Indian Wells (EUA) – Diretor do WTA e do Masters de Indian Wells, ambos de nível 1000, o alemão Tommy Haas abordou diversos assuntos pertinentes ao torneio que tem sido apontado como o “quinto Grand Slam” do calendário. Além de destacar a nova geração, o ex-número 2 do ranking mundial explicou a troca da marca de bolas e ponderou sobre as dificuldades de comandar um evento deste porte.
“É fantástico ver a evolução do tênis e perceber que há jovens jogadores que vão continuar fazendo o esporte crescer”, celebrou o agora executivo. “O tênis está vivendo um momento muito interessante, porque há muitos talentos surgindo e pressionando os jogadores já estabelecidos”, salientou.
Haas aproveitou para destacar o brasileiro João Fonseca, de somente 19 anos e atual número 35 do mundo. O carioca fez excelente campanha no evento californiano, ao alcançar a fase de oitavas de final, só parando no italiano Jannik Sinner, vice-líder da ATP, em dois tiebreaks.
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“Partidas de jovens como as do (João) Fonseca criam uma atmosfera única nas arquibancadas”, assegurou. “Os fãs ficam curiosos para ver o que esses jovens podem fazer contra jogadores mais experientes”, prosseguiu.
O alemão também mencionou a filipina Alexandra Eala, sensação do circuito, e que parou nas oitavas diante da tcheca Linda Noskova. “É exatamente isso que queremos em um torneio como Indian Wells: novas histórias e novos talentos aparecendo”, reiterou.
“Quando esses jogadores entram em quadra, o público responde imediatamente e há uma energia diferente. O tênis precisa dessa renovação constante e agora estamos vendo vários nomes surgindo ao mesmo tempo, conseguindo vitórias de peso”, comemorou o diretor.
Haas exalta a importância de Indian Wells e o trabalho duro nos bastidores
“Organizar um torneio como Indian Wells nunca é simples. São muitas peças que precisam funcionar ao mesmo tempo. Há sempre desafios logísticos e muitas decisões que precisam ser tomadas rapidamente durante o evento”, analisou.
Os eventos masculino e feminino normalmente são apontados pelos próprios atletas como o melhor do calendário, por conta de aspectos como infraestrutura e organização, em votação realizada anualmente. “Nosso objetivo é que tudo funcione perfeitamente para jogadores e fãs, mas isso exige muito trabalho nos bastidores”, explicou o diretor.
“Quando se trata de um torneio deste tamanho, qualquer pequeno detalhe pode fazer diferença. E contamos com uma equipe enorme, que trabalha dura para garantir que a experiência seja a melhor possível para todos”, declarou Haas.
Já sobre mudança na marca de bolas utilizadas, assunto que causou polêmica antes mesmo de a competição começar, o executivo foi assertivo. “A troca sempre gera debate entre os jogadores, porque cada detalhe pode influenciar o jogo”, disse.
“Tentamos encontrar o melhor equilíbrio possível para que as condições sejam justas para todos. Sabemos que alguns jogadores preferem determinados tipos de bola, mas precisamos tomar decisões pensando no torneio como um todo”, encerrou. A mudança das bolas da Penn para a Dunlop ainda gera enorme debate tanto no circuito feminino, quanto no masculino.
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Haas era fera. Bom e estiloso. Aliás, pra mim, ao contrário da maioria, ele é o melhor jogador da História a não vencer um Slam, não o Rios.