, vai ficando frustrado. Vou ficar feliz quando eu ver ele ganhar uns 2 ou 3 ATPs 250 por ano. Tem bola pra isso, mas não ganha porque não joga.

Mister.M
Mister.M
5 horas atrás
Responder para  Nigel Mansell

Exatamente!
E é preciso sentir o gosto de erguer uma taça, ainda que de ATP250.
Ganhar exibição não é a mesma coisa de torneio oficial.

Thiago Berbel
Thiago Berbel
10 horas atrás

Uma derrota aceitável, perdeu hoje pro principal favorito do torneio. Vida que segue. Importante é aprender com as derrotas, manter-se sempre próximo do top30 até o final da temporada e evoluir sempre. E acima de tudo ignorar a torcida imediatista!!!

Edu Martins
Edu Martins
10 horas atrás

Não é a primeira vez que posto aqui e meu comentário não aparece, cliquei em “Publicar Comentário” e a tela subiu mostrando o “Awaiting for approval”, e não escrevi nada comprometedor, talvez o volume (escrevi pouco depois da partida) que ficou parado aguardando entrar pode tê-lo engolido, o robô (?!) se perdeu…

Última edição 10 horas atrás by Edu Martins
Marcia Dalcim
Editor
10 horas atrás
Responder para  Edu Martins

Bom dia. Verificamos comentários pendentes e não localizamos o seu. Pode dizer quando foi postado?

Edu Martins
Edu Martins
9 horas atrás
Responder para  Marcia Dalcim

Logo após ter saído esta reportagem ontem as 21h registro acima, postei por volta das 22h mais ou menos acho, mas tudo certo, só quis relatar pra alguma eventualidade futura, pois já vi tbém algum outro relatando o mesmo caso em outra reportagem passada, muito obrigado pelo retorno!

Última edição 9 horas atrás by Edu Martins
Andre Borges
Andre Borges
10 horas atrás
Responder para  Edu Martins

Dependendo de quem está na moderação não aprovam determinados comentarios ou deixam pra aprovar por ultimo quando a noticia já está velha… nao há um critério

José Nilton Dalcim
Admin
9 horas atrás
Responder para  Andre Borges

Caro leitor. Suas críticas ofensivas à redação estão passando do limite (obviamente foram editadas porque aqui não se admite comentários ofensivos). Críticas são bem-vindas, mas ofensas, não. Não nos force a bloquear definitivamente seus comentários. Contamos novamente com sua ponderação ao se comunicar com os outros leitores assim como aos profissionais deste site.

Paulo H
Paulo H
11 horas atrás

Treino é treino e jogo é jogo, mas o garoto tem somente 19 anos… (contém ironia)

HECTOR
HECTOR
9 horas atrás
Responder para  Paulo H

20 em poucos dias

Renascido
Renascido
12 horas atrás

Não é uma corrida de 100 metros. A carreira do tenista é uma maratona. Por enquanto, João está um pouco atrás dos seus concorrentes diretos da nova geração, mas o tempo é o senhor da razão e dará a resposta se o planejamento do staff foi acertado ou não…

Davi Silva
Davi Silva
11 horas atrás
Responder para  Renascido

A única coisa que eu não entendo é esse calendário do João, se ele precisa de ritmo para melhorar a consistência física e técnica, não tem sentido ter um calendário tão enxuto, tomará que eu esteja errado e daqui uns dois a três anos ele consiga Slam e número, mas com esse planejamento nada ortodoxo, tem tudo para dar errado.

Fernando Romero
Fernando Romero
11 horas atrás
Responder para  Davi Silva

O Fonseca já falou claramente sobre o problema físico crônico nas costas, dai o calendário tão enxuto, eu acho. Ele provavelmente não suportaria uma carga maior. Então fica a escolha: torneios 500/1000 ou 125/250. Se não é possível jogar tudo, pelo ranking dele é melhor ir pras cabeças e jogar só os 500/1000.

Refaelov
Refaelov
10 horas atrás
Responder para  Fernando Romero

Negativo, em nenhum momento foi falado: temos um problema X q limita o jogador a tantos jogos por ano..

Drapper, Fils, Musseti, Korda, todos esses nao vem conseguindo sequencias de torneios por problemas clínicos claramente divulgados..

Carver
Carver
10 horas atrás
Responder para  Davi Silva

Pessoal tá exagerando nessa do calendário. Fonseca perdeu 4 torneios no ano por lesão ou desconforto físico, não por escolha da equipe. O Jodar só jogou dois torneios a mais que ele, sendo um deles um challenger. Não vi ninguém falando de “escolha de calendário” quando o espanhol pulou de Roland Garros direto pra Wimbledon, enquanto o João se dedicava à gira de grama (ele só se retirou de Eastbourne porque sentiu o ombro). Agora, existe sim uma óbvia cautela física com o João por parte da equipe. Ele não me parece zerado fisicamente. O desempenho no saque ontem foi um grande sinal amarelo…

Davi Silva
Davi Silva
9 horas atrás
Responder para  Carver

O Jódar teve lesão clara, o João já disse que é por escolha que ele volta ao Rio para treinar, segundo ele, tem um fator mais psicológico do que físico ou técnico, então é escolha kha, ao meu ver uma péssima escolha, porque isso não é nada ortodoxo no circuito, nunca ouvir falar desse calendário enxuto para um jogador em clara ascensão, ainda mais um jovem precisando de ritmo de jogo, ele oscila muito, técnica e fisicamente, então ele tem que jogar mais, não tem como ganhar consistência sem jogar, enfrentar a pressão do calendário

Fernando Veiga
Fernando Veiga
19 horas atrás

Jogar contra um top 10 vce nao pode desperdiçar as oportunidades que aparecem. João hoje está num patamar abaixo do Shelton. Acho que ainda há muito espaço para o João evoluir principalmente no saque e na esquerda. Foi uma derrota frustrante para ele pois o Shelton joga amassando o adversário e quando o game ta ruim acerta varios primeiros saques insanos. Quando vce pensa que entrou no jogo o cara te desestabiliza.
Faz parte da evolução dele; é continuar trabalhando.

Marcos Ribeiro
Marcos Ribeiro
20 horas atrás

Se algum dia o João conseguir reduzir pela metade a média dos seus erros não-forçados (o que é muito improvável), seus sonhos de muito sucesso passam a ter uma mínima chance de se realizarem.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
12 horas atrás
Responder para  Marcos Ribeiro

O grande sabichão tem o dom de prever o futuro? . Sei … Mensik e Tien já aos 20 e próximos aos 21 , vem pra teu governo, no modo ascendente. Muita calma nesta hora, meu caro. Abs !

Maurício Sabbag
Maurício Sabbag
20 horas atrás

Esse ‘topspin’ de ‘forehand’ do Shelton é tipo à lá Nadal. Claro que no do espanhol a bola girava muito mais.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
12 horas atrás
Responder para  Maurício Sabbag

Bota muito mais nisso , meu caro . Shelton já aos 24 , Touro Miura punha aquele Spin demoníaco já aos 19 aninhos…rs. Abs !

Marco Aurelio
Marco Aurelio
20 horas atrás

Caramba, o Jodar está jogando D+++!!!

Já nosso querido João Fonseca precisa de 1 a 2 anos para amadurecer, melhorar o nível físico e mental, acho. Temos que ter paciência e compreensão.

Jodar está muito melhor que Fonseca, atualmente, tenisticamente, fisica e, em especial, mentalmente.

Vamos ver se ele vence Mensik ou Shelton, no Canadá. Claro, ainda tem o Fills pela frente.

Acho que, nessa batida do João, em 2 ou 3 anos, ele estará melhor que o Jodar.

Se o Juan Carlos Ferrero começar a treinar o Jodar, aí já era para o restante…. idem, se começar a treinar o Fonseca.

Espero que o Fonseca permaneça no top 30, até final de dezembro.

Alias, alguém sabe quando ele defende os 500 pontos na Suíça?

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
12 horas atrás
Responder para  Marco Aurelio

Insistes nesta tese . Ferrero não vai treinar nenhum dos 3 garotos. E Carlos Alcaraz foi o fenômeno mais precoce da história do Esporte. Superou Bjorn Borg e Rafa Nadal, com 5 Slam e 8 Masters 1000 , antes dos 23 anos. Abs !

Luiz Otavio
Luiz Otavio
11 horas atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

Concordo contigo Sergio. Quanto Jodar somente demonstra que desconhecemos muito questão tecnica. O Espanhol treinado pelo pai esta ai quase no top 10, e demonstra claramente que se pode ir muito longe sem tecnico de “renome”.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
12 horas atrás
Responder para  Marco Aurelio

Correção; 7 Slam : Bi Wimbledon, Bi RG , Bi USOPEN e AOPEN. Abs !

Juscelino
Juscelino
20 horas atrás

João desperdiçou muitas oportunidades. Pagou caro por isso. Faltou firmeza e tranquilidade. Com o tempo ele irá contornar essas situações.
Jogo que segue.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
11 horas atrás
Responder para  Juscelino

Perfeito, caro Sr Joselito. Abs !

Gui
Gui
21 horas atrás

Ele e vinte trinta do mundo ganhou de um ex top 10 decadente e de um top vinte bom, perdeu de um top 10, normal, para os padroes do tenis brasileiro ele e fora da curva. Mas querem um novo Guga, como queriam que a Bia Haddad fpsse uma nova Maria Ester.

Leo
Leo
12 horas atrás
Responder para  Gui

João podia ter ganho do Shelton se não cometesse tantos erros não forçados. Falta um pouco mais de experiência para vencer essas partidas.

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[…] ele enfrentará pela quarta vez o canhoto norte-americano Ben Shelton, responsável pela queda de João Fonseca mais cedo. Mensik ganhou os dois duelos mais recentes contra o atual campeão do torneio, ambos em […]

Rafassiner
Rafassiner
21 horas atrás

Estão mais calmos agora?

Kario
Kario
22 horas atrás

Eu tinha falado o óbvio, e não deu outra: Sem o primeiro saque, o Bem Shatton ia devorar. Nao deu outra. Percentual de primeiro saque boa parte do torneio.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
11 horas atrás
Responder para  Kario

Não devorou ninguém. JF quebrou duas vezes o Serviço de Shelton e o levou ao Tiebreak do segundo Set . Abs!

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[…] (Canadá) – Mais uma vez derrotado pelo norte-americano Ben Shelton, agora nas oitavas de final do Masters 1000 de Montréal, o carioca João Fonseca saiu bastante frustrado de quadra neste domingo principalmente por ter […]

Matheus Ferreira
Matheus Ferreira
22 horas atrás

Fica claro que precisa continuar melhorando alguns fundamentos se quiser brigar no mínimo pelo top 10,mas pra quem vivia de acompanhar brasileiros em Challengers,poder torcer pelo Fonseca nos grandes torneios é muito gratificante.

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