Barcelona (Espanha) – Campeão do ATP 500 de Barcelona neste domingo, o francês Arthur Fils superou o russo Andrey Rublev por 6/2 e 7/6 (7-2) e encerrou um jejum de 41 anos do país no torneio. Após uma final marcada por altos e baixos — especialmente no momento de fechar o jogo —, o jovem de 21 anos destacou não apenas a conquista, mas o significado de sua retomada após um longo período afastado por lesão.
Em entrevista coletiva, Fils valorizou o peso emocional do título, conquistado depois de quase um ano e meio sem levantar troféus. Segundo ele, o momento representa mais do que uma simples vitória no circuito. “Me sinto bem, muito bem. Como você disse, fazia muito tempo que eu não levantava um troféu. Também fazia muito que eu não estava em quadra, fiquei oito meses fora. Então voltar a esse nível, a esse círculo de vencedores, significa muito”.
Ao analisar a decisão, o francês admitiu dificuldades mentais na hora de fechar a partida, especialmente quando teve a chance de sacar para o título. Ele descreveu o momento como caótico e reconheceu erros de gestão emocional.
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“No 5-3 não pensei muito, foi tudo tão rápido que nem tive tempo. Goran [Ivanisevic] me disse que talvez foi o pior game que ele viu na ATP, e pode ser que ele tenha razão”, contou, antes de completar: “Nessas situações é muito difícil manter a mentalidade porque você começa a pensar que vai ganhar. O melhor é viver o momento, não se adiantar, e acho que aí eu me precipitei”.
Depois do título, Fils fez questão de destacar que ainda vê margem clara de evolução em seu jogo. Mesmo considerando a final como seu melhor desempenho na semana, ele apontou aspectos técnicos a serem ajustados. “Acho que posso ir a mais. Joguei muito bem, mas errei alguns golpes e não saquei como queria. Ainda assim, foi um nível muito alto, provavelmente minha melhor partida da semana”.
Francês não se compara a Alcaraz e Sinner
Ao ser questionado sobre seu nível em comparação com os principais nomes da nova geração, como Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, Fils adotou um discurso cauteloso e realista. “Tenho que ser humilde, seguir meu caminho e focar em melhorar meu ranking. Eles são grandes campeões e agora mesmo não posso me comparar com eles. Talvez um dia, mas agora não”.
Por fim, o francês reforçou que o título marca oficialmente sua volta ao mais alto nível competitivo e já projetou a sequência da temporada no saibro europeu. “Significa que voltei. Fazia um ano e meio que não ganhava um título. Voltar e ganhar um torneio assim é muito bom”, afirmou.











Arthur Fils, irmão mais novo do Gael mon Fils. Parabéns ao jovem francês pelo título. A meu ver está com a mentalidade correta. Tem que ser humilde, buscar evolução no seu jogo, incorporar novas habilidades, procurar se fortalecer mental e emocionalmente, aprimorar a parte física, e quem sabe possa chegar perto do nível do Sinner e Alcaraz num futuro próximo.
Pergunta descabida! Não faz sentido hoje comparar o Fils com o sinner e alcaraz! O francês tá muito longe do nível de ambos!
Futuro muito promissor! Apresenta grande competência técnica e tática, golpes bonitos, fibra e beleza física. rs
Feliz por um “parente” ganhar algo, pois é filho do Fonseca.
Sim… bom que o filho vai chegar muito mais longe que o pai…
Basta ver os últimos torneios!
Bonitão!
Lá ele