Indian Wells é o paraíso dos amantes do tênis

Embalados pela `Fonseca Mania` já dá para perceber – pelo menos pela televisão – um maior volume de torcedores brasileiros em Indian Wells. O Miami Open sempre foi o preferido e poderia-se dizer que virou o nosso Grand Slam. Mas agora a concorrência do torneio na Califórnia parece ainda mais forte, disputado num lugar agradável e ideal para os amantes do tênis, um paraíso.

Diferente de Miami, Indian Wells não têm assim tantas atrações. Por isso, a maior concentração dos interesses fica mesmo de olho nas quadras. Não sou muito da noite, mas dá pra dizer que o Coachella Valley carece das opções fartas da Flórida. Há sim alguns bons restaurantes de comida japonesa e passeios pelo deserto. Os hotéis são luxuosos. Um deles chamou minha atenção, pois da calçada até a recepção os hóspedes podem usar uma espécie de gôndola e sentir-se como se estivesse em Veneza, na Itália. Quem quiser pagar menos tem de fugir de Palm Springs e procurar lugares em Indio. É um recanto do Valley onde costumam habitar os imigrantes latinos e não fica muito longe do torneio.

No local onde foi construído o complexo (fruto de um sonho do ex-tenista porto-riquenho, radicado nos Estados Unidos, Charlie Pasarell) é cercado por luxuosos condomínios e lindos campos verdes em pleno deserto. Para mim é o sonho de consumo: golfe pela manhã e tênis à tarde.

O ambiente do torneio é também dos mais agradáveis. Tanto é que já recebeu inúmeras indicações como o preferido dos jogadores. No meu caso, media, é super interessante. Os organizadores não procuram colocar obstáculos e dificultar o trabalho da imprensa. Pelo contrário, há muita facilidade de contato com os maiores astros do esporte, em salões de convívio misto. As quadras de trenos também são abertas. Costumo dizer que muito do que aprendi sobre tênis passou pelas sessões de treinamentos. Dá para entender como é parte da preparação de cada atleta, aprender com as instruções dos treinadores e muitas vezes entender o que aconteceu nos jogos. Por isso fica a dica: sempre arrume um tempo de ver alguns treinos.

Não sei como esse povo todo – que vejo na TV – chegou a Indian Wells. Meu roteiro começava com o desembarque em LAX, aeroporto de Los Angeles. As vezes dormia em um hotel, o Hacienda, no Sepulvida Boulevard. Depois seguia de carro até Indian Wells. É uma viagem longa, de estradas monótonas e este era o motivo de descansar perto do aeroporto antes de dirigir no meio do deserto, com uma claridade de irritar os olhos.

Na minha opinião vale o sacrifício. Indian Wells é um evento para satisfazer o mais exigente torcedor de tênis. E depois de tanto ver a bolinha amarela sendo amassada, eu costumava encontrar minha esposa que frequentava uma feira de fotografia em Las Vegas. Não jogo em casinos, mas a cidade tem muitos dos mais buscados espetáculos da Broadway, NYC. Fica a dica.

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Paulo A.
Paulo A.
1 mês atrás

Faltou falar dos preços proibitivos para a classe média.

lEvI sIlvA
lEvI sIlvA
1 mês atrás
Responder para  Paulo A.

Ultimamente, até pra quem tem uns dólares a mais…afinal, anda meio difícil entrar e mais ainda, ficar na terra do Tio Sam…!!!

Renato
Renato
1 mês atrás

Texto chato e sem cuidar de tênis q é o principal

Jornalista especializado em tênis, com larga participação em diversos órgãos de divulgação, como Grupo Bandeirantes de Comunicações, TV Globo, SporTV e o jornal Estado de S. Paulo. Revela sua experiência com histórias de bastidores dos principais torneios mundiais. Já cobriu mais de 70 Grand Slams: 30 em Roland Garros; 22, no US Open; 18 em Wimbledon; e 5 no Australian Open.
Jornalista especializado em tênis, com larga participação em diversos órgãos de divulgação, como Grupo Bandeirantes de Comunicações, TV Globo, SporTV e o jornal Estado de S. Paulo. Revela sua experiência com histórias de bastidores dos principais torneios mundiais. Já cobriu mais de 70 Grand Slams: 30 em Roland Garros; 22, no US Open; 18 em Wimbledon; e 5 no Australian Open.

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