Doha (Qatar) – Além de seu ótimo desempenho neste início de temporada, com espaço na disputa das quartas de final no WTA 1000 de Doha, Anna Kalinskaya foi destaque por um comentário que fez no podcast russo Championat ao dizer que não treina com mulheres.
É normal que, durante o circuito, atletas adversárias treinem umas com as outras. Mas também não é raro que algumas jogadoras prefiram bater bola com seu próprio parceiro de treino, que são em geral homens.
“Raramente treino com outras meninas. Gosto de estar com a minha equipe para ter o máximo de privacidade entre nós. Treinei com a Cathy McNally uma vez; ela veio e tivemos um ótimo treino juntas. Não só brincamos e fizemos piadas, como também trabalhamos em alguns exercícios, mas admito que foi um pouco estranho”, disse a russa de 27 anos.
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Essa estratégia de Kalinskaya foi estabelecida pela estrela do país e cinco vezes campeã de Grand Slam, Maria Sharapova, que declarava não ter amizades dentro do circuito.
“Gosto de jogar com rapazes e competir contra eles, mesmo que minha treinadora [a argentina Patricia Tarabini] fique me dizendo para me acalmar quando estou nessa situação. Fico um pouco frustrada porque não consigo vencer eles, claro. No fim das contas, eles estão em outro nível. É como quando a Aryna Sabalenka jogou contra o Nick Kyrgios; é muito difícil competir assim”, complementou.
Atual número 28, e forte candidata a compor o top 10, ela disse que suas ambições na carreira podem ser um pouco diferentes do que as de quase todos os tenistas, mesmo sabendo que, hoje em dia, os grandes troféus podem ser uma realidade mais próxima. “A verdade é que nunca sonhei em ganhar um Grand Slam; foco mais em viver o momento. Para mim, jogar no exterior já é fantástico; é uma das melhores coisas da vida de um tenista, a oportunidade que isso te dá de viajar e conhecer novos lugares”, explicou.
“Sempre me senti muito confortável em Moscou, sempre tive tudo o que precisava. De repente, quando recebi meu primeiro salário, foi como um bônus. Nunca pensei nisso, nunca esperei, especialmente aos 16 anos. Agora entendo melhor minhas habilidades e sei como posso melhorar. Vejo que a possibilidade de ganhar um Grand Slam é possível, mesmo que pareça distante”, concluiu Kalinskaya.
Nesta quinta-feira, nas quartas de final de Doha, a russa enfrentará Karolina Muchova. Kalinskaya se destacou no torneio a derrotar Jessica Bouzas, Emma Navarro e Elina Svitolina nas rodadas anteriores.










Ela possui uma técnica mulher, a argentina Patrícia Tarabini, importante ressaltar e valorizar isso.
fantástica. Excelente forma de encarar a vida, sem expectativas exageradas que só fazem tornar tudo mais complexo …. Ela não tem esse desespero para ser ‘a melhor de todas’ (mas é uma das melhores)
Essa tranquilidade que ela tem fica nítida na sua forma de jogar
Vai ver que é por conta desse seu raciocínio( ? ) a respeito de leveza que Kalins kaya nunca jogou nem ganhou grande coisa no circuito, afinal de contas, troféus pesam…
Você não acompanha a Kalinskaya então, ela sofre horrores sempre para fechar as partidas e frequentemente abre largas vantagens e acaba tomando virada…
Será que é por conta de tal opção democrática e preconceituosa que ela nunca jogou nem ganhou grande coisa no circuito? Que kaya então…
que depoimento legal da Kalynskaya. gratidão pelo aquilo que já é (muita coisa). top 30, viajar, ter uma boa remuneração. treinar, batalhar, e deixar acontecer. e pra ela as coisas fluiram. muito em função da disciplina. caracteristica do leste europeu e das ex repúblicas soviéticas. ela é tranqüila. e essa é uma das chaves da felicidade!
Está tranquila, 6 milhões de dólares em premiação com 27 anos, e por ser bonita deve ganhar muito em publicidade. Aproveita a vida fazendo o que gosta.